A BR-364, foi aberta na década de 60 pelo então presidente
Juscelino Kubischek, seguindo o lema do estado que era para integrar para não
entregar. Ou seja, ocupar espaços do território brasileiro para evitar a
entrada do “comunismo”. A estrada só foi asfaltada em 1983.
De lá para os dias atuais, o sistema e a demanda de
transporte cresceram muito. Uma estrada construída para aguentar 15, 20
toneladas, hoje suporta caminhões com mais de 40 toneladas, sendo uma “guerreira”
por sobreviver por tanto tempo praticamente sem melhorias.
Rondônia cresceu muito e virou corredor de transporte de
grãos para o escoamento de produção, especialmente de soja, do estado do Mato
Grosso e do sul do estado até o porto da Capital Porto Velho.
Mas com o aumento constante deste fluxo de carretas e
veículos, a BR se mostra insuficiente para atender a demanda de transporte.
Muito se fala em ferrovia Cuiabá-Porto Velho, mas enquanto ela não vem, a
rodovia necessita urgentemente de ampliações.
Tenho percorrida semanalmente, juntamente com a equipe de
comunicação do governo do estado, esta importante via. E constato estarrecido o
fluxo contínuo a qualquer hora do dia, aliado a imprudência de motoristas de
carretas e veículos de passeio.
A pressa, aliada a imprudência e o consumo de álcool e
drogas, tem ceifado vidas inocentes em todo o percurso da BR. Nossa Bancada
Federal precisa urgentemente pressionar o governo a investir na duplicação,
senão total, mas de vários trechos da rodovia.
O progresso do estado passa pela melhoria no transporte. Com
os investimentos que o estado tem feito nas agroindústrias, como por exemplo, a
usina de calcário, a produção, e consequentemente o fluxo de caminhões, irão
aumentar.
Tenho presenciado barbaridades de motoristas, especialmente
das carretas, cometendo infrações e imprudências enormes. Aliado a tudo, a falta de sinalização só piora a situação,
especialmente no período noturno.
A duplicação da BR-364 sozinha não irá resolver o problema
dos acidentes, mas sim ações conjuntas como conscientização das empresas e
motoristas, além do investimento maciço em outros meios de transporte, como a
ferrovia e o sistema hidroviário.
Aguardemos, mas também, aproveitemos este momento de
eleições para cobrar de nossos governantes e dirigentes, o comprometimento com
o desenvolvimento e a produção, mas com responsabilidade com a vida dos
usuários do sistema de transporte.
