"Vizu" na página

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A Cultura, mais uma vez, de pires na mão


E mais uma vez a cultura se vê na berlinda, ao fechar das cortinas do ano legislativo, o governo estadual encaminhou a Assembleia Legislativa a Proposta de Emenda Constitucional nº 043/18 o qual reduz o percentual de orçamento que seria destinado ao Fundo Estadual de Cultura de 0,5% (cinco décimos) para 0,05% (cinco centésimos).

O FEC, aprovado pela ALE, através da PEC 103/15, também compõe o conjunto de leis, o Sistema Estadual de Cultura (lei nº 2746 de 18 de maio de 2012) e o Plano Estadual de Cultura (Lei nº 3678 de 27 de novembro de 2015).

Cabe ressaltar que desde a promulgação do Plano Estadual de Cultura, em momento algum o Executivo depositou qualquer valor no fundo de cultura, deixando o setor à míngua em se tratando de bens culturais.

Ao mesmo tempo, o governo do Estado praticamente fechou as portas do teatro estadual, pois, para ocupá-lo, os artistas teriam de desembolsar de 4 a 6 mil Reais, por um dia de apresentação. Além desta “pequena” taxa, o responsável teria de utilizar os técnicos do teatro (som e luz) que custavam cerca de R$ 2 mil a mais.

Além disso, foi proposto por um parlamentar, e aprovado em Plenário, a extensão do benefício de meia entrada a todos os servidores da educação, e não somente aos educadores e educandos.

Ou seja, o artista, o produtor, tem cada vez mais obrigações, mais pagamentos de taxas, mais pessoas a quem conceder o benefício do meio ingresso. No entanto, o valor da produção, dos custos só aumentam.

A Prefeitura de Porto Velho, mesmo sem auxiliar em nada o artista e a cultura, cobra 5% do valor bruto do ingresso. O artista tem de mandar imprimir o ingresso e para isso tem de pagar taxas na prefeitura para abertura de processo e autorização para isso. Lembrem-se, eles vão ficar com mais 5% da renda bruta.

O ator, o cenógrafo, o iluminador, a costureira, sonoplasta, contra regra, bilheteiro, porteiro, gráfica que imprime o material, todos que compõe a cadeia produtiva de um espetáculo, cobram a produção do valor normal. Ou seja, ninguém dá 50% de desconto no valor de seus serviços, “ninguém cobra meia mão de obra, mas o artista é OBRIGADO POR LEI a cobrar metade. No que resulta esta atitude? No consequente aumento no valor do ingresso, ou seja, os 50% que muitos não pagam é socializado pelos que pagam inteira.

Lembrem-se, todo produtor é obrigado a vender pelo menos 50% dos ingressos da casa de shows pela metade do preço. Tem os impostos, taxas, custo do aluguel do teatro... o que sobra ao artista?

Eis o ponto que quero chegar. O legislador, quer beneficiar o máximo de pessoas com uma lei. E quanto a isso tem toda razão. Seria ótimo se o Estado fosse um grande mecenas, “bancando” o salário dos artistas para oferecer cultura gratuitamente ou a baixíssimo custo. No entanto, quem produz, quem atua, também precisa de um plano de saúde, de alimentação, precisa pagar aluguel, comer, vestir, conta de energia, água.

Fora isso, quem mora em regiões distantes dos grandes centros, como no caso da região Norte, são “punidos” com o custo amazônico. Isso significa que o valor de tudo o que se necessita é mais caro aqui na região. Passagens aéreas, de ônibus, material cênico... tudo é produzido no Sul e tem alto custo para chegar nestas paragens.

Os deslocamentos são imensos entre uma cidade e outra. Só para exemplificar, para sair de Porto Velho e se apresentar em Ariquemes são 200 km, sendo esta a única cidade com teatro. Em outras regiões como sul e sudeste teremos pelo menos umas quatro cidades com estrutura para receber um espetáculo.

Enfim, todo artista trabalha muito. São muitas horas pesquisando, ensaiando, buscando um patrocínio, costurando, bordando, construindo um cenário. É um labor como qualquer outro e exige dedicação e esforço. Nada é construído do acaso. O texto não é improvisado. Muitas vezes se paga também direito autoral pela utilização do texto e lá se vão mais 10% da bilheteria. Se for um musical, o percentual sobe para 15%.

Como se vê, a cultura contribui e muito com impostos e taxas em todas as esferas públicas e a cada dia somos mais punidos. Não podemos aceitar calados a imposição de se reduzir drasticamente este percentual do Fundo Estadual da Cultura, pois a cadeia produtiva é grande e a cada R$ 1 investido o retorno é em torno de R$ 10 para o Estado.

