"Vizu" na página

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Texto de Frei Beto (?)

Recebi este texto tendo como autor o Fei Beto. Não sei se é dele mesmo, mas o seu conteúdo nos faz refletir bastante. É aquela história: estamos tão preocupados em deixarmos um mundo melhor para nossos filhos e esquecemos de deixar filhos melhores para o mundo". Enfim, boa leitura pois o texto é um pouco longo, mas vale a pena cada caracter.

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?' Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais... A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:... "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

JUSTIÇA X EDUCAÇÃO

Justiça dá a estudante adventista direito de faltar a aulas


PARTICULARMENTE ACHO UM ABSURDO A DECISÃO DO JUIZ EM CONCEDER ESTA LIMINAR. NEM PARECE QUE TEVE DE ESTUDAR E PARTICIPAR DAS AULAS PARA CONSEGUIR SEU DIPLOMA.

A ESTUDANTE TEM SIM DIREITO AO SEU CULTO E RELIGIÃO, MAS AO MESMO TEMPO TEM O DEVER DE CUMPRIR COM SUAS OBRIGAÇÕES PERANTE A CLASSE E A LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL. DAQUI A POUCO NENHUM ALUNO VAI QUERER IR ÀS AULAS E VAI ALEGAR "SE ELA NÃO VAI,PORQUE EU TENHO DE IR?". QUAL A MORAL DA FACULDADE EM REPROVAR UMA ACADÊMICO POR FALTAS SENDO QUE A LEI DIZ QUE AS DISCIPLINAS SÃO PRESENCIAIS E HÁ UMA TOLERÂNCIA DE 25%?

ABRIU-SE UM PRECEDENTE MUITO PERIGOSO. MUITO PERIGOSO... É PRECISO REPENSAR ESSE NEGÓCIO DE DIREITO PRA ISSO, PARA AQUILO, COTAS DISSO... VAMOS ACABAR EM UMA VALA COMUM MUITO PERIGOSA.
PARA LER A MATÉRIA COMPLETA NO SITE UOL, BASTA CLICAR AQUI

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Chega de clientelismo

Eu fico indignado quando leio sobre ações clientelistas de assistencialismo em bairros promovidos por vereadores, e por entidades.
São ações importantes? Claro que são. Mas irei comemorar o dia que não forem mais necessárias. Explico: quando isso acontecer, será um indicativo de que o povo brasileiro saiu de sua condição de miserável e passou a ter condições de pagar pelos serviços, que nestas ações, são realizadas gratuitamente.
Fico realmente chocado quando vejo filas enormes para retirar documentos, bater uma fotografia, cortar cabelo gratuitamente. Outras filas para poder ganhar um kit com escova e creme dental, e sabonete.
Nosso povo não merece isso. Mas por que não temos acesso a tudo isso? Porque se rouba demais nesse país. Só este ano no Brasil, 06 (SEIS) Ministros de Estado do Governo LULA, quer dizer, Dilma já foram afastados de suas funções por ser conivente e ou acusados diretamente de corrupção.
E ela grassa em todos os níveis (Federal, Estadual e Municipal).
Gente, quem desvia dinheiro da merenda, da educação, esporte e saúde (que são básicos) deveria apodrecer na cadeia. Mas o que vemos? Impunidade.
Vou parar meu comentário por aqui pois minha indignação é tão grande que posso escrever o que não devo. Mas um dia esta situação pode mudar. Aguardem, 2012 é bem aí.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mostra cinema e direitos humanos


Mostra de cinema terá discussão sobre Direitos Humanos na América do Sul

Filmes sobre melhor idade, infância, sexualidade e deficiência serão prioridades na 6ª Mostra de Direitos Humanos na América do Sul

Começa no próximo dia 17 de outubro a 6ª Mostra de Direitos Humanos da América do Sul, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por meio da Cinemateca Brasileira. Serão exibidos filmes históricos, clássicos do cinema e de autores ainda desconhecidos. Segundo o curador da Mostra, cineasta Francisco César Filho, esta é uma mostra contemporânea que se distingue porque muitos títulos são inéditos no Brasil.

Para o curador, um dos desafios foi compor filmes de todos os 10 países latino americanos que produzem cinema voltado para a temática. “A área de Direitos Humanos tem um leque muito grande que diz respeito a todos nós como a educação, o meio ambiente, a criança, o idoso, a mulher e não apenas à violência, como geralmente se imagina. O resultado da Mostra atingirá o público voltado ao cinema e a estas questões”, analisa. “Tivemos a preocupação de escolher filmes com narrativas envolventes, que contam boas histórias. Dois bons exemplos são os filmes Cabra Cega e Araguaya.”, destaca.

Este ano, segundo o curador, alguns filmes foram indicados pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH). Também foram escolhidos filmes clássicos. “Por exemplo, teremos filmes sobre a saúde mental, uma vez que comemora-se 10 anos da reforma psiquiátrica. Um filme selecionado nesta tema foi o Bicho de Sete Cabeças, com o ator Rodrigo Santoro. Em referência aos 20 da criação do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), selecionamos o filme Central do Brasil, com a atriz Fernanda Montenegro. O filme Chuvas de Verão, da década de 70, foi um filme revolucionário que aborda o aspecto sexual dos idosos e é um filme corajoso e sensível. Já o filme Morango e Chocolate trata dos direitos dos homossexuais”, explica.

Em Porto Velho, a Mostra será no CineSesc, às 19h. A sessão inicial terá três filmes, curta-metragem: Doce de Coco, Tempo de Criança e Máscara Negra. Na terça, 18-10, mais nove filmes, entre curta e longa-metragens, com destaque para os dois documentários que tratam da Guerrilha do Araguaia, conflito armado ocorrido na década de 1970 no interior do Brasil.

