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terça-feira, 19 de maio de 2015

Novos desafios para Rondônia e o Brasil




Que estamos passando por uma estagnação financeira, ninguém tem dúvida. Há até um adágio que diz que em tempos de crise, temos de retirar o “esse” para que se “crie” um ambiente mais favorável e aproveitar as oportunidades que o mercado oferece.

Pois bem, passamos por altas de combustíveis, impostos, energia elétrica, que acarretam aumentos em toda cadeia produtiva. Sem falar que no sudeste, onde fica localizado o maior polo industrial do país, passa por uma séria crise hídrica que afeta não só os moradores mas a produção que necessita de água para gerar alimentos e produtos.

O que já estava ruim ainda pode ficar pior. No último domingo, 17 de maio, a presidente Dilma Roussef, reuniu parte da sua equipe econômica para que sejam realizados cortes no orçamento da ordem de R$ 70 a 80 bilhões. Com isso, com certeza muitas obras serão paralisadas não só em Rondônia mas em todo o país.

O poder público, que é o motivador da economia por mais colocar dinheiro no mercado, ao anunciar estes cortes gigantescos, acena ao mercado que mais recessão vem pela frente. Estejamos todos preparados. A ponte no rio Abunã que liga Rondônia ao estado vizinho do Acre com certeza será uma das obras que sofrerá cortes. O asfaltamento da BR-425 que liga a BR-364 a Nova Mamoré e Guajará-Mirim será outra.

Isso sem falar que Rondônia recebeu poucos recursos do Governo Federal para as obras de reconstrução do estado após a fatídica enchente de 2014. Gastou-se uma pequena fortuna, mas o dinheiro não foi reposto. O que já enfraquece a nossa economia.

POR FALAR EM ENCHENTE
Completamos agora em maio um ano de pós-enchente. E em 2015 o rio Madeira ainda está alto, com vários repiquetes, ou seja, continua chovendo muito na cabeceira do rio Beni, principal alimentador de águas do rio Madeira. Desta forma, o rio está demorando a baixar, o que já poderá ser prenúncio de novos desastres climáticos para o futuro. O que é certo e notório, é que o ciclo das águas nunca mais será o mesmo com o pós usinas.

VISTORIAS
Em fevereiro a prefeitura retirou moradores do bairro Floresta I e II na rua 3 e meio. Mas somente agora, três meses após a desocupação e com uma ação do Tribunal de Contas da União é que as vistorias estão sendo feitas para saber o que será necessário se fazer para concluir as obras. É coisa de louco a morosidade do poder público nestas questões. Principalmente em obras que já estão em andamento. Obras novas até que aparece empresas interessadas, mas obras já em andamento, ninguém quer, pois o lucro é bem menor. Vamos ver no que isso vai dar.

TEATRO
Fui morador por 25 anos em Santa Maria. Cidade que nasci e cresci. Dos 15 aos 25 anos trabalhei com um grupo de teatro e lutávamos pela construção do teatro municipal. Pois bem, quando conseguimos e o teatro já estava a ponto de ser utilizado, me mudei para Rondônia e aqui passei outros quase 20 anos lutando para que tivéssemos nosso teatro.

Eis que construíram, não um, mas dois. O primeiro com capacidade para 250 e o outro 1.100 espectadores. Uma lindeza, ambos. Só que estão sem habite-se. Ou seja, a classe teatral, muito menos a própria Secel pode fazer qualquer programação pois sua ocupação está proibida. Melhor, não se pode cobrar ingressos para ocupá-lo.


Com isso, perde o estado que deixa de arrecadar recursos para a manutenção dos mesmos (vários funcionários já trabalham para isso e recebem do estado) bem como a classe artística fica impedida de realizar qualquer projeto cultural pois de graça ninguém consegue se sustentar. Enfim, já passou da hora dos governos estadual e municipal acabar com esta peleja e resolver a questão, definitivamente. Todos ganharão.