Ele defende a profissão e contesta a decisão do STF baseado em um argumento simples: Jornalismo não é livre manifestação do pensamento, é atividade profissional, remunerada. "O jornalismo faz parte da primeira fase do jornalismo. Já no século XVIII, o jornalista inglês Samuel Buckley separou as notícias dos artigos, deixando clara a necessidade de se diferencias informação de opinião. Portanto, jornalismo não é opinião, logo não é exercício de liberdade de expressão, não se tratando de direito fundamental". Mais adiante segue ele em seu artigo "O critério para decidir se um diploma deve ser obrigatório não é, como disseram os ministros, a capacidade inequívoca, cristalina, para evitar erros e danos à Sociedade, porque nenhum diploma garante isso. Prova disso são os inúmeros erros médicos, jurídicos e de engenharia cotidianamente noticiados. Em vez disso, o critério mais adequado é a capacidade efetiva de um curso para qualificar serviços fundamentais para os indivíduos e para as sociedades, como é o jornalismo nas complexas sociedades contemporâneas.
Somado a tudo isso, Gilmar Mendes, em seu voto, afirma que o jornalismo foi a primeira profissão que o STF desregulamentou. Segundo ele, somente as engenharias, as ciências médicas e o direito são profissões que necessitam de formação superior, e que o STF passaria a acolher demais recursos contra as profissões, à exceção das citadas acima, consideradas pela Corte como fundamentais.
Concordo com o deputado quando ele diz que "nenhuma decisão dos poderes deva desestimular as pessoas a buscar uma melhor condição intelectual". Isso contraria inclusive todos os esforços que o Governo Federal vem envidando em melhorar o acesso da população ao ensino superior e melhorar sua qualidade. Portanto, a decisão do STF vem na direção contrária ao incentivar a não qualificação.
Finalizando ele afirma citando o estudioso em comunicação Edson Spenthof "com isso, o Brasil retrocede nos dois sentidos: o jornalista, entregue ao domínio do empregador, deixou de ser, para meramente estar (jornalista), a depender da situação conjuntural de possuir um contrato de trabalho, e o dono de mídia abocanha também um poder na sociedade, o de órgão regulador".
Quem desejar entrar em contato com o Deputado para saber outras informações sobre o andamento da PEC dos jornalistas, o email dele é: dep.paulopimenta@camara.gov.br . Por obrigação devemos não só saber informações, mas como cobrar e auxiliar na divulgação e batalhar por nossa profissão.

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