CineSESC Rondônia

120 lugares - (69) 3229.6006 ramal 239

Av. Presidente Dutra, 4175 – Pedrinhas

ENTRADA FRANCA


6ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos pela primeira vez em Porto Velho

Diretor da Cinemateca destaca a acessibilidade ao público

Vinte e seis capitais brasileiras (e Distrito Federal) , e pela primeira vez Porto Velho, receberão a 6ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América Latina, um evento que tem a parceria do Ministério da Cultura, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Petrobrás. Na capital rondoniense a Mostra será de 17 a 24 de outubro, no Sesc, também parceiro em nível nacional. Mais de 46 produções em sessões a partir das 14 horas, serão exibidas ao público local com destaque para a inclusão.

O diretor da Cinemateca Brasileira de São Paulo, Carlos Magalhães, explicou que uma das principais preocupações da organização é dar acessibilidade ao público com necessidades especiais nas salas de exibição de todo o Brasil. A cinemateca é a produtora oficial da Mostra e por isso reuniu os produtores locais (representantes de todos os estados) em uma reunião no último dia 16, na capital paulista. Na ocasião foram traçadas as estratégias de divulgação e acessibilidade para o evento.

“Um ponto importante é que 100% dos filmes têm closed caption (legenda), que auxilia o deficiente auditivo. Em outros casos, temos filmes com a audiodescrição destinados aos deficientes visuais. Estes serão exibidos em duas sessões especiais em cada estado”, destacou Magalhães.

O diretor afirmou que os filmes e as respectivas sinopses das obras escolhidas estarão disponíveis no site oficial da Mostra. Cada filme é classificado com o direito específico estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Reflexão

Para Carlos Magalhães a Mostra servirá mais uma vez para promover a reflexão, sendo o cinema o instrumento de debate. O trabalho da Cinemateca Brasileira está seguindo uma política pública estabelecida pela Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal. No caso da Mostra que ocorre em 26 capitais e Distrito Federal o desafio para os produtores locais é articular os interessados nestes temas, como universidades, escolas, lideranças políticas e sindicais, terceiro setor, dentre outros e provocar o debate. “A Cinemateca tem buscado um alinhamento de trabalho em nível nacional a partir desta política de Direitos Humanos e estamos abertos às questões particulares de cada região”, ressalta.

Para as próximas Mostras o diretor destacou que a Cinemateca pretende ampliar as exibições com filmes de cada estado, atendendo a produções e especificidades ainda desconhecidas de um País continental como é Brasil. “A convocatória é mista. Os filmes são propostos pela Curadoria. Mas a ideia de abrir para filmes de realizadores locais é importante e queremos ampliar esta participação”, finalizou.


Crise


Enquanto o mundo se preocupa com a baixa do dólar, a crise na Europa, e a possível desaceleração da economia chinesa, aqui em Porto Velho City, os portovelhenses (eu me incluo nessa) lotaram o Porto Velho Shopping em uma demonstração consumista e de que a crise (que crise?) passa bem longe da BR 364. Para comprovar coloco uma fotinho. Hoje foi terrível, fila pra tudo. Só fiquei porque havia adquirido ingressos pro cinema via internet.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Filiação e outras

Filiação
Pois é, pessoal. Hoje acabei por me filiar ao PTB. Não sei ainda se poderei ser candidato ou não em 2012. Tenho muita vontade, mas nenhum recurso financeiro. Tenho amigos, conhecidos e uma ficha limpa. Talvez não seja suficiente. Talvez seja mais que isso. O tempo dirá. O certo é que acho que chegou a hora de mostrar a cara. Cansei de urrar pelos cantos por minha cidade não ter isso, não ter aquilo. Espero poder participar mais ativamente das decisões do que queremos para Porto Velho daqui 10, 20, 30 anos. Ou seja, para os que virão. É preciso pensar uma capital mais moderna, com sistema de transporte dinâmico e eficaz, que atenda ao cidadão por um preço justo. Não é possível aceitar de cabeça baixa tudo isso. Precisamos de obras estruturantes, da criação de mais espaços de cultura e lazer, criar oportunidade aos jovens de extrapolar suas adrenalinas para não cairem nas drogas. O custo social é bem maior. Será que ninguém vê isso? Por essas e outras que desejo tentar mudar um pouco a situação das coisas. Ajudar com meu trabalho e esforço o meu companheiro de trabalho, o meu vizinho, a minha cidade que adotei para morar.

Ruas
O bairro Aponiã, mais precisamente o conjunto Guajará onde moro e adjacências, está recebendo muita obra estruturante. A Prefeitura finalmente está fazendo o correto: enterrando dinheiro. Infelizmente ainda falta água e saneamento. As ruas serão todas quebradas novamente, pois o Governo Cassol ao invés de fazer todo serviço de uma só vez, resolveu fazer por partes, assim, Porto Velho vai se transformando num queijo Suíço. E o dinheiro, pra onde foi? Olha o chicote heim Cassol?

Investimentos
Outros setores que necessitam muitos investimentos são o da educação e cultura. Se conseguirmos educar e formar melhor nossas crianças na rede pública, com certeza evitaremos muitos gastos no futuro com colônias penais, presídios, clínicas de recuperação... é a mais pura verdade.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Chuvas

Se por um lado o início do período chuvoso na região Norte, mais precisamente em Rondônia trouxe um lenitivo ao forte calor do verão amazônico, por outro traz grandes preocupações.
1) a Prefeitura de Porto Velho, apesar de realizar obras importantes na capital acaba por atrasá-las a ponto de torná-las inacabadas ou um pesadelo para a população;
2) Tenho acompanhado de perto algumas obras de infraestrutura na capital, e, pela primeira vez, verifico um trabalho de qualidade sendo realizado, com instalação de manilhas em locais importantes da cidade, o que deverá reduzir sobremaneira a questão dos alagamentos nas fortes chuvas amazônicas.
3) No entanto, justamente porque a prefeitura não consegue trabalhar no período chuvoso, as obras no verão andam a passos muiiiito lentos. Não consigo conceber que se trabalhando apenas 5 meses ao ano, não seja instalado um 3º turno de trabalho e também aos fins de semana. Em qualquer local civilizado acontece isso. Somente aqui que não? Por quê?
Lembro que há uns dois anos atrás estava em São Paulo quando a Prefeitura realizava obras para receber o grande Prêmio da Fórmula Indy. Os caras instalaram luminárias nas avenidas e grande sinalização para poder trabalhar no período noturno, sábado, domingo e incluindo feriado de carnaval, havia gente trabalhando. Incrível quando se quer, se faz acontecer.
Vamos aguardar e verificar como ficam as obras da Vieira Caúla, Mamoré e bairro Aponiã em geral. sem falar nos famosos viadutos e paralelas da BR 364 e sinalização que já virou minissérie que está na 5ª temporada. Muita gente já viajou para o exterior com o dinheiro dessa obras. Mas terminá-las que é bom, nada.
Eu gosto que os órgãos competentes para fiscalizar não se mexem. O MP até que fez uma reunião com a Prefeitura em relação aos viadutos. Vamos ver no que vai dar...

