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terça-feira, 31 de outubro de 2017

17 anos de Espermatozóide Careca. Saudades...

Esta data me traz muitas e boas lembranças, pois após quase dez anos de inatividade artística cultural, estava retomando minha carrreira de ator. Hoje (1 de novembro) comemoro 17 anos da primeira apresentação da peça Confidências de um Espermatozóide Careca em Porto Velho.
Estava em uma fase muito triste de minha vida, de uma depressão grande com o fim de um relacionamento e, mais uma vez, a arte, a cultura, o teatro, me estenderam os braços e retiraram das profundezas.

Assim, em 1º de novembro de 2000, fazíamos a apresentação para imprensa, convidados e familiares do monólogo “Confidências de Um Espermatozóide Careca”, de Carlos Eduardo Novaes, no improvisado Audicine do Sesc.

Lembro dos preparativos como se fosse hoje ainda. Na noite anterior o cenário ainda não estava pronto. Gibasan (In memorian) deixou para a última hora e quando pintou o pano e estendeu no palco, juro que chorei de alegria e felicidade.
A noite de estréia, como não poderia deixar de ser, eu tremia mais que vara verde. O medo de esquecer o texto, de pular cena, de errar era grande. Afinal, os patrocinadores, amigos, nunca haviam me visto em cena ainda aqui em Porto Velho, pois minhas experiências foram todas em Santa Maria, junto ao grupo Presença por onde atuei por 10 anos, sob a batuta do inesquecível Freire Junior. E eu não poderia decepcioná-los.


Passada a apresentação, tirei uns dez elefantes das costas. Não sabia se sorria ou se chorava diante dos aplausos, do público em pé, do rosto de alegria de todos. Eles não sabiam, mas em minha mente um filme se passava. Agora ao relembrar, as lágrimas teimam em querer brotar novamente.
Minhas discussões intermináveis com a Suely, pois ela como diretora e eu como produtor que queria reduzir custos e ela só inventava despesas... hehehe.
Neste dia para mim tão especial, quero agradecer em primeiro lugar a ELE. Deus, a quem tudo devemos. E a minha querida irmã Suely Rodrigues que acreditou em mim (ela não gostava do texto e eu a convenci do contrário) e durante incansáveis quatro meses ensaiamos, adaptamos e produzimos sozinhos este belo espetáculo que fez renascer a cena artística que andava parada em Porto Velho.



Sim, amigos. Tenho orgulho de fazer parte desta virada cultural na cidade. O teatro do Sesc (Único existente em Porto Velho) estava em reformas e adaptamos o Audicine para receber a peça. Improviso puro. Mas feito com amor, carinho, coragem, determinação e muito, mas muito amor.
Também preciso sempre lembrar do querido Ery Oliveira, Odinaldo Maurício, Juracy Júnior, Jailton Viana e a melhor das melhores the Best contra-regra, Arlete Vrena. E, é claro, a todos os integrantes do Raízes do Porto que nos davam a assistência na bilheteria (Zaine Diniz, Kenny Frazão).
Fotos de Augusto Alves e  Rodrigo Erse


Aos patrocinadores Supermercado Gonçalves, Lojas Milla, D Calçados, Unimed, Brasil Telecom (hoje Oi), Junior San e Faculdade Uniron. Foram os primeiros a acreditar que um projeto cultural poderia dar certo. E deu. Não posso ser injusto com o SESC que abriu suas portas e nos deu todo o apoio para os ensaios, auxiliou na divulgação (Tico Marinheiro) e nas apresentações. Ao pessoal da Amppla Propaganda com o Tonon e o Marco Nami (in memorian). Aos fotógrafos Rodrigo Erse, Augusto Gomes Alves e Nina. Toda imprensa da Capital, sites, jornais, televisão e rádio que abriram pautas para divulgação. 

É muita gente que auxiliou neste projeto. Se esqueci alguém, perdoem este velho ator. Mas já deixo minhas desculpas e o agradecimento fraterno. Muito, muito obrigado a todos. 

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