Por enquanto, o projeto não foi colocado em pauta para votação. O atual governador negociou com a classe artística e prometeu um percentual de 0,1% do orçamento líquido para o FEC. No entanto, o projeto não entrou em pauta para votação. Os parlamentares agendaram sessão extraordinária para o dia 22 de janeiro de 2019 para limpar a pauta e esperamos que seja apreciado e aprovado. Aguardemos os próximos atos.

sábado, 10 de novembro de 2018

A esperança vai vencer o medo?


Lembro bem quando em 2001, após várias eleições perdidas, o PT contratou o publicitário Duda Mendonça que reposicionou a “marca PT” e criou uma campanha que “arrepiava”, entre elas a que mostrava cenas fortes de pessoas humildes na rua entre outras e finalizava dizendo: “se você se comoveu com isso então no fundo você também é um pouco PT”.

Esta mudança de atitude do PT, aliada a uma mudança de visual do então candidato Luis Inácio com corte de cabelo e barba e correção nos dentes, aliada a um discurso mais moderado e pacífico, menos raivoso que o elegeu pela primeira vez a presidente do país. Ou seja, na época se dizia: “a esperança venceu o medo”. Aquele Lula raivoso, gritão, esbravejador deu espaço ao “Lulinha paz e amor” e assim, aos poucos foi conquistando o mercado e o povo brasileiro.

Lula fez um primeiro mandato a meu ver perfeito, prometendo “acabar com tudo isso que está aí”, em uma referência direta a corrupção, ao grande número de cargos comissionados, entre outras promessas que acabaram não sendo cumpridas. Mas com o tempo acabou se confundindo e fundindo com o PMDB (hoje MDB) de centro esquerda para garantir a sua governabilidade e onde vários de seus membros se corromperam “até o tutano”. Que tragédia. A esperança estava morta.

Hoje vemos a esquerda toda afirmando que está com medo da direita. Das atitudes do presidente eleito e que será um retrocesso. Com isso vejo o mesmo discurso sendo repetido. Só que agora do lado oposto. Aí me pergunto se Bolsonaro tivesse disfarçado sua verdadeira face de acabar com a corrupção e de retirar privilégios de muitas categorias, se teria sido melhor?

Sinceramente, não sei como estará nosso país daqui pra frente. Mas o que a população votou foi em uma nova esperança, em uma mudança, pois não suportava mais ver o país afundar nas mãos da esquerda, cada vez mais perdida, especialmente no segundo mandato de Dilma Roussef.

Com certeza esta eleição foi atípica. Foi a briga do #EleNão contra o #ForaPT o #ForaCorrupção. O Brasil vai mudar sim. Esperamos sinceramente que para melhor, voltar a crescer, a se transformar efetivamente na potência econômica que já deveria ter se transformado.

Investir em educação de qualidade, em tecnologia, em saúde preventiva e não curativa, em infraestrutura com diversificação dos modais de transporte, com as reformas necessárias na previdência, tributária e trabalhista que o PT se recusou a fazer em 14 anos de poder.

Ou seja, e para finalizar, o Brasil precisa de um comando. De um freio no excesso da corrupção que travou o país e paralisou centenas de obras públicas. Um basta e uma esperança foi plantada. Não será com ódio que se combaterá o ódio. É preciso um tempo para que novamente a esperança vença o medo.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Associação de apoio à vida aprova estatuto e constitui primeira diretoria



Dia 2 de maio fica marcado na história como a data oficial de fundação do Núcleo de Apoio à Vida Porto Velho

Em reunião realizada na noite desta quarta-feira (2), trabalhadores voluntários do Núcleo de Apoio à Vida Porto Velho (Naviporto) atendendo a chamamento do edital, leram e aprovaram o estatuto da entidade, bem co
Wilma assina a ata de fundação

mo elegeram a primeira diretoria para o biênio 2018-2020.
Comandará o Naviporto, a professora doutora, enfermeira Wilma Suely Batista Pereira, que terá como companheiros de diretoria o psicólogo Cristiano Corrêa de Paula (vice-diretor), Fantoma Fernandes Pereira (secretária) e Maria Aparecida Soares Marin (primeira tesoureira).
A associação não tem fins lucrativos ou econômicos e não possui cunho político-partidário ou religioso e, segundo enfatizou a diretora Wilma Suely,  esta associação será capaz de aglutinar forças para desenvolver e manter trabalho de prevenção e posvenção do suicídio.
Eduardo apresenta o estatuto no Naviporto
Wilma também destacou que é preciso desenvolver e manter outros trabalhos que se fizerem necessários, objetivando o atendimento de pessoas que estão em sofrimento e a função da entidade em se fazer representar junto ao Poder Público e à iniciativa privada.
“Estou feliz co as características misturadas que o Naviporto tomou com pessoas de várias áreas e com pensamentos diversos e me sinto muito segura em tomar esta decisão e que possamos ajudar as pessoas a cumprir seu ciclo biológico até o fim”, ressaltou Wilma agradecendo a todos.