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Por que defendo o diploma de jornalismo e das demais profissões

Este é o título do artigo assinado pelo Dep. Federal do PT-RS Paulo Pimenta, que também é jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM e é autor da PEC dos Jornalistas.

Ele defende a profissão e contesta a decisão do STF baseado em um argumento simples: Jornalismo não é livre manifestação do pensamento, é atividade profissional, remunerada. "O jornalismo faz parte da primeira fase do jornalismo. Já no século XVIII, o jornalista inglês Samuel Buckley separou as notícias dos artigos, deixando clara a necessidade de se diferencias informação de opinião. Portanto, jornalismo não é opinião, logo não é exercício de liberdade de expressão, não se tratando de direito fundamental". Mais adiante segue ele em seu artigo "O critério para decidir se um diploma deve ser obrigatório não é, como disseram os ministros, a capacidade inequívoca, cristalina, para evitar erros e danos à Sociedade, porque nenhum diploma garante isso. Prova disso são os inúmeros erros médicos, jurídicos e de engenharia cotidianamente noticiados. Em vez disso, o critério mais adequado é a capacidade efetiva de um curso para qualificar serviços fundamentais para os indivíduos e para as sociedades, como é o jornalismo nas complexas sociedades contemporâneas.

Somado a tudo isso, Gilmar Mendes, em seu voto, afirma que o jornalismo foi a primeira profissão que o STF desregulamentou. Segundo ele, somente as engenharias, as ciências médicas e o direito são profissões que necessitam de formação superior, e que o STF passaria a acolher demais recursos contra as profissões, à exceção das citadas acima, consideradas pela Corte como fundamentais.

Concordo com o deputado quando ele diz que "nenhuma decisão dos poderes deva desestimular as pessoas a buscar uma melhor condição intelectual". Isso contraria inclusive todos os esforços que o Governo Federal vem envidando em melhorar o acesso da população ao ensino superior e melhorar sua qualidade. Portanto, a decisão do STF vem na direção contrária ao incentivar a não qualificação.

Finalizando ele afirma citando o estudioso em comunicação Edson Spenthof "com isso, o Brasil retrocede nos dois sentidos: o jornalista, entregue ao domínio do empregador, deixou de ser, para meramente estar (jornalista), a depender da situação conjuntural de possuir um contrato de trabalho, e o dono de mídia abocanha também um poder na sociedade, o de órgão regulador".

Quem desejar entrar em contato com o Deputado para saber outras informações sobre o andamento da PEC dos jornalistas, o email dele é: dep.paulopimenta@camara.gov.br . Por obrigação devemos não só saber informações, mas como cobrar e auxiliar na divulgação e batalhar por nossa profissão.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Acreditem: Frio em Rondônia

Porto Velho teve a manhã mais fria do ano

A forte massa de ar polar que mudou o tempo em toda Rondônia neste fim de semana foi responsável pelo menor registro de temperatura desse ano na capital Porto Velho, afirma a Meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). Na manhã desta segunda-feira (22/08), foram observados 14,8°C na estação instalada na Usina Hidrelétrica (UHE) de Santo Antônio, registro que superou o último recorde de 15,2°C, ocorrido no dia 5 de julho nesta mesma estação. A temperatura baixou ainda mais em outras localidades do município, chegando a 13,3°C na UHE Jirau.
Nesta manhã, passaram ainda mais frio os moradores de Vilhena, onde os termômetros chegaram a 10.4ºC; de Cacoal, que chegou a 12.4ºC; e Ariquemes, com 14ºC. Entretanto, apesar da forte intensidade, essa não foi a friagem mais significativa desse ano nessas e nas demais cidades que possuem estações meteorológicas no estado. Eventos ocorridos em junho e julho desse ano baixaram mais as temperaturas no interior de Rondônia. “Essa foi a décima friagem do ano, mas apenas a quarta significativa, ou seja, em que a temperatura baixou sensivelmente”, revela o meteorologista Diego da Costa e Silva.
Segundo estudos científicos dos profissionais do Sipam que enfocam especificamente o sul da Amazônia, não somente a queda brusca nas temperaturas caracteriza um evento de friagem, mas também a mudança na direção do vento (que passa a soprar do sul), o aumento da pressão atmosférica e alterações nas condições gerais do tempo. Por isso, ao contrário dessa vez, nem sempre uma friagem é sentida pela população.

Temperaturas voltam a subir
A previsão meteorológica indica que esse frio não dure muito tempo no estado, já que a massa polar começa a perder sua força a partir desta terça-feira (23). Entretanto, ainda fará frio durante as primeiras horas da manhã e à noite em todos os municípios. Durante à tarde a temperatura se eleva e já dará pra sentir a volta do calor. Nessa terça o tempo permanecerá claro a parcialmente nublado e não há previsão de chuva.

