"Vizu" na página

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Reflexões de um fim de ano


Hoje o dia é de bastante introspecção. De voltar o olhar para dentro de si e verificar as rachaduras que o tempo provocou, se elas te feriram ou se você conseguiu restaurá-las e seguir com o barco. Ou se você teve um ano tão louco e vibrante que teve de trocar o estepe com o carro em movimento.

Seja lá como tenha sido teu ano, tua trajetória até aqui, devemos, entre outras coisas agradecer. Agradecer pela oportunidade de nascer, de viver e conviver com pessoas tão diferentes entre si e que por isso mesmo, muitas vezes, nos aborrecem, nos causam dor e sofrimento. No entanto, quando você encontra uma alma gêmea, aquele irmão que não é de sangue, mas que toda vez que você chega perto a noite se faz dia, aí sim, vemos que valeu a pena. Nossas dores são curadas, nossas rachaduras cicatrizam, nosso olhar brilha, o coração se torna mais vibrante “e o pulso, ainda pulsa”...

Nos detalhes que a beleza
se revela
Vemos tantas pessoas passarem por nossas vidas desperdiçando o melhor de suas energias com tolices, com bobagens, criando picuinhas em tudo, mas esquecem de dar valor a sua existência. De agradecer ao outro a oportunidade de melhoria, pois é através destes relacionamentos que crescemos e nos tornamos pujantes e melhores a cada dia. 

Aproveite então cada dia quando “o sol bater na janela do teu quarto”, pois é uma nova oportunidade que se abre pra você. Ao invés de reclamar que está quente, tome um banho de rio, jogue um balde de água na cabeça, relaxe, volte a ser criança e aproveite. Aproveite este dia, este minuto, ele pode ser o último e você o usou para reclamar, para maldizer.

Agradeça a este ser superior que tudo criou. Eu o chamo de Deus, você pode não acreditar ou chamar por outro nome, mas a cada vez que olho as belezas nas quais estamos imersos e inseridos, não tem como esquecê-lo. Por isso, agradeça.

Agradeça pelo sol, pela chuva, pelo frio, por tudo, pois Ele só nos deseja o de melhor. Nós é que estragamos tudo. Vamos deixar de culpar os outros pelos nossos fracassos e decepções e, este ‘olhar para dentro’ que falei lá em cima, possa nos mostrar o que realmente estamos fazendo com nossa existência. Será que não sou eu que torno o dia feio? Não sou eu o chato, o petulante, o arrogante, egoísta e orgulhoso?
Para, pense e ore. Converse com Ele. Converse com você. Mas seja sincero. Não esconda nada de você, nem d’Ele e verás que mesmo com temporal caindo lá fora, seu dia será iluminado e vitorioso. Portanto, agradeça seu trabalho, seu chefe chato, sua mãe brigona, seu irmão turrão, o colega de trabalho insuportável... Agradeça, pois eles te tornam melhor.

Feliz “Eu novo” para 2019. Um abraço fraternal. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

A Cultura, mais uma vez, de pires na mão


E mais uma vez a cultura se vê na berlinda, ao fechar das cortinas do ano legislativo, o governo estadual encaminhou a Assembleia Legislativa a Proposta de Emenda Constitucional nº 043/18 o qual reduz o percentual de orçamento que seria destinado ao Fundo Estadual de Cultura de 0,5% (cinco décimos) para 0,05% (cinco centésimos).

O FEC, aprovado pela ALE, através da PEC 103/15, também compõe o conjunto de leis, o Sistema Estadual de Cultura (lei nº 2746 de 18 de maio de 2012) e o Plano Estadual de Cultura (Lei nº 3678 de 27 de novembro de 2015).

Cabe ressaltar que desde a promulgação do Plano Estadual de Cultura, em momento algum o Executivo depositou qualquer valor no fundo de cultura, deixando o setor à míngua em se tratando de bens culturais.

Ao mesmo tempo, o governo do Estado praticamente fechou as portas do teatro estadual, pois, para ocupá-lo, os artistas teriam de desembolsar de 4 a 6 mil Reais, por um dia de apresentação. Além desta “pequena” taxa, o responsável teria de utilizar os técnicos do teatro (som e luz) que custavam cerca de R$ 2 mil a mais.

Além disso, foi proposto por um parlamentar, e aprovado em Plenário, a extensão do benefício de meia entrada a todos os servidores da educação, e não somente aos educadores e educandos.

Ou seja, o artista, o produtor, tem cada vez mais obrigações, mais pagamentos de taxas, mais pessoas a quem conceder o benefício do meio ingresso. No entanto, o valor da produção, dos custos só aumentam.