O vice-diretor, Cristiano de Paula salientou que este é um momento em que a  sociedade se apresenta doente, mas, segundo ele, deve haver uma sinergia no universo que conjuga com a gente.

“Estamos num sistema que é o movimento da vida, que é muito poderoso. Vamos lidar com muitas emoções, nos momentos de maior fragilidade do ser humano e precisamos estar preparados”, disse Cristiano.
Integrantes assinando a ata de fundação

Ele concluiu afirmando que o Naviporto inaugura um movimento que “vai fermentar e crescer em nossa cidade mas que irá atender a todo o Estado, com realização de palestras e o atendimento via chat e telefone em breve”, agradeceu Cristiano.

O Naviporto também contará em sua composição com Mario Jonas Guterres, na assessoria jurídica, Celly Regina Bensch Schumacher, segunda Diretora Secretária; Jorge Alberto Elarrat Canto, segundo Diretor Tesoureiro. 

Este blogueiro e aprendiz de jornalismo também participa do Naviporto
No Conselho Fiscal Reginilde Mota de Lima Cedaro, primeira Conselheira; Geovani Berno, segundo Conselheiro; George Carlos Pinheiro, terceiro Conselheiro.

Na coordenação de cursos e treinamentos, Cristiano Corrêa de Paula; para coordenação de palestras, José Antonio Trindade de Souza; para coordenação de atendimentos, Eduardo Schumacher.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pecados

Utilizo do mesmo título do texto do escritor Luis Fernando Veríssimo, publicado na última quinta-feira (8) de fevereiro no Zero Hora. Gosto muito quando o autor busca um fato histórico, um acontecimento, para explicar algo que se repete.
E, neste caso, ele buscou as dificuldades com a gramática. Os pecados que cometemos. Na época comparou aos padres jesuítas que falavam de castidade, a chamando de gramática.
E nada mais atual do que os pecados que cometemos com nossa gramática, especialmente ao escrever em redes sociais, abreviaturas loucas, neologismos que você tem de decifrar.
E para mim o mais perigoso e nefasto. Pessoas que se dizem jornalistas, escritores cometerem erros crassos de gramática. Isso é um estupro, um pecado capital ao qual não podemos deixar passar.
Cometo, é claro, alguns erros. Quem não os comete? Mas escrever "menas", trocar o "mais" pelo "mas", "álvre", "encomodar", "seje", "concerteza", "encomodar", "chega dói"... desculpe, mas dá vontade de bater com uma gramática na cabeça do "vivente".
A quem se propõe a viver da escrita, recomendo a leitura do texto. Se se identificar, não se incomode. Estude mais. Aprender nunca é demais. Leia bons textos (Não somente os do twitter ou facebook) de autores renomados. Mude seu vocabulários. Se esforce. Sejamos melhores a cada dia.
Fraternal abraço a todos.


Pecados
Luis Fernando Veríssimo,
publicado no jornal Zero Hora 8-2-18

Luis Fernando Veríssimo,
foto de Sylvio Sirangelo
Na correspondência dos jesuítas eram frequentes as referências à dificuldade que certos padres tinham com a gramática no seu trabalho de catequese, nas Missões. Frequentes e obscuras: não se sabia se a dificuldade tão citada era com a gramática que os próprios padres ensinavam ou com a gramática dos nativos. Até descobrirem que “gramática” era um código para castidade. O problema de alguns padres era manter seus votos de abstinência em meio aos índios. Ou, no caso, as índias.
Conscientemente ou não, o código foi bem escolhido. Pecar contra a gramática é um pouco pecar contra a castidade, se se aceitar que a correção gramatical é uma norma de boa conduta e as regras da língua equivalem a parâmetros morais.
Fala-se na “pureza” do vernáculo e na sua poluição, ou violação, vinda de fora e de um jeito ou de outro o vocabulário da perdição da língua (seu abastardamento, sua vulgarização, sua entrega a estrangeirismos como prostitutas do cais) tem conotações sexuais.