FONTE: SIPAM

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Raízes do Porto 18 anos. Vídeo documentário está na rede

Pessoal, postei o meu vídeo documentário resultado do meu TCC juntamente com a Poliana Silvestrini Zanini e Sivone Barbosa no Vimeo. Para visualizá-lo basta acessar o link http://vimeo.com/27199171. O documentário conta a trajetória do Raízes do Porto em seus quase 20 anos de existência. É uma pequena mostra do nosso trabalho. Espero que gostem.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VIVO ENCENA

Estive participando neste fim de semana (28 a 31 de julho) na cidade de Manaus, do Seminário Vivo Encena, onde por convite da operadora, reunimos profissionais da área de cultura, gestores, produtores, atores e classe artística em geral para criarmos uma rede de contatos, gerando assim uma fonte de ideias, esforços e a tão sonhada economia criativa. ANA CARLA mais uma vez foi precisa ao afirmar que não basta produzir, é preciso fazer o que o nosso público quer ver, atender a demanda. Conceitos básicos de marketing, mas que nós artistas, neglicenciamos totalmente por querer fazer o que eu quero. Enfim, vamos à luta, buscar parceiros para tocar nossas ideias. Seja Vivo e junte-se aos bons.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Coisas que não entendo III

enquanto o mundo inteiro busca por transparência nos atos dos homens públicos - especialmente porque tratam com o dinheiro público e portanto, devem sim satisfação a quem os elegeu, o Brasil corre no sentido oposto.
Imaginem que no Brasil (isso nunca aconteceu aqui, só na França!!!) estão querendo SIGILO para as contas públicas referentes aos gastos da Copa e da Olimpíada. Só pode ser piada. Mas infelizmente não é. Já basta que neste país qualquer obra orçada em 10 sai n,o mínimo, por 30. Eu costumo dizer sempre que o único problema no Brasil é a corrupção (ativa e passiva). Se reduzir em 50% os índices o país tornar-se-ia uma das maiores potências mundiais. Reduzindo-se a níveis escandinavos seríamos em pouquíssimo tempo os maiorais.
Então minha gente, vamos cobrar transparência sim. Chega de criar dificuldades para vender facilidades no serviço público. Estou cansado disso.

Lançamento do Vídeo Documentário NOS PALCOS DA VIDA: RAÍZES DO PORTO 18 ANOS


Lançamento dia 13 de julho: 2º Curtamazônia, documentários e filmes selecionados.

Com evento aberto ao público, imprensa e convidados, acontece quarta dia 13 de julho às 19:30 horas no Mercado Cultural, o lançamento do 2º Festival de Cinema Curtamazônia/2011, com a divulgação dos filmes selecionados da mostra competitiva, além da apresentação do Troféu Curtamazônia confeccionado pelo artesão Pedro Furtado. Esse lançamento é uma promoção da Associação Curta Amazônia em parceria com a Fundação Iaripuna e Semdestur,

Esta previsto o lançamento de dois documentários produzidos por realizadores independentes do audiovisual rondoniense, o primeiro com direção de Geovani Berno, “Nos palcos da vida - Raízes do Porto, 18 anos”, com 26 minutos e, o outro é resultado da promoção ocorrida no Festival de 2010 - “Conte sua história”, o filme “A tormenta”, com Botôto artista regional, com 20 minutos de duração.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Impostos e outros

Estou muito triste com a situação calamitosa de nossas ruas. Em especial as do Bairro Aponiã, conjuntos Guajará e Ouro Preto. A rua Daniela além de escura, sem sinalização alguma, ficou toda esburacada após a colocação dos canos para saneamento. Na rua Gerônimo de Ornela, no Guajará, de 8 postes, 4 não funcionam. E não é por falta de informação, pois um dos moradores da rua já notificou a prefeitura por 3 vezes no último mês. Algo foi resolvido? Não. e por aí vai.
O grande e grava problema de tudo isso é a carga tributária imensa que pagamos, além de várias taxas, e não temos serviços de qualidade em contrapartida. Além do imposto, temos de pagar Plano de saúde privado, cercar e colocar alarmes nas casas para ter segurança e pagar uma escola privada aos nossos filhos para garantir-lhes um mínimo de educação decente.
Não sou contra pagar impostos. Mas que eles sejam efetivamente convertidos em benefícios para a população que tanto precisa.
Mas não tem porque a roubalheira e a impunidade prosperam em progressão geométrica nesse país. Mas isso já é outro tópico e para outro momento.

Para tirar definitivamente a dúvida

Cansei de ouvir e ler que o "Presidenta" estaria gramaticalmente errado e que a a nossa Presidente estaria exigindo que falássemos errado. Por isso, fui buscar a informação em quem sabe mais de nossa língua vernácula. Busquei no Prof. Pasquale. Vejamos a explicação gramatical dele...

A presidente ou a presidenta? – por prof. pasquale cipro neto / são paulo

Que têm em comum palavras como “pedinte”, “agente”, “fluente”, “gerente”, “caminhante”, “dirigente” etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação “-nte”, de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis…
Termos como “presidente”, “dirigente”, “gerente”, entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação “-nte”? A de “agente”: gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o “e” final dá lugar a um “a”. Um desses casos é o de “parenta”, forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer “minha parente” ou “minha parenta”, por exemplo). Outro desses casos é justamente o de “presidenta”: pode-se dizer “a presidente” ou “a presidenta”.
A esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos. Se ela disser que quer ser chamada de “presidenta”, que seja feita a sua vontade -por que não?

Pronto, se ela quer ser chamada de Presidenta, que assim seja.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Pão e circo

Pois é, chegou mais uma segunda-feira. Ressaca do dia das mães e das finais dos campeonatos regionais. Apesar de não ser torcedor fanático (não sei nem a escalação do meu time) estou feliz pela vitória do Grêmio sobre o inter, é claro. Por outro lado fico triste em ver a violência nos estádios e nas ruas em vários estados brasileiros devido o futebol (o circo) e ao mesmo tempo o mesmo povo fica extremamente passivo com aumentos consecutivos de impostos, alimentos e da gasolina. Um país que se diz autosuficiente em petróleo vender combustível a R$ 3,15 o litro? Desculpe, mas não pode ser levado a sério. E ainda por cima colocam a culpa no etanol (a tucanagem do álcool). Oras, se o problema é o etanol, ops, álcool, retira isso da gasolina e voltemos a abastecer com gasolina pura!!!!
Como dizia o persongem do Jô: "tira o tubo, tira o tubo!!!"

