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sábado, 29 de outubro de 2016




III SEMANA ESPÍRITA DE PORTO VELHO
HERDAR A TERRA: CUIDAR DE SI, DO OUTRO E DO MUNDO.


Semana Espírita será realizada de 24 a 27 de novembro, no auditório da faculdade Unopar

Para este ano o tema será “Herdar a Terra: cuidar de si, do outro e do mundo”

A Federação Espírita de Rondônia (Fero), em conjunto com as casas espíritas, estará realizando, entre os dias 24 e 27 de novembro, a III Semana Espírita de Porto Velho, com o tema “Herdar a Terra: cuidar de si, do outro e do mundo”. O Evento acontece no auditório da Faculdade Unopar. Inscrições ainda podem ser feitas no site da fero, www.fero.org.br, ou no local, no dia do evento.
As Semanas Espíritas fazem parte de um conjunto de ações de divulgação da Doutrina Espírita no Estado de Rondônia, nas diversas cidades onde o movimento espírita organizado está presente. “Divulgar o Espiritismo é levar aos corações a mensagem consoladora cristã, comunicando ao público temas como a imortalidade da alma, a justiça divina por meio da reencarnação, a influência dos espíritos nas nossas vidas, dentre outras questões”, informou o presidente da Fero, Pedro Barbosa Neto.
A Terceira Semana Espírita de Porto Velho busca abordar questões de interesse geral, ou seja, pensando, sobretudo, no público não espírita, de todas as religiões, numa linguagem acessível, conectada com os sentimentos da população do nosso Estado.
A Fero procurou palestrantes que tenham conhecimento nas áreas dos sentimentos, do meio ambiente na visão espírita, dessa nossa relação conosco mesmos, com os outros e com o nosso mundo Terra.
Esses irmãos abordarão inicialmente a questão da transição planetária, pela qual passa nosso planeta e como nos relacionamos com isso. Em seguida, serão tratados assuntos delicados, como as influências espirituais e a saúde, o suicídio e a oportunidade da nossa existência corporal, como a providência divina cuida de nós, dentre outros, sob o tópico principal: “Herdar a Terra: cuidar de si, do outro e do mundo.”
 PROGRAMAÇÃO:
Dia 24 – Quinta-feira, das 19 às 21horas - Sede da Federação Espírita
Palestra de abertura com o tema “Transição Planetária” – Jorge Elarrat
Dia 25 – Sexta-feira das 19h30 às 21horas, Auditório da Unopar
Palestra com o tema “A providência divina nas nossas vidas” – Orson Peter Carrara
Dia 26Sábado, Auditório da Unopar
8h30 às 10 horas – “Influências Espirituais (obsessão) e problemas de saúde” – Leonard Machado.
10h30 às 12 horas – “Tensão Emocional e relacionamentos humanos, parte I” – Orson Peter Carrara.
14h30 às 15h30 – “Tensão Emocional e relacionamentos humanos, parte II” – Orson Peter Carrara.  
16 horas às 17h30 – “Espiritismo e Ecologia” – André Trigueiro
19h30 às 21 horas – “A oportunidade da existência Corporal” – Leonardo Machado
Dia 27 – Domingo, Auditório da Unopar
8h30 às 10 horas – “Viver é a melhor opção”: o enfrentamento ao suicídio – André Trigueiro.
10h30 às 12 horas – “Angústias, solidão e depressão: causas, consequências e terapias fisiológicas e espirituais” – Leonardo Machado.

Expositores:

André Trigueiro - www.mundosustentavel.com.br

Jornalista com Pós-graduação em Gestão Ambiental, pela COPPE/UFRJ, onde leciona a disciplina “Geopolítica Ambiental”, professor e criador do curso de Jornalismo Ambiental da PUC-Rio, autor dos livros “Mundo Sustentável 2 – Novos Rumos para um Planeta em Crise" (Ed. Globo, 2012); "Mundo Sustentável - Abrindo Espaço na Mídia para um Planeta em transformação" (Ed. Globo, 2005), “Espiritismo e Ecologia” (Ed. FEB, 2009) e  "Viver é a Melhor Opção - A prevenção do suicídio no Brasil e no Mundo" (Ed. Correio Fraterno, 2015); Coordenador editorial e um dos autores do livro "Meio Ambiente no século XXI" (Ed. Sextante, 2003). Durante 16 anos, foi âncora e repórter do Jornal das Dez, da GloboNews. Desde abril de 2012, vem atuando como repórter da TV Globo. Durante 3 anos, foi colunista do Jornal da Globo, onde apresentou o quadro “Sustentável”, com séries especiais gravadas na China, na Alemanha, e em várias partes do País. É editor-chefe do programa Cidades e Soluções, da GloboNews, comentarista da Rádio CBN e colaborador voluntário da Rádio Rio de Janeiro.


