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terça-feira, 1 de julho de 2014

BR-364 um socorro possível


A BR-364, foi aberta na década de 60 pelo então presidente Juscelino Kubischek, seguindo o lema do estado que era para integrar para não entregar. Ou seja, ocupar espaços do território brasileiro para evitar a entrada do “comunismo”. A estrada só foi asfaltada em 1983.
De lá para os dias atuais, o sistema e a demanda de transporte cresceram muito. Uma estrada construída para aguentar 15, 20 toneladas, hoje suporta caminhões com mais de 40 toneladas, sendo uma “guerreira” por sobreviver por tanto tempo praticamente sem melhorias.
Rondônia cresceu muito e virou corredor de transporte de grãos para o escoamento de produção, especialmente de soja, do estado do Mato Grosso e do sul do estado até o porto da Capital Porto Velho.
Mas com o aumento constante deste fluxo de carretas e veículos, a BR se mostra insuficiente para atender a demanda de transporte. Muito se fala em ferrovia Cuiabá-Porto Velho, mas enquanto ela não vem, a rodovia necessita urgentemente de ampliações.
Tenho percorrida semanalmente, juntamente com a equipe de comunicação do governo do estado, esta importante via. E constato estarrecido o fluxo contínuo a qualquer hora do dia, aliado a imprudência de motoristas de carretas e veículos de passeio.
A pressa, aliada a imprudência e o consumo de álcool e drogas, tem ceifado vidas inocentes em todo o percurso da BR. Nossa Bancada Federal precisa urgentemente pressionar o governo a investir na duplicação, senão total, mas de vários trechos da rodovia.
O progresso do estado passa pela melhoria no transporte. Com os investimentos que o estado tem feito nas agroindústrias, como por exemplo, a usina de calcário, a produção, e consequentemente o fluxo de caminhões, irão aumentar.
Tenho presenciado barbaridades de motoristas, especialmente das carretas, cometendo infrações e imprudências enormes. Aliado a tudo, a falta de sinalização só piora a situação, especialmente no período noturno.
A duplicação da BR-364 sozinha não irá resolver o problema dos acidentes, mas sim ações conjuntas como conscientização das empresas e motoristas, além do investimento maciço em outros meios de transporte, como a ferrovia e o sistema hidroviário.
Aguardemos, mas também, aproveitemos este momento de eleições para cobrar de nossos governantes e dirigentes, o comprometimento com o desenvolvimento e a produção, mas com responsabilidade com a vida dos usuários do sistema de transporte.