Acompanho com grande tristeza o ataque às escolas públicas,
não só em Rondônia, mas em várias cidades brasileiras. Atos puros de vandalismo contra nossas
crianças, já tão sofridas pelos descaminhos de verbas que desviam recursos para
merenda, ampliação de escolas, compra de materiais.
Aqui em Rondônia, para exemplificar, o governo rescindiu o
contrato milionário com empresas de vigilância, e, ao mesmo tempo, repassou
recursos às escolas para que elas, dentro de sua gestão participativa de pais e
professores, atuassem e adquirissem os equipamentos necessários para a
segurança.
Muitas escolas, no entanto, para economizar os recursos, não
se precaveram contra os atos de vandalismo e instalaram poucos equipamentos,
grades ou não contrataram o sistema de vigilância interligado à polícia
militar.
Com isso, sofreram, e estão ainda sendo atingidas, por
vândalos (não há como nominar de forma diferente), que buscam algum tipo de
equipamento eletrônico para trocar por drogas nas diversas bocas de fuma
existentes na capital.
No entanto, os mesmos atos de covardia e vandalismo não se
observa em relação às escolas particulares, que nunca tiveram e nem terão
vigilância permanente. Como sabemos, a maior parte delas tem, no máximo, alarme
e poucas câmeras de vigilância. E no entanto, os ataques a estes centros de
ensino não são registrados.
Não é o caso de incitar a violência, ou a depredação do bem
privado. Nunca faria isso. Mas soa muito estranho, pelo menos em minha ótica,
que escolas públicas após ter cessado o contrato de vigilância (que diga-se de
passagem não resolvia muita coisa pois havia registros de furtos no período),
passaram a ser constantemente vilipendiadas por bandidos.
A certeza é de que é preciso sim, tanto nas escolas públicas
quanto privadas, um bom sistema de alarme, cercas
elétricas, etc. Até porque, muitos que se dizem seres humanos, não respeitam o
bem público, que dirá o privado. Por isso, a necessidade de vigilância
constante. Aja vista o que aconteceu em Recife na semana passada... O preço da liberdade continua sendo, a eterna vigilância...
