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domingo, 30 de outubro de 2016

Análise das eleições para prefeito em segundo turno



Em primeiro lugar queria parabenizar os prefeitos eleitos em segundo turno em todo o país, em especial ao Dr. Hildon (PSDB) em Porto Velho, minha capital. A quem desejo que cumpra pelo menos 50% do que prometeu e conhecendo nossa cidade passe a resolver a situação caótica em que nos encontramos, com obras paradas e especialmente as estruturantes.
Mas o que gostaria de registrar nesta postagem é a questão dos insatisfeitos com a política, ou aqueles que se eximem de escolher seus candidatos deixando para que outros o façam por si.
Preferem ir a balneários, sítios ou viajar para o interior ou outros Estados do que votar, mesmo porque a multa por não exercer este direito/obrigação, é baixíssima e o valor é decidido pelo juiz eleitoral, dependendo da condição econômica do eleitor, e pode variar de R$ 1,05 até R$ 3,51 por turno ausente.
 Caso o juiz entenda que a multa máxima de R$ 3,51 não será eficaz de acordo com a situação econômica do eleitor faltoso, ele pode aumentar a multa em até 10 vezes, podendo chegar aos R$ 35,14.
Parece pouco, quando se analisa a particularidade. Mas analisando-se somente o segundo turno na cidade do Rio de Janeiro, o número de ausentes chegou a 1.315.124 eleitores. Se fizermos um cálculo básico e que todos paguem o valor de R$ 3,51, seria destinado ao Fundo Partidário algo como R$ 4,6 milhões.
Em Porto Velho foram 74.706 ausentes neste segundo turno, o que arrecadaria algo como R$ 261 mil.
Não fiz o cálculo de quanto isso representa em todas as cidades em dois turnos a cada dois anos, ainda com o agravante que o número de ausentes tem aumentado significativamente a cada eleição.
Mas em minha análise, o mais grave é o somatório de quem se exime da escolha (somatório de ausentes, brancos e nulos) pois estes sim, representam uma fatia exorbitante em cada eleição. Para se ter uma ideia, somente na cidade do Rio de Janeiro, somando-se todos chega-se ao percentual de 46,93% de votos que não foram computados.    
Outras capitais e cidades se destacaram com números exorbitantes dentro desta linha, como Aracaju (SE) que totalizou 31,76%, Belém (PA) 28,97%; Rio de Janeiro (RJ) 46,93%; Belo Horizonte (MG) 43,14%, Curitiba (PR) 35,92%, Porto Alegre (RS) 44,29%; Cuiabá (MT) 41,03%, Santa Maria (RS) 29,91% e Porto Velho (RO)30,27, só para citar alguns exemplos. A vizinha Manaus (AM) é exemplo contrário com números baixos que totalizam 18,15%, em comparação com outras cidades.
São números que precisam ser analisados pelos cientistas políticos e acredito que muitas pesquisas podem vir daí. O prefeito eleito por Curitiba, Rafael Greca (PMN), em entrevista logo após anunciada sua vitória, falou sobre estes números afirmando que é preciso reencantar as pessoas (eleitores). Sim, é preciso refletir e cumprir promessas, usar os impostos dos morados com eficiência e eficácia, fazendo uma cidade melhor, ouvindo o cidadão.
Outro ponto que gostaria de salientar, para não ser extenso, é a questão da limpeza da cidade. Hoje não havia, ao contrário do primeiro turno, santinhos jogados em frente as sessões eleitorais. Ponto positivo.

Quanto ao futuro, quem viver verá e poderá cobrar o novo mandatário de nossa prefeitura. Sendo mais presente e atuante que o ocupante atual do cargo já será de grande valia. Que cumpra o prometido e consiga tornar nossa capital mais bonita e atraente para que as pessoas sonhem em vir visitá-la.