Tomar liberdades com a língua é uma atividade tão mal vista pelos guardiões da sua virtude como seria tomar liberdades com suas filhas. Que o povo peque contra a linguagem é aceitável, já que ele vive na promiscuidade mesmo. Mas pessoas educadas, que conhecem as regras, dedicarem-se a neologismos exibicionistas, à introdução de pronomes em lugares impróprios e ao uso de academicismo para fins antinaturais é visto como devassidão imperdoável. De escritores profissionais, principalmente, se espera que mantenham-se corretos e castos a qualquer custo.
Mas vivemos com relação à gramática como viviam os jesuítas com relação à “gramática”, esforçando-nos para cumprir nossa missão – que não deixa de ser uma catequese, mesmo que só dê o exemplo de como botar uma palavra depois da outra e viver disso com alguma dignidade – sem sucumbir às tentações à nossa volta. Também não conseguimos. O ambiente nos domina, a libertinagem nos chama, e pecamos o tempo todo.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

E SE LULA MORRER, PARA QUEM FICA O IMÓVEL?



Imagem de Leonardo Benassatto/Reuters
Me considero ainda um aprendiz de repórter, por isso, me pego com questionamentos que não costumamos ver relatados na chamada grande mídia. Por exemplo, o ex-presidente Lula acaba de ser condenado a 12 anos de reclusão pelo apartamento tríplex no Guarujá, bem como sítio de Atibaia. Lula nega ser proprietário, apesar de várias reportagens serem mostradas durante sua gestão passando férias no sítio, visitando o apartamento, comprando pedalinhos para o lago... enfim. A Justiça afirma que a tudo leva a crer que é de sua propriedade.
Pois bem, Lula diz que não. Mas, aí entra o questionamento. E se Lula morresse hoje. De quem seria o imóvel? Dos filhos de Lula ou da OAS? Os familiares poderiam pedir no espólio da família a posse e divisão dos bens?

Vejam bem, não estou defendendo este ou aquele, estou apenas questionando, pois se isso acontecer, a Justiça terá de tomar uma decisão. E aí? Para quem ficará o imovel?

Recall
Estou assustado com o alto índice de recall nos carros vendidos no Brasil. Toda semana um fabricante anuncia para que veículos sejam levados às concessionárias para revisão de algum item de seus veículos. Assustador. Ou antigamente a checagem de segurança era falha e deixava passar, ou aumentou as exigências e se começou a detectar as possíveis falhas. Em todo caso, os engenheiros de produção precisam ficar mais atentos aos processos.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

17 anos de Espermatozóide Careca. Saudades...

Esta data me traz muitas e boas lembranças, pois após quase dez anos de inatividade artística cultural, estava retomando minha carrreira de ator. Hoje (1 de novembro) comemoro 17 anos da primeira apresentação da peça Confidências de um Espermatozóide Careca em Porto Velho.
Estava em uma fase muito triste de minha vida, de uma depressão grande com o fim de um relacionamento e, mais uma vez, a arte, a cultura, o teatro, me estenderam os braços e retiraram das profundezas.

Assim, em 1º de novembro de 2000, fazíamos a apresentação para imprensa, convidados e familiares do monólogo “Confidências de Um Espermatozóide Careca”, de Carlos Eduardo Novaes, no improvisado Audicine do Sesc.

Lembro dos preparativos como se fosse hoje ainda. Na noite anterior o cenário ainda não estava pronto. Gibasan (In memorian) deixou para a última hora e quando pintou o pano e estendeu no palco, juro que chorei de alegria e felicidade.
A noite de estréia, como não poderia deixar de ser, eu tremia mais que vara verde. O medo de esquecer o texto, de pular cena, de errar era grande. Afinal, os patrocinadores, amigos, nunca haviam me visto em cena ainda aqui em Porto Velho, pois minhas experiências foram todas em Santa Maria, junto ao grupo Presença por onde atuei por 10 anos, sob a batuta do inesquecível Freire Junior. E eu não poderia decepcioná-los.


Passada a apresentação, tirei uns dez elefantes das costas. Não sabia se sorria ou se chorava diante dos aplausos, do público em pé, do rosto de alegria de todos. Eles não sabiam, mas em minha mente um filme se passava. Agora ao relembrar, as lágrimas teimam em querer brotar novamente.
Minhas discussões intermináveis com a Suely, pois ela como diretora e eu como produtor que queria reduzir custos e ela só inventava despesas... hehehe.
Neste dia para mim tão especial, quero agradecer em primeiro lugar a ELE. Deus, a quem tudo devemos. E a minha querida irmã Suely Rodrigues que acreditou em mim (ela não gostava do texto e eu a convenci do contrário) e durante incansáveis quatro meses ensaiamos, adaptamos e produzimos sozinhos este belo espetáculo que fez renascer a cena artística que andava parada em Porto Velho.



