Infelizmente somos bombardeados diariamente com notícias de
obras inacabadas em todo o país. Seja na esfera Federal, Estaduais ou
municipais. É um descaso tão grande com o dinheiro público que dói no “couro” e
em nossos bolsos. E são tantas as denúncias e os descalabros que até já não
estranhamos mais. Isso sem falar nas verdadeiras fortunas que são gastas em
construções e reformas que, na iniciativa privada, se faria mais, em menos
tempo e com melhor qualidade.
Em Porto Velho, uma obra que nos causa maior espanto é a do
Espaço Alternativo. Além de ter sido parada aos 45 do segundo tempo, ou seja,
quase nos "finalmentes", a obra foi mal executada e vários dos equipamentos de
ginástica que ficam a céu aberto estão perdendo a tinta e já estão
enferrujando, se transformando em um perigo aos usuários, especialmente
crianças.
O piso para caminhadas foi muito mal feito e está com
fissuras em toda sua extensão. Tentaram de forma paliativa “tapar o sol com a
peneira”, colocando sobre algumas rachaduras uma pasta de cimento, mas não
adiantou. A emenda ficou pior que o soneto.
Além disso, a obra parada e sem alguém responsável pelo
local causa sérios transtornos a quem frequenta o local. Apesar da Prefeitura Municipal,
através da Emdur ter consertado a iluminação, ela pouco dura, pois o furto de
fios é constante devido a falta de vigilância.
O local virou point da
juventude que transformou o Espaço Alternativo em Motel a céu aberto. Aos
finais de semana vemos verdadeiras barbaridades no local, sem que a segurança
pública tome qualquer providência. Isso sem falar no lixo que deixam no local,
fruto de suas noitadas abusivas. Desrespeito total aos bens públicos.
Para a reforma e adaptação do local todas as árvores lá
plantadas foram arrancadas e hoje nenhuma foi replantada. E ninguém dá satisfações
sobre isso. Com o calor intenso que se vive em Porto Velho, onde há um sol para
cada habitante, é inadmissível um local aberto à população sem arborização para
amenizar o forte calor.
E a cada dia mais e mais eventos acontecem no local. Mais e
mais pessoas se beneficiam do espaço que é tomado – sem organização – por ciclistas,
skatistas, pedestres, corredores e vendedores ambulantes espalhados por toda a
extensão da área. Até professores de ginástica funcional ocupam o local para
aulas particulares, impedindo a passagem de pedestres. Enfim, uma verdadeira “zona”,
com o perdão da palavra, é o que se transformou o “Espaço Alternativo”.
Por estas e outras é que peço mais respeito ao que é
público. Mais responsabilidade de nossos gestores. As falcatruas existem desde
sempre, mas os superfaturamentos em obras públicas precisam acabar. Deveria
existir uma tabela de custos para m² de cada tipo de obra a fim de padronizar
os custos e evitar os desvios de verba.
E se for provado que desviou recursos, meu amigo, que se
devolva a grana!!! Nem falo em cadeia pois esse povo não para na prisão. Tem de
doer no bolso, pois esta é a única linguagem que entendem. Multa, juros,
correção e um pouquinho de cadeia para ver se criam vergonha na cara. Além disso, um pouco do xarope “Tometento”
também ajuda. Senão, o “pau vai torar”.
OUTRO
Outra obra que foi paralisada e poderia atender melhor a
população é a denominada Praça do Skate, localizada na confluência das ruas
Guaporé com Vieira Caúla. Aquele espaço é maravilhoso e poderia ser muito
melhor explorado a fim de beneficiar a população. Pelo menos por lá já
plantaram muitas árvores e ainda dá para plantar muito mais.
Iluminação e construção de quadras poliesportivas poderiam
fomentar a criação de escolas esportivas e se criar um centro de referência na
Capital. São tantas as coisas que poderiam ser construídas neste espaço lindo,
maravilhoso e nada é feito. Vou até parar por aqui pois fico revoltado com
nossa capital que tinha tudo para ser mais bonita, mais útil e voltada para o
cidadão, mas somos tratados como escória, como seres de quinta categoria por
nossos governantes.
Enfim, espero que um dia sejamos administrados por pessoas
mais sérias. Por empresários e empreiteiros mais sérios, que assumam e concluam
as obras. Que não paguem propina. Que denunciem se os administradores vierem
pedir dinheiro. Ora, só há corruptos com corruptores. Alguém tem de quebrar
este elo.