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Coisas Inevitáveis

Os americanos gostam de repetir que "só há duas coisas que ninguém escapa: da morte e dos impostos".
Hahahaha, minha gargalhada de desprezo para o dito americano, pois eles não conhecem Rondônia, muito menos sua capital, a inoxidável Porto Velho.
sim porque aqui não escapamos dos buracos, muuuuuiiiiiiittttooooooossssssss buracos, ruas intrafegáveis, esgoto a céu aberto, calorzão infernal, falta de educação em todos os níveis... enfim, uma série de outras coisas, que não é um privilégio somente de PVH.
Mas ainda podemos mudar tudo isso minha gente. Temos de eleger pessoas mais comprometidas com o crescimento da cidade, com pessoas que pensem PVH daqui 50 anos, não somente apagando incêndios.
Afinal, a gente sabe que todo ano a cidade alaga no período das chuvas. Ponto. O que se faz para amenizar seus efeitos? Naaaada...

Pelo menos 18 anos atrás já desenvolvia campanha sobre reciclagem de lixo lá no sul. somente agora estamos fazendo em nossa cidade. gente, quase VINTE ANOS DEPOIS. E somos uma capital. Temos grana, gente!!! O dinheiro da compensação está indo pra onde? Pra reforminha de escola? Pinturinha? me poupem. Há mais coisas entre o céu e a terra que pensa sua tolinha e mera filosofia.

MP cadê você????

Me revolto pois Porto Velho poderia e deveria estar muito melhor, mas por roubalheira, falta de planejamento e vontade, estamos neste ostracismo de dar dó.
Prefeito e secretários, por favor andem por nossa cidade durante o dia e à noite. Vocês vão descobrir coisas incríveis. Escuridão, buracos, violência... vamos, vocês também são moradores. Um dia deixarão o poder e passarão a ser meros moradores, pobres (outros muito ricos) mortais. Mas a riqueza que estão plantando não levarão para o outro lado. Não seria muito melhor plantar uma cidade legal para todos? Seriam lembrados com saudades, com boas recordações. Mas no entanto preferem roubar e se locupletar. Mas que eu avisei, avisei...

SOLUÇÃO PARA TUDO ISSO??? URNA ELETRÔNICA EM 2012...

domingo, 17 de abril de 2011

Coisas que não entendo II

O Japão sofreu com terremotos e Tsunamis que devastaram grande parte do País. Pelo que vemos nas imagens pela imprensa, grande parte do que foi destruído já foi reconstruído. Enquanto isso, nosso Brasil que não tem nada disso, não consegue terminar uma obra sem superfaturá-la. Aliás, os atrasos são propositais a fim de que os aditamentos sejam possíveis e sirvam como justificativas para aumentos abusivos dos preços, etc.
Já estou cansado de falar que o problema no Brasil não é falta de dinheiro. É excesso de corrupção. Precisamos fazer algo ou vamos nos locupletar a todos. Por que só para alguns? Como diz o adágio: Para os amigos as benesses. Aos inimigos o rigor da lei.
CADEIA EM CORRUPTO. Sou contra mas as vezes da vontade de desejar a pena de morte, ou como a lei islâmica: roubou corta a mão.
Ha se nossos políticos fossem como os políticos japoneses... quando pegos e provado que roubaram, eles cometem haraquiri. Ou seja, se matam..
Então nossa campanha deve ser: Haraquiri aos corruptos... Assim, ninguém fica com peso na consciência por ter matado ninguém...
Vamos pensar nisso...

Gasolina

Que o brasileiro é um povo extremamente pacífico, todos sabemos. Mas acho que agora chegou o momento de nos rebelarmos. Em um país que não privilegia o transporte público e nos força a utilizarmos nossos veículos diariamente, que é auto suficiente em petróleo, o preço da gasolina chega a custar R$ 3,00 é um verdadeiro absurdo.
De que adianta incentivar e perdoar dívidas de usineiros safados e sem escrúpulos que fazem o que querem com o preço do álcool? Ir ao exterior e falar que temos um projeto belíssimo como o do etanol mas que internamente não funciona porque usineiro é sem escrúpulo, só quer saber de mais e mais poder. E o Governo cedendo, perdoando dívidas, juros baixíssimos e o preço do álcool está quase o da gasolina?
Pra isso só tem uma solução: vamos parar o Brasil. Um dia sem carro. Temos de fazer os distribuidores, o Governo e sei lá mais quem, perceber que é preciso investir em transporte público de qualidade, barato, confiável, confortável pra todos. Só assim seremos um país desenvolvido

terça-feira, 5 de abril de 2011

Renault Fluence

O título do comercial do Renault Fluence diz: Você não Imagina do que este carro é capaz.
O filme mostra uma pessoa na estrada pedindo carona pois seu carro acabou a gasolina (primeiro lugar, um descuido do motorista que não percebeu que o tanque estava vazio e saiu pela estrada. Falta gravíssima no Código Brasileiro de Trânsito, passível de apreensão do veículo e perda de pontos na carteira).
bem, o indivíduo consegue carona com um felizardo que possui o Fluence (e que lembrou de colocar gasolina no carro). O caroneiro invejoso fica muito impressionado com todo o conforto e praticidade que o carro possui. Imediatamente o sentido da inveja toma conta de seu ser (mesmo ele não tendo condições de comprar um, pois o marketing é assim, faz você desejar um produto mas não diz como você fará para adquiri-lo. Isso é problema seu!!!).
Ao retornar para seu carro estacionado na estrada, o bom moço vai embora flutuando em seu Fluence e deixa o nosso invejoso com o galão de gasolina em mãos. O que o infeliz faz? Ao invés de colocar a gasolina no tanque e seguir viagem, nosso invejoso cobre o carro com o combustível e ateia fogo em seu pobre e inocente bem.
Ora, se o invejoso nem dinheiro tinha para colocar gasolina, muito menos para comprar o Fluence, agora nem com carro ficou, mesmo velho.
Quero dizer que não sou contra a propaganda. Em tempo, sou publicitário. Mas um comercial que denigre o que eu tenho, faz eu invejar algo do próximo e ainda me faz destruir o pouco que tenho para com aquele gesto adquirir um bem superior... me poupe... estão aviltando a minha inteligência. Não vou discutir produção, que está impecável, mas não gosto de comerciais assim. A criatividade brasileira é bem maior que isso.
Lembro que ainda estava na faculdade e entrou no ar um comercial estrelado pela Xuxa que estimulava as crianças a destruir suas sandálias para pedir uma nova para o papai e mamãe com a marca da Xuxa. O comercial foi retirado do ar imediatamente pois pelo Código de defesa do Consumidor, não se pode estimular esta prática, em especial nas crianças. E tenho dito.
Clique AQUI para ver o comercial do Fluence. Depois comente e critique...