Sim, amigos. Tenho orgulho de fazer parte desta virada cultural na cidade. O teatro do Sesc (Único existente em Porto Velho) estava em reformas e adaptamos o Audicine para receber a peça. Improviso puro. Mas feito com amor, carinho, coragem, determinação e muito, mas muito amor.
Também preciso sempre lembrar do querido Ery Oliveira, Odinaldo Maurício, Juracy Júnior, Jailton Viana e a melhor das melhores the Best contra-regra, Arlete Vrena. E, é claro, a todos os integrantes do Raízes do Porto que nos davam a assistência na bilheteria (Zaine Diniz, Kenny Frazão).
Fotos de Augusto Alves e  Rodrigo Erse


Aos patrocinadores Supermercado Gonçalves, Lojas Milla, D Calçados, Unimed, Brasil Telecom (hoje Oi), Junior San e Faculdade Uniron. Foram os primeiros a acreditar que um projeto cultural poderia dar certo. E deu. Não posso ser injusto com o SESC que abriu suas portas e nos deu todo o apoio para os ensaios, auxiliou na divulgação (Tico Marinheiro) e nas apresentações. Ao pessoal da Amppla Propaganda com o Tonon e o Marco Nami (in memorian). Aos fotógrafos Rodrigo Erse, Augusto Gomes Alves e Nina. Toda imprensa da Capital, sites, jornais, televisão e rádio que abriram pautas para divulgação. 

É muita gente que auxiliou neste projeto. Se esqueci alguém, perdoem este velho ator. Mas já deixo minhas desculpas e o agradecimento fraterno. Muito, muito obrigado a todos. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Gostaria de entender algumas coisas...


O Lula (trazendo a reboque o PT) conseguiu se eleger e chegar ao poder no comando maior do Brasil com o argumento de que “precisamos mudar tudo isso que está aí”. E o seu comandante maior dizia que era preciso fazer urgente a reforma previdenciária, trabalhista e tributária, pois era impossível governar e gerar empregos em um país que taxa a produção.

Aí assumiu o poder e...
... não mudou nada do que estava aí e ainda piorou, pois institucionalizou a propina. Segundo as delações já ouvidas na Lava Jato, o normal era 1,5 % do valor da obra. Com o PT, não havia limites. Isso talvez explique a quantidade de obras paralisadas em todo país. Em Porto Velho lembro dos viadutos a todo instante.
... ficaram treze, eu disse TREZE (13) anos no poder e não fizeram a reforma trabalhista;
... não fizeram a reforma previdenciária. Se tivessem mexido lá atrás, talvez hoje a situação estivesse um pouco melhor. Também deveriam ter cobrado dos devedores da previdência seus débitos. Não fizeram nada.
... Só não fizeram a reforma tributária como ainda aumentaram os impostos. Em determinado momento de desespero, baixaram IPI de alguns produtos para incentivar a produção e o consumo, conseguindo com isso a quebradeira dos municípios.
Com a Lava Jato se conseguiu mostrar até o momento o tamanho do buraco que já foi descoberto. Muito mais ainda está por vir. Até onde vai chegar?
Deixo claro que este post não é contrário A ou B. É contrário a roubalheira, a mentira deslavada, aos discursos falastrões. Não sou favorável a Temer. Aliás, foi o próprio PT quem o colocou como vice na chapa. A culpa não é minha, nossa. É de todos vocês que fizeram campanha e o elegeram também.
Enfim, é um desabafo e que relembra o passado também, pois o povo fica falando em golpe na Dilma, mas até agora o único golpe que vi foi o de um partido que fez de tudo para se perpetuar no poder e que fez tudo ao contrário do que se elegeu para fazer e executou um belo golpe foi no povo brasileiro.
Que seja somente a ponta do iceberg e todos os que já apareceram e os que ainda virão (pois a roubalheira sempre existiu e continuará a existir) sejam exemplarmente punidos, pois até agora está valendo a pena roubar neste país. 
O que não entendo é a postura da Receita Federal que não viu estas manobras fiscais de bilhões ... mas se um trabalhador sonegar R$ 10 é chamado a dar explicações. Que isso seja também observado.