Jorge Alberto Elarrat Canto

Engenheiro eletrônico, iniciou no movimento espírita do Pará, em 1980, no grupo de jovens, exercendo atividades de evangelização infanto-juvenil em centros espíritas e na federativa estadual. Em 1987, transferiu-se para Rondônia, onde passou a atuar no movimento federativo estadual, nos centros espíritas da capital, na área de estudos e palestras. É primeiro secretário da FERO e expositor espírita no Estado de Rondônia e em outros estados e eventos nacionais.


Leonardo Machado Tavares - www.leonardomachado.com.br

Trabalhador da Federação Espírita Pernambucana. Palestrante espírita, desde os 17 anos, e autor de três livros: o primeiro, em 2007, com o título “Quando a Terra imita os céus” e os dois últimos, sobre Sócrates, intitulados “A Sabedoria de Sócrates e o Cristianismo Redivivo”, em 2008, pela IDE e “Os últimos dias do sábio”, em 2013, pela FERGS). Para este ano, estamos aguardando ainda mais. Estudou muitos anos no Conservatório Pernambucano de Música e compõe músicas, sobretudo eruditas, como sinfonias e poemas sinfônicos. Já lançou 5 CD, desde 2006. Colabora com a Federação Espírita Pernambucana e com a Associação Médico-Espírita do Estado de Pernambuco. Toda a renda de suas obras é revertida para trabalhos sociais. Profissionalmente, é médico psiquiatra e psicoterapeuta, com Graduação em medicina, pela Universidade de Pernambuco (UPE), e Residência Médica em psiquiatria, pelo SES-PE/Hospital Ulysses Pernambucano (HUP). É Mestre em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Doutorando em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento, pela UFPE. Professor Assistente 1, do Departamento de Neuropsiquiatria, da UFPE. Preceptor da Residência Médica de Psiquiatria, do Hospital das Clínicas (HC) - UFPE. Áreas de interesse: Bem-estar subjetivo; Neurociência, Personalidade e Comportamento; Primeiro episódio psicótico (PEP); Psicologia médica.



Orson Peter Carrara - orsonpetercarrara.blogspot.com

Natural de Mineiros do Tietê, reside em Matão, ambos municípios paulistas. Aposentado e consultor editorial do IDE-Instituto de Difusão Espírita, de Araras (SP), é de família espírita. Casado com Neuza Marana, há 33 anos, é pai de 3 filhos e avô de Amanda, de 3 anos e de Leonardo, de 1 ano. Palestrante conhecido em todo Brasil, já esteve em 3 países da África, para palestras doutrinárias, sendo articulista de vários jornais, revistas e sites. É autor de 16 livros, preside o Instituto Cairbar Schutel, que pode ser acessado pelo portal www.institutocairbarschutel.org, e seu trabalho está disponível no blog.






terça-feira, 25 de outubro de 2016

E os combustíveis, óóóóóóó!!!!!



Ao analisar a questão dos preços dos combustíveis em Rondônia, onde o governo federal baixou o preço para as refinarias que repassaram foi aumento ao invés de desconto nos preços, lembrei-me do professor Raimundo, que reclamava que enquanto as coisas subiam, o salário "óóóóóóóóó´", fazendo sinal com o dedo polegar e indicador que era mínimo.

Diante disso me pergunto por onde andam os críticos ao governo golpista que ainda não se manifestaram contra o aumento dos combustíveis. Mesmo este governo baixando os preços para as refinarias, elas não repassaram o desconto aos consumidores. Ao contrário, aumentaram os preços ao consumidor.
Aí eu me pergunto quem é o golpista? Quem é criminoso? Quem é ladrão?

