"Vizu" na página

sexta-feira, 25 de março de 2011

PREOCUPAÇÕES DE UMA SEXTA-FEIRA PREGUIÇOSA

Passando os olhos pelo site do UOL, verifico a preocupação da concorrente MARIA no BIG BOS...BROTHER BRASIL 11... ela ficou com medo de ter seu silicone estourado durante prova de resistência. Genteeeemmmm... isso sim é que preocupação. Enquanto nós pobres mortais ficam preocupados em pagar nossas contas, o terremoto no Japão, crise na Líbia, trânsito em PVH, greve nas usinas, futuro, etc... a preocupação da menina são os peitos.. afff. Como dizia o Jô em um de seus personagens do Viva o Gordo: "tira o tubo, tira o tubo". E outro: "Você não quer que eu volte, Madalena!"

quinta-feira, 24 de março de 2011

puxando a brasa pro meu assado

Costumo sempre apontar as falhas do nosso poder público, mas sempre de forma construtiva, visando uma melhoria em nossa cidade. Por exemplo, não entendo como nossa cidade está começando a falar em reciclagem somente agora. Lembro que eu estagiava em uma agência de propagando no sul (isso já tem 18 anos) e produzi um comercial para a Prefeitura de Santa Maria anunciando o início da reciclagem de lixo. Ou seja, estamos em torno de 2o anos atrasados em relação a outros centro. Falta de tecnologia e dinheiro é que não foi. Acredito na falta de vontade política e de projetos. Por isso comentei: é preciso pensar PVH para daqui 30, 50 anos. E ninguém que está no poder pensa nisso. Vamos sempre colocar os bois atrás da carreta? Trabalhar por estímulos externos? Creio que os tempos são outros e precisamos repensar isso.

Mas a minha intenção ao iniciar este post de hoje era o de falar no meu bairro. O Aponiã. Nosso bairro está abandonado, esburacado, necessitando de iluminação pública e sinalização das ruas. O 4 de janeiro todas as etapas, guajará, ouro preto, enfim, todos os conjuntos que fazem parte do Aponiã sofrem com esta situação. Isso sem falar do alagamento de algumas ruas durante as fortes chuvas. Pedimos, então, uma olhada com carinho da Emdur e SEMOB para nosso bairro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Coisas que não entendo

A Prefeitura Municipal de Porto Velho está realizando diversas obras de sinalização na cidade. Louvável (outros diriam, demorou!). Uma delas, a sincronização da Rua Pinheiro Machado ficou muito bom. Rogamos seja estendido para as demais ruas. mas algumas coisas não dá para entender...

1) O semáforo colocado na Av. Farqhuar com Migrantes, ou Costa e Silva, ou BR, sei lá... enfim, colocaram o semáforo mas não retiraram o "quebra-molas" ali existente. O mesmo acontece em vários pontos da cidade onde foram colocados semáforos e não foram retiradas as "tartarugas" que anteriormente serviam como redutores de velocidade (exemplo? confluências da Mamoré com Vieira Caúla);
2) A retirada da rótula na Migrantes com Rio Madeira (ops, Chiquilito Erse) e colocação de semáforo, em minha opinião, muito boa iniciativa.... Mas acredito que o tempo do semáforo no sentido bairro centro está com tempo menor do que os demais. Consequência são as longas filas que se formam e a demora na travessia.
3) Falei num post anterior da necessidade de se planejar Porto Velho para daqui 30, 50 anos. Aí esqueci que não conseguimos até nem mesmo concluir a duplicação de uma BR entre Candeias e a Unir. A obra permanece inacabada, sem a iluminação e nem vou falar dos viadutos que não conseguem concluir... Uma vergonha!
4) A operação tapa buracos que a Prefeitura realiza é uma vergonha... Sem comentários.
Ao mesmo tempo achei muito bom o recapeamento das ruas Abunã e Calama. São várias na cidade que necessitam de igual sorte. Farqhuar é uma delas, só para citar uma central.
5) A rua Daniela foi recentemente asfaltada pela prefeitura. O recente é coisa de 3 anos. Hj está destruída em especial devido as obras de saneamento que foram comandadas pelo Estado. Mais uma vez quem paga o prejuízo é o contribuinte. Tudo isso aliado a falta de sinalização, roubo de tampas de boca de lobo, etc.
Voltamos aos assuntos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Notas