Comentários

I
parabéns a Prefeitura por sinalizar a 7 de setembro da Rio Madeira até a Mamoré. Os cruzamentos e as faixas estão bem visíveis. Gostei. É preciso fazer isso em toda a cidade.
II
Depois do assopro vem a mordida...
III
e as placas com os nomes das ruas e de sinalização da cidade, onde estão? Achei interessante uma placa na carlos Gomes com Farqhuar. Ela abrevia Estrada como (EST.) e sinaliza para a esquerda a Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Na mesma placa está escrito: EST. Aluisio Ferreira. Ou seja, EST também quer dizer estádio... no mínimo esquisito.
IV
Por falar em Madeira-Mamoré ficou muito legal a iluminação. Está trazendo o povo novamente a praça. Vamos estender a todas as praças?
V
Falta em Porto Velho um local para reunir a familia, se exercitar e curtir um passeio a noite. Tudo em um só local. Eu tenho o local. O espaço ou praça dos japoneses. A Prefeitura construiu até um local para skaitistas no local (neste fim de semana reuniu uma galera por lá). Por que não iluminar TODO o local da caminhada, criar pistas de atletismo, quadras poliesportivas, barzinhos, concha acústica (anfiteatro)... Nos espelhemos nos companheiros de Rio Branco no Parque da Maternidade. Está na hora de reunir o povo. Sabemos que locais bem iluminados e com um pouco de segurança, a bandidagem não aparece. Agora, se afrouxar eles tomam conta.
VI
Pra encerrar: a Vieira Caúla sai ou não sai neste verão amazônico. Façam suas apostas senhores...

sábado, 2 de abril de 2011

Cinema

Hoje à noite, sábado 02 de abril, no cine Veneza, tem sessão do filme "As Mães de Chico Xavier". Vamos lá, as 20h, e ajudar a Fraternidade Espírita Irmã Clara.

Morde e assopra

Não, este post não é sobre a nova novela da Globo. Mas assim como o título da novela, uma analogia ao carinho e a bofetada ou vice-versa.
Refiro-me ao Governo Federal que "generosamente" aumentou a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) em 4,5%. Ótimo. Pagaremos menos imposto direto na fonte. Mas aí veio a mordida: indiretamente pagaremos mais impostos ao consumir qualquer tipo de bebida industrializada, de água, refrigerantes às bebidas alcoólicas. É matemático: se tira de um lado tem de suprir de outro. Que belo assoprão, não é mesmo?

Corrupção
Costumo falar que o grande problema brasileiro é a corrupção. Vemos isso diariamente em matérias jornalísticas mostrando obras super faturadas e ainda por cima inacabadas por todos os cantos do Brasil. Temos belos exemplos em Rondônia: Hospital Regional de Cacoal, Teatro Estadual em Porto Velho, antigo Hospital do Câncer, hoje doado a Universidade de Rondônia, duplicação da Vieira Caúla na Capital, duplicação da 364 de Candeias a Unir, passarelas e viadutos... enfim,a lista é grande.

Sobras
Tenho certeza absoluta de que se todas as obras espalhadas por este Brasil querido a corrupção fosse reduzida em 50% (nem estou falando em zerar, heim?!) as coisas já andariam com tranquilidade. Imagine se conseguíssemos chegar a ZERO de corrupção. Aí já teríamos todos chegado ao paraíso e atingido a perfeição moral. Isso porque a corrupção, infelizmente, faz parte do ser humano. Costuma-se até a dizer: " esse não rouba porque não teve oportunidade" ou então, "ofereceram pouco dinheiro".

Finalizando
Enfim, o que quero dizer é que nosso país é riquíssimo, possui ótimos projetos de desenvolvimento, mas a ganância do enriquecimento rápido e às vezes usurpando os cofres públicos, é que tranca o progresso.
Por isso, nossa justiça deve ser ágil e impiedosa. O que dizer de políticos que privam nossas crianças de uma merenda melhor, de livros, bibliotecas para se locupletar? De casas populares aos carentes? Só uma frase: "cadeia neles". E que devolvam cada centavo desviado. Aí sim teremos um pouco de justiça.

terça-feira, 29 de março de 2011

7 de setembro

parece que agora vai...
Finalmente a Prefeitura já está ultimando os preparativos para definitivamente abrir a Av. 7 de setembro na confluência com a Av. Chiquilito Erse (Rio Madeira). Semáforos estão sendo colocados, o canteiro central já foi aberto e agora esperamos para ver a definição da Sec. Municipal de Trânsito (SEMTRAN) quanto a como ficará "a mão" da rua após a Av. Chiquilito, pois do início na praça Madeira Mamoré até a Chiquilito Erse é (atualmente) mão única. Após, passa a ser mão dupla. Como ficará com a abertura da rua? Espero que tudo fique bem sinalizado para evitarmos graves acidentes.

José Alencar

Desencarnou na tarde desta terça-feira, 29, o ex-vice Presidente José de Alencar ( clique no nome e veja completa reportagem do UOL e um infográfico onde mostra a localização dos tumores e o que foi realizado de procedimentos cirúrgicos em Alencar).

Acima de tudo um brasileiro, provou que as diferenças poderiam conviver pacificamente. Rico industrial, apesar de origem humilde no interior de Minas, aceitou ser vice por duas oportunidades ("time que ganha não se mexe", teria dito Lula) nas eleições presidenciais que elegeram e reelegeram Lula Presidente.

