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quarta-feira, 21 de maio de 2014

Violência sem explicação. Ou tem?

Acompanho com grande tristeza o ataque às escolas públicas, não só em Rondônia, mas em várias cidades brasileiras.  Atos puros de vandalismo contra nossas crianças, já tão sofridas pelos descaminhos de verbas que desviam recursos para merenda, ampliação de escolas, compra de materiais.

Aqui em Rondônia, para exemplificar, o governo rescindiu o contrato milionário com empresas de vigilância, e, ao mesmo tempo, repassou recursos às escolas para que elas, dentro de sua gestão participativa de pais e professores, atuassem e adquirissem os equipamentos necessários para a segurança.

Muitas escolas, no entanto, para economizar os recursos, não se precaveram contra os atos de vandalismo e instalaram poucos equipamentos, grades ou não contrataram o sistema de vigilância interligado à polícia militar.

Com isso, sofreram, e estão ainda sendo atingidas, por vândalos (não há como nominar de forma diferente), que buscam algum tipo de equipamento eletrônico para trocar por drogas nas diversas bocas de fuma existentes na capital.

No entanto, os mesmos atos de covardia e vandalismo não se observa em relação às escolas particulares, que nunca tiveram e nem terão vigilância permanente. Como sabemos, a maior parte delas tem, no máximo, alarme e poucas câmeras de vigilância. E no entanto, os ataques a estes centros de ensino não são registrados.

Não é o caso de incitar a violência, ou a depredação do bem privado. Nunca faria isso. Mas soa muito estranho, pelo menos em minha ótica, que escolas públicas após ter cessado o contrato de vigilância (que diga-se de passagem não resolvia muita coisa pois havia registros de furtos no período), passaram a ser constantemente vilipendiadas por bandidos.


A certeza é de que é preciso sim, tanto nas escolas públicas quanto privadas, um bom sistema de alarme, cercas elétricas, etc. Até porque, muitos que se dizem seres humanos, não respeitam o bem público, que dirá o privado. Por isso, a necessidade de vigilância constante. Aja vista o que aconteceu em Recife na semana passada... O preço da liberdade continua sendo, a eterna vigilância...