Impressionante a falta de preparo de Porto Velho e toda sua estrutura para receber as obras das usinas. Os episódios ocorridos na semana passada mostraram o quanto ainda estamos longe disso. Falta segurança, infraestrutura sanitária, nas ruas, iluminação pública, hoteleira, transporte público de qualidade...
E o pior de tudo é que não se percebe por parte do poder público nenhuma movimentação em planejar Porto Velho para daqui 30 anos. Há tempos venho falando aos amigos mais íntimos e acabo sendo motivo de chacota: falo que PVH necessita urgente de pensar em metrô de superfície ligando zona Leste ao centro e Zona Sul ao centro...
ÔniBus, moto táxi? Tou fora. Só por emergência mesmo. Agora, se tivéssemos um metrô... tudo seria muito melhor. Mas infelizmente ninguém pensa nisso.
Lembro quando era ainda estudante e li na Veja que o Amazonino Mendes estava construindo um elefante branco no meio da floresta amazônica quando ele iniciou as obras do bumbódromo de Parintins. Hoje, há planos de expansão pois se tornou pequena a arena.
Temos de pensar e projetar Porto Velho para o futuro. Não só realizar obras pensando no hoje. Tapar buracos somente não adianta.
Espero que este blog permaneça no ar um bom tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Madeira Mamoré X Jirau. A repetição da história

Certa vez Millôr Fernandes escreveu o seguinte: “ a história é tão chata que se repete, se repete, se repete....” Esta frase tem me acompanhado por todos esses dias que sucederam a grande revolta, ou sabe-se lá o nome que se possa e queira dar aos atos de vandalismos perpetrados na usina de Jirau.

Como um curioso e apaixonado por Rondônia e sua história, acabei participando das gravações da minissérie “Mad Maria”, gravada parcialmente aqui em Rondônia. E devido as gravações acabei estudando um pouco a história da construção da obra e percebo que 100 anos após sua conclusão, como é de praxe, a história se repete.

Senão vejamos. Na época da Madeira-Mamoré, milhares de trabalhadores vieram para estas bandas, atraídos por um eldorado, por promessas de riquezas, trabalho e muita fartura no seio da floresta amazônica. Na época, o grande vilão além do forte calor e da umidade era o mosquito, que dizimava sem dó nem piedade com malária e febre amarela. Para piorar a situação, as condições eram insalubres, não havia sindicatos para defender interesses coletivos, muito menos os defensores dos direitos humanos (em tempo: aqui no Brasil os defensores dos direitos humanos só se manifestam para defender interesses de vândalos e bandidos). Sem contar que todo o trabalho era braçal, quase que sem nenhuma tecnologia a auxiliar na construção e na segurança individual e coletiva.

Nos dias atuais os inimigos são os mesmos: calor, chuva, umidade, mosquitos. Mas a tecnologia está ao lado do homem. Protetor solar, repelentes, EPIs (equipamentos de proteção individual) e ar condicionado nos locais fechados, ajudam a minimizar as conseqüências. Máquinas e equipamentos garantem rapidez e segurança na execução da obra. Alimentação e alojamentos adequados asseguram um mínimo de qualidade de vida para os que permanecem alojados vindo dos mais distantes rincões deste país.

E assim como na grande epopéia amazônica, trabalhadores de outros países começam a chegar em busca de trabalho e de sua sobrevivência, como é o caso dos haitianos. Há na obra de jirau vários trabalhadores bolivianos, equatorianos, etc.

Mas uma coisa não mudou nesses 100 anos e milhares de anos da humanidade: a irracionalidade. O gosto pelo sangue que o ser humano possui. E isso ficou claro nesse motim, rebelião, vandalismo, irracionalidade que se perpetrou na usina de Jirau. Um simples fato (isso é o que chegou até nós) detonou todos estes atos de violência num “efeito manada”. E quando me refiro a Efeito Manada” falo de consensos, de consentimentos unânimes, de atitudes que vão de encontro aquilo que socialmente é aceito como o mais correto, apenas porque a “manada” vai toda para o mesmo lado. Este efeito acontece quando diversas pessoas decidem fazer a mesma coisa ao mesmo tempo, de maneira desordenada mas contínua. Tudo começa quando uma parte decide fazer uma coisa, e aí todos os outros, ao verem os primeiros a ir para um lado, decidem remar para esse mesmo lado.

E foi exatamente isso que pode ter acontecido em Jirau. A panela de pressão estava ali, fervilhando. Milhares de trabalhadores trancafiados, sem diversão, somente acordando, comendo e produzindo. A rotina se estabelecendo. Aí um fala mal do trabalho, pragueja, outros concordam, outros se calam. A revolta contra a indiferença do capital para com o trabalhador vai remoendo e crescendo e quando uma gota a mais cai no caldeirão, aí explode. E o sujeito até então sereno, pacífico, se transtorna e acaba entrando no caldeirão e tudo acontece repentinamente. Claro que há um líder para isso. Se premeditado ou não, o tempo e as investigações dirão.

Mas o que nos chama a atenção é esta semelhança com os fatos do passado recente. Mudaram personagens, local e tipo de obra. Mas não muda o tipo de tratamento com o ser humano e as revoltas. Onde se chega a conclusão que não evoluímos no tratamento e onde vemos que o homem continua selvagem e primitivo como sempre o foi. Disfarçadamente primitivo. Teconologicamente primitivo.

Voltaremos ao assunto, com certeza.