Após longa e brava luta contra vários tumores, foi vencido pelo carcinoma intestinal. Mesmo recebendo os tratamentos mais modernos disponibilizados pela medicina, esta ainda incurável doença, nos priva do convívio de uma mente lúcida, brava, lutadora e coerente. Que mesmo fazendo parte do governo, ousava criticá-lo, pedir por mudanças, por menor carga tributária para que o empresário possa trabalhar e produzir mais.
Que a espiritualidade superiora o acolha, Zé Alencar. Fique com Deus e abençoe a todos nós brasileiros que aqui ficamos.

domingo, 27 de março de 2011

Estrada da Penal

Hoje quero comentar aqui sobre a estrada da Penal. Apesar de ser considerada uma rodovia estadual, ela corta parte da cidade de Porto Velho. Tem início ali no corpo de bombeiros na confluência das ruas Tiradentes, Chiquilito Erse (Rio Madeira). Quem passa por ali fica perplexo com o movimento e com as péssimas condições da via. pelo que pesquisei, apesar de ser uma RO, como cruza o perímetro urbano seria de responsabilidade do município sua conservação. Não quero aqui entrar neste mérito mas fico preocupado pois HOJE o movimento é intenso na área e nesta esquina está sendo finalizado um grande condomínio de apartamentos que deverá ter mais de 400 apartamentos. Ou seja, o movimento na região aumentará significativamente.
Como tenho colocado aqui em diversos comentários, não vemos projetos futuros para a cidade. E a Estrada da Penal, desde que conheci PVH pela primeira vez ainda em 91 já estava nesta condição miserável de trafegabilidade. E de lá para cá nada foi melhorado. Muito pelo contrário.
Também me motivou escrever sobre a Penal porque no sábado (26/03) quase sofri um acidente na via, pois chovia, não há acostamento e o asfalto é alto. Como vinha vários carros na direção contrária um se jogou pro meu lado e tive de escapar pela lateral quase ocasionando o capotamento de meu carro. Nem vou falar da falta de sinalização pois não é privilégio desta rua.
Há também uma ponte que liga a penal à Guaporé. Este trecho em especial está deplorável.
Mas como tudo, esperamos que um dia alguém olhe mais pela nossa capital, pois esta administração, infelizmente, não está fazendo. Oremos, então.

sexta-feira, 25 de março de 2011

PREOCUPAÇÕES DE UMA SEXTA-FEIRA PREGUIÇOSA

Passando os olhos pelo site do UOL, verifico a preocupação da concorrente MARIA no BIG BOS...BROTHER BRASIL 11... ela ficou com medo de ter seu silicone estourado durante prova de resistência. Genteeeemmmm... isso sim é que preocupação. Enquanto nós pobres mortais ficam preocupados em pagar nossas contas, o terremoto no Japão, crise na Líbia, trânsito em PVH, greve nas usinas, futuro, etc... a preocupação da menina são os peitos.. afff. Como dizia o Jô em um de seus personagens do Viva o Gordo: "tira o tubo, tira o tubo". E outro: "Você não quer que eu volte, Madalena!"

quinta-feira, 24 de março de 2011

puxando a brasa pro meu assado

Costumo sempre apontar as falhas do nosso poder público, mas sempre de forma construtiva, visando uma melhoria em nossa cidade. Por exemplo, não entendo como nossa cidade está começando a falar em reciclagem somente agora. Lembro que eu estagiava em uma agência de propagando no sul (isso já tem 18 anos) e produzi um comercial para a Prefeitura de Santa Maria anunciando o início da reciclagem de lixo. Ou seja, estamos em torno de 2o anos atrasados em relação a outros centro. Falta de tecnologia e dinheiro é que não foi. Acredito na falta de vontade política e de projetos. Por isso comentei: é preciso pensar PVH para daqui 30, 50 anos. E ninguém que está no poder pensa nisso. Vamos sempre colocar os bois atrás da carreta? Trabalhar por estímulos externos? Creio que os tempos são outros e precisamos repensar isso.

Mas a minha intenção ao iniciar este post de hoje era o de falar no meu bairro. O Aponiã. Nosso bairro está abandonado, esburacado, necessitando de iluminação pública e sinalização das ruas. O 4 de janeiro todas as etapas, guajará, ouro preto, enfim, todos os conjuntos que fazem parte do Aponiã sofrem com esta situação. Isso sem falar do alagamento de algumas ruas durante as fortes chuvas. Pedimos, então, uma olhada com carinho da Emdur e SEMOB para nosso bairro.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Coisas que não entendo

A Prefeitura Municipal de Porto Velho está realizando diversas obras de sinalização na cidade. Louvável (outros diriam, demorou!). Uma delas, a sincronização da Rua Pinheiro Machado ficou muito bom. Rogamos seja estendido para as demais ruas. mas algumas coisas não dá para entender...

1) O semáforo colocado na Av. Farqhuar com Migrantes, ou Costa e Silva, ou BR, sei lá... enfim, colocaram o semáforo mas não retiraram o "quebra-molas" ali existente. O mesmo acontece em vários pontos da cidade onde foram colocados semáforos e não foram retiradas as "tartarugas" que anteriormente serviam como redutores de velocidade (exemplo? confluências da Mamoré com Vieira Caúla);
2) A retirada da rótula na Migrantes com Rio Madeira (ops, Chiquilito Erse) e colocação de semáforo, em minha opinião, muito boa iniciativa.... Mas acredito que o tempo do semáforo no sentido bairro centro está com tempo menor do que os demais. Consequência são as longas filas que se formam e a demora na travessia.
3) Falei num post anterior da necessidade de se planejar Porto Velho para daqui 30, 50 anos. Aí esqueci que não conseguimos até nem mesmo concluir a duplicação de uma BR entre Candeias e a Unir. A obra permanece inacabada, sem a iluminação e nem vou falar dos viadutos que não conseguem concluir... Uma vergonha!
4) A operação tapa buracos que a Prefeitura realiza é uma vergonha... Sem comentários.
Ao mesmo tempo achei muito bom o recapeamento das ruas Abunã e Calama. São várias na cidade que necessitam de igual sorte. Farqhuar é uma delas, só para citar uma central.
5) A rua Daniela foi recentemente asfaltada pela prefeitura. O recente é coisa de 3 anos. Hj está destruída em especial devido as obras de saneamento que foram comandadas pelo Estado. Mais uma vez quem paga o prejuízo é o contribuinte. Tudo isso aliado a falta de sinalização, roubo de tampas de boca de lobo, etc.
Voltamos aos assuntos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Notas