O que me deixa indignado são estes pequenos golpes que sofremos diariamente nos preços de tudo o que consumimos, mesmo que baixem lá no início da cadeia produtiva, aqui no Brasil há o hábito de se subiu, é difícil baixar. A lógica de mercado passa longe dos gananciosos bolsos de nossos políticos e reflete nos empresários.


O cartel dos combustíveis está aí para provar que a prática é nefasta. Antes da redução dos preços às refinarias, paguei R$ 3,69 por gasolina aditivada. Após a “redução” TODOS os postos de combustíveis resolveram reajustar para maior os preços. Hoje, a aditivada chega a R$ 3,84 e a comum subiu para R$ 3,79. Um absurdo! Enquanto isso, o salário "oóóóóóóóóó´"!!!!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Saudosismo


Lembro muito bem dos meus tempos de faculdade ainda no Rio Grande do Sul, na Universidade Federal de Santa Maria, um reduto do pensamento e das novas ideias. Como me orgulhava (e orgulho) de ter feito parte da história desta instituição.

E lembro ainda da primeira eleição direta para presidente da qual participei. Admirava muito o Mario Covas. Repito, admirava. E votei nele no primeiro turno por entender ser o melhor para o país naquele momento. Fiquei triste em ver o esforço hercúleo do Dr. Ulisses Guimarães que enfrentava resistência dentro do próprio PMDB ao seu nome.

Com a derrota do Covas no primeiro turno passei a votar no Lula, por também achar que ele era melhor do que o Collor. E assim o fiz, repetidamente, até ele ser eleito e reeleito. Acreditava no projeto de poder do PT e pensava ser o único partido capaz de conter e até acabar com a corrupção no país.

Afinal, grande parte dos líderes haviam sido “revolucionários”. Lutaram contra a ditadura e “contra tudo isso que está aí” e seriam as pessoas ideais para, agora no poder, acabar com a corrupção e usar as riquezas do Brasil em defesa do povo brasileiro e seu desenvolvimento.

Decepção
No entanto, após tantos e tantos anos defendendo e lutando contra “tudo isso que está aí”, de ludibriar o povo com ações populistas e eleitoreiras, eis que começam a pipocar escândalo em cima de escândalo, começando com grande consilieri José Dirceu e Palocci e depois disso a coisa só degringolou.

E começamos a perceber que “nunca na história deste país” se roubou tanto e tão descaradamente como neste período. Na verdade, pelo que estamos vendo nos desdobramentos da Operação Lava a Jato, o que fizeram foi um verdadeiro assalto as instituições brasileiras.

E para haver corruptos, existem os corruptores. Desta forma as grandes empreiteiras foram “convidadas” a participar dos esquemas e assim se instituiu o mensalão e o financiamento das campanhas. É incrível a teia armada para distribuir o dinheiro. E creiam, muita podridão ainda virá à tona.

Indignação
No entanto, não creio que a corrupção tenha começado com os petistas. Seria ingenuidade pensar tal coisa. É óbvio que corrupção sempre teve e existirá, pois somos humanos e falíveis. Portanto, fico indignado ao ver homens probos de outras denominações partidárias jogando pedras no telhado de vidro do PT, sendo que o deles também o é.

No entanto, o foco está direcionado ao PT neste momento. O olho do furacão está no esquema armado para assaltar o país. Depois, podem ter certeza, os olhos da justiça se voltarão aos demais esquemas fraudulentos. Desta vez o Brasil vai ser passado a limpo, definitivamente.

Delação
Ontem (03/03/2016) ao ler matérias sobre a provável delação premiada do senador e ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), logo em seguida o ex-ministro da justiça, Eduardo Cardozo, disse que o senador não teria “credibilidade” para fazer tais afirmações.

Aí me perguntei, “como assim?”. O cara tinha credibilidade para ser o líder no Senado, representando o Governo entre seus pares, dando declarações para a imprensa nacional diariamente, e agora ao relatar ações espúrias do governo passou a não ter credibilidade? Sinceramente, não entendo.  Ou melhor, o direito de espernear e detratar alguém, todos tem. Mas que tem caroço neste angu, isso tem.
 
