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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Impostos e outros

Estou muito triste com a situação calamitosa de nossas ruas. Em especial as do Bairro Aponiã, conjuntos Guajará e Ouro Preto. A rua Daniela além de escura, sem sinalização alguma, ficou toda esburacada após a colocação dos canos para saneamento. Na rua Gerônimo de Ornela, no Guajará, de 8 postes, 4 não funcionam. E não é por falta de informação, pois um dos moradores da rua já notificou a prefeitura por 3 vezes no último mês. Algo foi resolvido? Não. e por aí vai.
O grande e grava problema de tudo isso é a carga tributária imensa que pagamos, além de várias taxas, e não temos serviços de qualidade em contrapartida. Além do imposto, temos de pagar Plano de saúde privado, cercar e colocar alarmes nas casas para ter segurança e pagar uma escola privada aos nossos filhos para garantir-lhes um mínimo de educação decente.
Não sou contra pagar impostos. Mas que eles sejam efetivamente convertidos em benefícios para a população que tanto precisa.
Mas não tem porque a roubalheira e a impunidade prosperam em progressão geométrica nesse país. Mas isso já é outro tópico e para outro momento.

Para tirar definitivamente a dúvida

Cansei de ouvir e ler que o "Presidenta" estaria gramaticalmente errado e que a a nossa Presidente estaria exigindo que falássemos errado. Por isso, fui buscar a informação em quem sabe mais de nossa língua vernácula. Busquei no Prof. Pasquale. Vejamos a explicação gramatical dele...

A presidente ou a presidenta? – por prof. pasquale cipro neto / são paulo

Que têm em comum palavras como “pedinte”, “agente”, “fluente”, “gerente”, “caminhante”, “dirigente” etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação “-nte”, de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis…
Termos como “presidente”, “dirigente”, “gerente”, entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação “-nte”? A de “agente”: gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o “e” final dá lugar a um “a”. Um desses casos é o de “parenta”, forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer “minha parente” ou “minha parenta”, por exemplo). Outro desses casos é justamente o de “presidenta”: pode-se dizer “a presidente” ou “a presidenta”.
A esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos. Se ela disser que quer ser chamada de “presidenta”, que seja feita a sua vontade -por que não?

Pronto, se ela quer ser chamada de Presidenta, que assim seja.