Ao ler hoje em um face de um amigo que ele havia bloqueado
um político e se dizendo intolerante e até raivoso, me lembrei que todos nós
somos assim com a classe política em geral. Queremos que tudo seja resolvido
imediatamente. Afinal, nós os elegemos para isso. Para que resolvam os
problemas da população.
Infelizmente nem sempre é assim.
E me lembrei de um episódio da série “24 horas” em que o
vice-presidente americano trama contra o presidente para chegar ao poder como
mandatário. O vice vivia criticando a falta de atitude do chefão, que ele
demorava para tomar a decisão, que os Estados Unidos isso e aquilo.
Enfim, ele conseguiu chegar ao poder em meio a uma crise
mundial e a ele foi dado todos os poderes de presidente da maior nação mundial,
com todas as senhas de arsenais nucleares e, é claro, os conselheiros que
alertam para as consequências de cada ato. Afinal, a lei de ação e reação está
aí pra isso mesmo.
O que aconteceu? Ele amarelou. Titubeou. Ele criticava o
mandatário a todo instante e agora era ele quem tinha o poder da caneta, da
palavra que bastava dizer um "sim' para iniciar um novo conflito mundial e ele
disse "não". Mas afinal, não queria tanto? Aí vem a resposta que é mais ou menos
assim: “ enquanto não estamos sentados nesta cadeira não temos a noção da
força, do poder que tem. E quando sentamos é que nos damos conta da
responsabilidade de milhões de vidas em nossas mãos e as consequências de tudo
isso”.
Que esta reflexão de uma sexta-feira, 24/07/2015, calorenta
e abafada ao noroeste brasileiro, Porto Velho, Brasil, fique em nós para que tenhamos em mente que muitas vezes o mandatário
até quer fazer algo, mas forças ocultas não os deixam agir. Por isso, muitas
vezes o mal não está no governante, mas nas pessoas que o cercam ou que querem
ou pensam estar no poder. #Ficaadica