Relembrando
O caso do Delcídio me fez recordar do irmão do presidente Fernando Collor de Melo que concedeu entrevista a revista Veja relatando toda a podridão do governo do seu irmão. Agora com Delcídio ocorre o mesmo.

Até quando Dilma vai se fazer de tonga. Até quando terá condições políticas de governar. O dia 13 de março está chegando e com certeza, sérias manifestações de Fora Dilma se espalharão por todo o país.


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Escândalos


Enquanto no Brasil, cada vez mais aparecem escândalos de superfaturamento de obras, cobrança de propinas, desvios de recursos públicos, entre tantos outros, o Japão nos dá um exemplo de coerência política.

Renúncia
O Primeiro Ministro da economia japonês renunciou após denúncias de recebimento de dinheiro em uma disputa por terras. Segundo as informações o valor seria de aproximadamente U$$ 8,400 (oito mil e quatrocentos dólares). O que para os padrões brasileiros é uma “merreca”, ou para entrar no linguajar da Lava Jato, um “Pixuleco”.

Vergonha
Realmente é uma vergonha moral a que passamos atualmente em nosso país. Citei o caso do Japão por ser considerado um país sério, com baixíssimo índice de corrupção. Mas aqui, políticos que defendiam as contas públicas, prisão para corruptos, o corte de gastos, etc, quando chegaram ao poder fizeram exatamente o contrário do que pregavam, abrindo os cofres para a corrupção e leniência.
A coisa está tão desaforada nas esferas governamentais que quando aparece alguém que roubou algo como R$ 100 mil é chamado de frouxo e a população nem estranha e ainda exclama: “só isso?!”, e dá de ombros e sai rindo da situação.

Espaço nada alternativo

E as obras do Espaço Alternativo continuam paradas conforme já denunciei há vários meses atrás (outubro de 2015) e o que está pronto necessita de reforma. Seja os brinquedos que se encontram enferrujados, seja o cimento colocado nos pisos que está todo rachado. Uma lástima o que fizeram com nosso dinheiro. 

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pichações, estacionamento e descaso com patrimônio

Pichações
Ainda em Santa Maria (RS), minha terra natal, vislumbro um triste cenário para uma cidade que é chamada de Cultura. Refiro-me a grande quantidade de pichações nas fachadas das casas e prédios da cidade. Pinturas de mau gosto, sem sentido algum, feitas com o único propósito de desafiar as autoridades e o perigo, tendo em vista que muitas são realizadas em grandes alturas nos prédios.
Já vi pichações em Porto Velho, mas espero que a moda não pegue e que as autoridades tomem providências quanto a isso. Aqui foi criada uma lei que pune em até R$ 5 mil quem for pego realizando pichações. No entanto, as “pinturas” são feitas sempre na calada da noite e somente um flagrante poderia pegar os baderneiros que assim procedem. O que nem sempre vai acontecer. É feiura e tristeza distribuída em toda a cidade. Uma lástima.

Parquímetro
Uma ideia que já toma conta de várias cidades do país e que poderia ser adotada em Porto Velho para disciplinar e democratizar o tempo de estacionamento das ruas e avenidas centrais é a adoção de parquímetros, ou seja, pagamento por tempo determinado para utilizar a via pública com veículos particulares.
Evidente que esta ação deve ser precedida de estudos e análises, além do destino do dinheiro arrecadado e áreas onde seria instalado. Sou favorável pois o sistema democratiza o espaço público, pois em muitas regiões centrais o espaço é tomado por trabalhadores que vão ao trabalho de carro e deixam seus veículos parados o dia inteiro no centro da cidade, ocupando uma vaga que poderia ser utilizada por um cliente.
A medida é polêmica, eu sei, e deve vir acompanhada da melhoria do sistema de transporte (algo que ainda está longe de ser uma realidade em Porto Velho) e que com certeza também irá proliferar o surgimento de estacionamentos particulares na região central (algo que já está acontecendo). Para constar, o custo é de R$ 0,80 por meia-hora. Os estacionamentos particulares cobram, em médio R$ 4,00 a hora na região central.


