Pichações
Ainda em Santa Maria (RS), minha terra natal, vislumbro um
triste cenário para uma cidade que é chamada de Cultura. Refiro-me a grande
quantidade de pichações nas fachadas das casas e prédios da cidade. Pinturas de
mau gosto, sem sentido algum, feitas com o único propósito de desafiar as
autoridades e o perigo, tendo em vista que muitas são realizadas em grandes
alturas nos prédios.
Já vi pichações em Porto Velho, mas espero que a moda não pegue
e que as autoridades tomem providências quanto a isso. Aqui foi criada uma lei
que pune em até R$ 5 mil quem for pego realizando pichações. No entanto, as “pinturas”
são feitas sempre na calada da noite e somente um flagrante poderia pegar os
baderneiros que assim procedem. O que nem sempre vai acontecer. É feiura e
tristeza distribuída em toda a cidade. Uma lástima.
Parquímetro
Uma ideia que já toma
conta de várias cidades do país e que poderia ser adotada em Porto Velho para
disciplinar e democratizar o tempo de estacionamento das ruas e avenidas
centrais é a adoção de parquímetros, ou seja, pagamento por tempo determinado
para utilizar a via pública com veículos particulares.
Evidente que esta ação deve ser precedida de estudos e análises,
além do destino do dinheiro arrecadado e áreas onde seria instalado. Sou
favorável pois o sistema democratiza o espaço público, pois em muitas regiões centrais
o espaço é tomado por trabalhadores que vão ao trabalho de carro e deixam seus
veículos parados o dia inteiro no centro da cidade, ocupando uma vaga que
poderia ser utilizada por um cliente.
A medida é polêmica, eu sei, e deve vir acompanhada da
melhoria do sistema de transporte (algo que ainda está longe de ser uma
realidade em Porto Velho) e que com certeza também irá proliferar o surgimento
de estacionamentos particulares na região central (algo que já está
acontecendo). Para constar, o custo é de R$ 0,80 por meia-hora. Os
estacionamentos particulares cobram, em médio R$ 4,00 a hora na região central.
Abandono
Santa Maria, assim como Porto Velho também teve seu apogeu através das linhas ferroviárias. Mas lamentavelmente este barato e que poderia ser moderno meio de transporte está abandonado. Fico triste em ver um país continental não investir nesta modalidade. Atualmente, somente uma empresa transporta grãos e combustíveis pelos velhos trilhos.
A vila Belga, construída para abrigar os trabalhadores da ferrovia, também esta abandonada. Chegou a ser recuperada com pintura nas fachadas mas a manutenção está longe de ser uma realidade. É o patrimônio histórico sendo relegado. Que história contarão às futuras gerações?