A Prefeitura de Porto Velho, mesmo sem auxiliar em nada o artista e a cultura, cobra 5% do valor bruto do ingresso. O artista tem de mandar imprimir o ingresso e para isso tem de pagar taxas na prefeitura para abertura de processo e autorização para isso. Lembrem-se, eles vão ficar com mais 5% da renda bruta.

O ator, o cenógrafo, o iluminador, a costureira, sonoplasta, contra regra, bilheteiro, porteiro, gráfica que imprime o material, todos que compõe a cadeia produtiva de um espetáculo, cobram a produção do valor normal. Ou seja, ninguém dá 50% de desconto no valor de seus serviços, “ninguém cobra meia mão de obra, mas o artista é OBRIGADO POR LEI a cobrar metade. No que resulta esta atitude? No consequente aumento no valor do ingresso, ou seja, os 50% que muitos não pagam é socializado pelos que pagam inteira.

Lembrem-se, todo produtor é obrigado a vender pelo menos 50% dos ingressos da casa de shows pela metade do preço. Tem os impostos, taxas, custo do aluguel do teatro... o que sobra ao artista?

Eis o ponto que quero chegar. O legislador, quer beneficiar o máximo de pessoas com uma lei. E quanto a isso tem toda razão. Seria ótimo se o Estado fosse um grande mecenas, “bancando” o salário dos artistas para oferecer cultura gratuitamente ou a baixíssimo custo. No entanto, quem produz, quem atua, também precisa de um plano de saúde, de alimentação, precisa pagar aluguel, comer, vestir, conta de energia, água.

Fora isso, quem mora em regiões distantes dos grandes centros, como no caso da região Norte, são “punidos” com o custo amazônico. Isso significa que o valor de tudo o que se necessita é mais caro aqui na região. Passagens aéreas, de ônibus, material cênico... tudo é produzido no Sul e tem alto custo para chegar nestas paragens.

Os deslocamentos são imensos entre uma cidade e outra. Só para exemplificar, para sair de Porto Velho e se apresentar em Ariquemes são 200 km, sendo esta a única cidade com teatro. Em outras regiões como sul e sudeste teremos pelo menos umas quatro cidades com estrutura para receber um espetáculo.

Enfim, todo artista trabalha muito. São muitas horas pesquisando, ensaiando, buscando um patrocínio, costurando, bordando, construindo um cenário. É um labor como qualquer outro e exige dedicação e esforço. Nada é construído do acaso. O texto não é improvisado. Muitas vezes se paga também direito autoral pela utilização do texto e lá se vão mais 10% da bilheteria. Se for um musical, o percentual sobe para 15%.

Como se vê, a cultura contribui e muito com impostos e taxas em todas as esferas públicas e a cada dia somos mais punidos. Não podemos aceitar calados a imposição de se reduzir drasticamente este percentual do Fundo Estadual da Cultura, pois a cadeia produtiva é grande e a cada R$ 1 investido o retorno é em torno de R$ 10 para o Estado.

Por enquanto, o projeto não foi colocado em pauta para votação. O atual governador negociou com a classe artística e prometeu um percentual de 0,1% do orçamento líquido para o FEC. No entanto, o projeto não entrou em pauta para votação. Os parlamentares agendaram sessão extraordinária para o dia 22 de janeiro de 2019 para limpar a pauta e esperamos que seja apreciado e aprovado. Aguardemos os próximos atos.

sábado, 10 de novembro de 2018

A esperança vai vencer o medo?


Lembro bem quando em 2001, após várias eleições perdidas, o PT contratou o publicitário Duda Mendonça que reposicionou a “marca PT” e criou uma campanha que “arrepiava”, entre elas a que mostrava cenas fortes de pessoas humildes na rua entre outras e finalizava dizendo: “se você se comoveu com isso então no fundo você também é um pouco PT”.

Esta mudança de atitude do PT, aliada a uma mudança de visual do então candidato Luis Inácio com corte de cabelo e barba e correção nos dentes, aliada a um discurso mais moderado e pacífico, menos raivoso que o elegeu pela primeira vez a presidente do país. Ou seja, na época se dizia: “a esperança venceu o medo”. Aquele Lula raivoso, gritão, esbravejador deu espaço ao “Lulinha paz e amor” e assim, aos poucos foi conquistando o mercado e o povo brasileiro.

Lula fez um primeiro mandato a meu ver perfeito, prometendo “acabar com tudo isso que está aí”, em uma referência direta a corrupção, ao grande número de cargos comissionados, entre outras promessas que acabaram não sendo cumpridas. Mas com o tempo acabou se confundindo e fundindo com o PMDB (hoje MDB) de centro esquerda para garantir a sua governabilidade e onde vários de seus membros se corromperam “até o tutano”. Que tragédia. A esperança estava morta.