Impressionante a falta de preparo de Porto Velho e toda sua estrutura para receber as obras das usinas. Os episódios ocorridos na semana passada mostraram o quanto ainda estamos longe disso. Falta segurança, infraestrutura sanitária, nas ruas, iluminação pública, hoteleira, transporte público de qualidade...
E o pior de tudo é que não se percebe por parte do poder público nenhuma movimentação em planejar Porto Velho para daqui 30 anos. Há tempos venho falando aos amigos mais íntimos e acabo sendo motivo de chacota: falo que PVH necessita urgente de pensar em metrô de superfície ligando zona Leste ao centro e Zona Sul ao centro...
ÔniBus, moto táxi? Tou fora. Só por emergência mesmo. Agora, se tivéssemos um metrô... tudo seria muito melhor. Mas infelizmente ninguém pensa nisso.
Lembro quando era ainda estudante e li na Veja que o Amazonino Mendes estava construindo um elefante branco no meio da floresta amazônica quando ele iniciou as obras do bumbódromo de Parintins. Hoje, há planos de expansão pois se tornou pequena a arena.
Temos de pensar e projetar Porto Velho para o futuro. Não só realizar obras pensando no hoje. Tapar buracos somente não adianta.
Espero que este blog permaneça no ar um bom tempo.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Madeira Mamoré X Jirau. A repetição da história

Certa vez Millôr Fernandes escreveu o seguinte: “ a história é tão chata que se repete, se repete, se repete....” Esta frase tem me acompanhado por todos esses dias que sucederam a grande revolta, ou sabe-se lá o nome que se possa e queira dar aos atos de vandalismos perpetrados na usina de Jirau.

Como um curioso e apaixonado por Rondônia e sua história, acabei participando das gravações da minissérie “Mad Maria”, gravada parcialmente aqui em Rondônia. E devido as gravações acabei estudando um pouco a história da construção da obra e percebo que 100 anos após sua conclusão, como é de praxe, a história se repete.

Senão vejamos. Na época da Madeira-Mamoré, milhares de trabalhadores vieram para estas bandas, atraídos por um eldorado, por promessas de riquezas, trabalho e muita fartura no seio da floresta amazônica. Na época, o grande vilão além do forte calor e da umidade era o mosquito, que dizimava sem dó nem piedade com malária e febre amarela. Para piorar a situação, as condições eram insalubres, não havia sindicatos para defender interesses coletivos, muito menos os defensores dos direitos humanos (em tempo: aqui no Brasil os defensores dos direitos humanos só se manifestam para defender interesses de vândalos e bandidos). Sem contar que todo o trabalho era braçal, quase que sem nenhuma tecnologia a auxiliar na construção e na segurança individual e coletiva.

Nos dias atuais os inimigos são os mesmos: calor, chuva, umidade, mosquitos. Mas a tecnologia está ao lado do homem. Protetor solar, repelentes, EPIs (equipamentos de proteção individual) e ar condicionado nos locais fechados, ajudam a minimizar as conseqüências. Máquinas e equipamentos garantem rapidez e segurança na execução da obra. Alimentação e alojamentos adequados asseguram um mínimo de qualidade de vida para os que permanecem alojados vindo dos mais distantes rincões deste país.

E assim como na grande epopéia amazônica, trabalhadores de outros países começam a chegar em busca de trabalho e de sua sobrevivência, como é o caso dos haitianos. Há na obra de jirau vários trabalhadores bolivianos, equatorianos, etc.

Mas uma coisa não mudou nesses 100 anos e milhares de anos da humanidade: a irracionalidade. O gosto pelo sangue que o ser humano possui. E isso ficou claro nesse motim, rebelião, vandalismo, irracionalidade que se perpetrou na usina de Jirau. Um simples fato (isso é o que chegou até nós) detonou todos estes atos de violência num “efeito manada”. E quando me refiro a Efeito Manada” falo de consensos, de consentimentos unânimes, de atitudes que vão de encontro aquilo que socialmente é aceito como o mais correto, apenas porque a “manada” vai toda para o mesmo lado. Este efeito acontece quando diversas pessoas decidem fazer a mesma coisa ao mesmo tempo, de maneira desordenada mas contínua. Tudo começa quando uma parte decide fazer uma coisa, e aí todos os outros, ao verem os primeiros a ir para um lado, decidem remar para esse mesmo lado.

E foi exatamente isso que pode ter acontecido em Jirau. A panela de pressão estava ali, fervilhando. Milhares de trabalhadores trancafiados, sem diversão, somente acordando, comendo e produzindo. A rotina se estabelecendo. Aí um fala mal do trabalho, pragueja, outros concordam, outros se calam. A revolta contra a indiferença do capital para com o trabalhador vai remoendo e crescendo e quando uma gota a mais cai no caldeirão, aí explode. E o sujeito até então sereno, pacífico, se transtorna e acaba entrando no caldeirão e tudo acontece repentinamente. Claro que há um líder para isso. Se premeditado ou não, o tempo e as investigações dirão.

Mas o que nos chama a atenção é esta semelhança com os fatos do passado recente. Mudaram personagens, local e tipo de obra. Mas não muda o tipo de tratamento com o ser humano e as revoltas. Onde se chega a conclusão que não evoluímos no tratamento e onde vemos que o homem continua selvagem e primitivo como sempre o foi. Disfarçadamente primitivo. Teconologicamente primitivo.

Voltaremos ao assunto, com certeza.