Hoje vemos a esquerda toda afirmando que está com medo da direita. Das atitudes do presidente eleito e que será um retrocesso. Com isso vejo o mesmo discurso sendo repetido. Só que agora do lado oposto. Aí me pergunto se Bolsonaro tivesse disfarçado sua verdadeira face de acabar com a corrupção e de retirar privilégios de muitas categorias, se teria sido melhor?

Sinceramente, não sei como estará nosso país daqui pra frente. Mas o que a população votou foi em uma nova esperança, em uma mudança, pois não suportava mais ver o país afundar nas mãos da esquerda, cada vez mais perdida, especialmente no segundo mandato de Dilma Roussef.

Com certeza esta eleição foi atípica. Foi a briga do #EleNão contra o #ForaPT o #ForaCorrupção. O Brasil vai mudar sim. Esperamos sinceramente que para melhor, voltar a crescer, a se transformar efetivamente na potência econômica que já deveria ter se transformado.

Investir em educação de qualidade, em tecnologia, em saúde preventiva e não curativa, em infraestrutura com diversificação dos modais de transporte, com as reformas necessárias na previdência, tributária e trabalhista que o PT se recusou a fazer em 14 anos de poder.

Ou seja, e para finalizar, o Brasil precisa de um comando. De um freio no excesso da corrupção que travou o país e paralisou centenas de obras públicas. Um basta e uma esperança foi plantada. Não será com ódio que se combaterá o ódio. É preciso um tempo para que novamente a esperança vença o medo.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Associação de apoio à vida aprova estatuto e constitui primeira diretoria



Dia 2 de maio fica marcado na história como a data oficial de fundação do Núcleo de Apoio à Vida Porto Velho

Em reunião realizada na noite desta quarta-feira (2), trabalhadores voluntários do Núcleo de Apoio à Vida Porto Velho (Naviporto) atendendo a chamamento do edital, leram e aprovaram o estatuto da entidade, bem co
Wilma assina a ata de fundação

mo elegeram a primeira diretoria para o biênio 2018-2020.
Comandará o Naviporto, a professora doutora, enfermeira Wilma Suely Batista Pereira, que terá como companheiros de diretoria o psicólogo Cristiano Corrêa de Paula (vice-diretor), Fantoma Fernandes Pereira (secretária) e Maria Aparecida Soares Marin (primeira tesoureira).
A associação não tem fins lucrativos ou econômicos e não possui cunho político-partidário ou religioso e, segundo enfatizou a diretora Wilma Suely,  esta associação será capaz de aglutinar forças para desenvolver e manter trabalho de prevenção e posvenção do suicídio.
Eduardo apresenta o estatuto no Naviporto
Wilma também destacou que é preciso desenvolver e manter outros trabalhos que se fizerem necessários, objetivando o atendimento de pessoas que estão em sofrimento e a função da entidade em se fazer representar junto ao Poder Público e à iniciativa privada.
“Estou feliz co as características misturadas que o Naviporto tomou com pessoas de várias áreas e com pensamentos diversos e me sinto muito segura em tomar esta decisão e que possamos ajudar as pessoas a cumprir seu ciclo biológico até o fim”, ressaltou Wilma agradecendo a todos.

O vice-diretor, Cristiano de Paula salientou que este é um momento em que a  sociedade se apresenta doente, mas, segundo ele, deve haver uma sinergia no universo que conjuga com a gente.

“Estamos num sistema que é o movimento da vida, que é muito poderoso. Vamos lidar com muitas emoções, nos momentos de maior fragilidade do ser humano e precisamos estar preparados”, disse Cristiano.
Integrantes assinando a ata de fundação

Ele concluiu afirmando que o Naviporto inaugura um movimento que “vai fermentar e crescer em nossa cidade mas que irá atender a todo o Estado, com realização de palestras e o atendimento via chat e telefone em breve”, agradeceu Cristiano.

O Naviporto também contará em sua composição com Mario Jonas Guterres, na assessoria jurídica, Celly Regina Bensch Schumacher, segunda Diretora Secretária; Jorge Alberto Elarrat Canto, segundo Diretor Tesoureiro. 

Este blogueiro e aprendiz de jornalismo também participa do Naviporto
No Conselho Fiscal Reginilde Mota de Lima Cedaro, primeira Conselheira; Geovani Berno, segundo Conselheiro; George Carlos Pinheiro, terceiro Conselheiro.

Na coordenação de cursos e treinamentos, Cristiano Corrêa de Paula; para coordenação de palestras, José Antonio Trindade de Souza; para coordenação de atendimentos, Eduardo Schumacher.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pecados

Utilizo do mesmo título do texto do escritor Luis Fernando Veríssimo, publicado na última quinta-feira (8) de fevereiro no Zero Hora. Gosto muito quando o autor busca um fato histórico, um acontecimento, para explicar algo que se repete.
E, neste caso, ele buscou as dificuldades com a gramática. Os pecados que cometemos. Na época comparou aos padres jesuítas que falavam de castidade, a chamando de gramática.
E nada mais atual do que os pecados que cometemos com nossa gramática, especialmente ao escrever em redes sociais, abreviaturas loucas, neologismos que você tem de decifrar.
E para mim o mais perigoso e nefasto. Pessoas que se dizem jornalistas, escritores cometerem erros crassos de gramática. Isso é um estupro, um pecado capital ao qual não podemos deixar passar.
Cometo, é claro, alguns erros. Quem não os comete? Mas escrever "menas", trocar o "mais" pelo "mas", "álvre", "encomodar", "seje", "concerteza", "encomodar", "chega dói"... desculpe, mas dá vontade de bater com uma gramática na cabeça do "vivente".
A quem se propõe a viver da escrita, recomendo a leitura do texto. Se se identificar, não se incomode. Estude mais. Aprender nunca é demais. Leia bons textos (Não somente os do twitter ou facebook) de autores renomados. Mude seu vocabulários. Se esforce. Sejamos melhores a cada dia.
Fraternal abraço a todos.


Pecados
Luis Fernando Veríssimo,
publicado no jornal Zero Hora 8-2-18

Luis Fernando Veríssimo,
foto de Sylvio Sirangelo
Na correspondência dos jesuítas eram frequentes as referências à dificuldade que certos padres tinham com a gramática no seu trabalho de catequese, nas Missões. Frequentes e obscuras: não se sabia se a dificuldade tão citada era com a gramática que os próprios padres ensinavam ou com a gramática dos nativos. Até descobrirem que “gramática” era um código para castidade. O problema de alguns padres era manter seus votos de abstinência em meio aos índios. Ou, no caso, as índias.
Conscientemente ou não, o código foi bem escolhido. Pecar contra a gramática é um pouco pecar contra a castidade, se se aceitar que a correção gramatical é uma norma de boa conduta e as regras da língua equivalem a parâmetros morais.
Fala-se na “pureza” do vernáculo e na sua poluição, ou violação, vinda de fora e de um jeito ou de outro o vocabulário da perdição da língua (seu abastardamento, sua vulgarização, sua entrega a estrangeirismos como prostitutas do cais) tem conotações sexuais.

Tomar liberdades com a língua é uma atividade tão mal vista pelos guardiões da sua virtude como seria tomar liberdades com suas filhas. Que o povo peque contra a linguagem é aceitável, já que ele vive na promiscuidade mesmo. Mas pessoas educadas, que conhecem as regras, dedicarem-se a neologismos exibicionistas, à introdução de pronomes em lugares impróprios e ao uso de academicismo para fins antinaturais é visto como devassidão imperdoável. De escritores profissionais, principalmente, se espera que mantenham-se corretos e castos a qualquer custo.
Mas vivemos com relação à gramática como viviam os jesuítas com relação à “gramática”, esforçando-nos para cumprir nossa missão – que não deixa de ser uma catequese, mesmo que só dê o exemplo de como botar uma palavra depois da outra e viver disso com alguma dignidade – sem sucumbir às tentações à nossa volta. Também não conseguimos. O ambiente nos domina, a libertinagem nos chama, e pecamos o tempo todo.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

E SE LULA MORRER, PARA QUEM FICA O IMÓVEL?



Imagem de Leonardo Benassatto/Reuters
Me considero ainda um aprendiz de repórter, por isso, me pego com questionamentos que não costumamos ver relatados na chamada grande mídia. Por exemplo, o ex-presidente Lula acaba de ser condenado a 12 anos de reclusão pelo apartamento tríplex no Guarujá, bem como sítio de Atibaia. Lula nega ser proprietário, apesar de várias reportagens serem mostradas durante sua gestão passando férias no sítio, visitando o apartamento, comprando pedalinhos para o lago... enfim. A Justiça afirma que a tudo leva a crer que é de sua propriedade.
Pois bem, Lula diz que não. Mas, aí entra o questionamento. E se Lula morresse hoje. De quem seria o imóvel? Dos filhos de Lula ou da OAS? Os familiares poderiam pedir no espólio da família a posse e divisão dos bens?

Vejam bem, não estou defendendo este ou aquele, estou apenas questionando, pois se isso acontecer, a Justiça terá de tomar uma decisão. E aí? Para quem ficará o imovel?

Recall
Estou assustado com o alto índice de recall nos carros vendidos no Brasil. Toda semana um fabricante anuncia para que veículos sejam levados às concessionárias para revisão de algum item de seus veículos. Assustador. Ou antigamente a checagem de segurança era falha e deixava passar, ou aumentou as exigências e se começou a detectar as possíveis falhas. Em todo caso, os engenheiros de produção precisam ficar mais atentos aos processos.