Abandono
Santa Maria, assim como Porto Velho também teve seu apogeu através das linhas ferroviárias. Mas lamentavelmente este barato e que poderia ser moderno meio de transporte está abandonado. Fico triste em ver um país continental não investir nesta modalidade. Atualmente, somente uma empresa transporta grãos e combustíveis pelos velhos trilhos. 



A vila Belga, construída para abrigar os trabalhadores da ferrovia, também esta abandonada. Chegou a ser recuperada com pintura nas fachadas mas a manutenção está longe de ser uma realidade. É o patrimônio histórico sendo relegado. Que história contarão às futuras gerações? 

Soja, problema ou solução - minha análise

Viagem
Em viagem visitando parentes no Rio Grande do Sul (RS), em Santa Maria e região, me deparei com cenários alarmantes do grande quantitativo de campos que antes abrigavam criações de bovinos e ovinos e que se transformaram em lavouras da monocultura da soja. Fiquei estarrecido pela abrangência que a oleaginosa atingiu no Estado. O problema (no meu entendimento) é que todas as lavouras são plantadas com sementes transgênicas e necessitam de uma quantidade considerável de pesticidas. É evidente que o “mar verde” é lindo de se ver, mas a soja está acabando com outros cultivos.
As plantações se estendem em todas as direções, até onde a vista alcança.



Explico
Como as lavouras cada vez mais se aproximam das cidades e casas dos agricultores para aproveitar cada centímetro de terra disponível, os herbicidas e larvicidas despejados às toneladas nas lavouras, acabam sendo levados pelo vento para nascentes de água e para os pomares, destruindo tudo. É triste de ver parentes que antes cultivavam tudo para sua subsistência agora comprar até o leite em supermercados. Eu acho isso trágico.

Região centro-oeste do Estado está tomada pelas lavouras da cultura de soja
Me assusta
Fiz os comentários acima para alertar nossas autoridades rondonienses, tendo em vista que a soja chegou (pelo visto) para ficar nas lavouras de todo Estado. É preciso repensar se é isso que queremos para Rondônia e para a economia. Vejo a grande quantidade de campos abertos atualmente e que futuramente, se nada for feito, se transformarão em lavouras de soja, podem ter certeza. A indústria é muito forte e o preço do produto irá fazer com que nossos produtores migrem para esta monocultura. E nossos rios, nossas florestas? Estou muito preocupado.


No entanto...
No jornal Diário de Santa Maria, edição desta quarta-feira (13), foi publicado um estudo que foi financiado pela Prefeitura Municipal de Santa Maria (cerca de R$ 200 mil), realizado entre 2014 e 2015 pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com o Ministério da Agricultura e apoio técnico da Universidade Federal de Santa Maria. Segundo a reportagem, o estudo é único no Brasil e aumenta a possibilidade de expandir a produção agrícola no município.

O que foi feito...
No estudo edafoclimático (solo e clima) foram analisados amostras de solo da região e potencial hídrico e com isso foi apontado quais as culturas para cada área da região. Com isso foram apontadas 16 culturas, entre as já tradicionalmente plantadas como soja, arroz e novas culturas como oliveiras e nóz-pecã e citrus. Com este estudo será possível redirecionar políticas públicas rurais já existentes.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural do município, Rodrigo de Oliveira Menna Barreto o levantamento servirá para, além do redirecionamento de políticas públicas para o setor, servir para conhecimento dos produtores já estabelecidos em Santa Maria e ainda, atrair novos investidores para a cidade. O estudo é uma peça fundamental para a tomada de decisões, principalmente as técnicas, orientando os agricultores para diversificar a produção, além de fazer uso eficiente dos recursos naturais. É citado na reportagem o cultivo de oliveiras, a qual já existe a projeção do plantio de 40 hectares ainda este ano, o que viabilizaria a instalação de uma indústria, a qual já existe um grupo interessado em se instalar na cidade.

Quem sabe...
Um estudo desta magnitude também poderia ser realizado em terras rondonienses, mostrando o potencial de cada região, para melhor aproveitamento das áreas agriculturáveis. O que não podemos é deixar que a monocultura e a indústria da soja tome conta do Estado com o único pretexto econômico. É preciso ver e se analisar os custos benefícios de tudo isso. O que eu vi é estarrecedor. Áreas foram devastadas, nascentes de água destruídas, áreas à beira da estrada (que é reservada ao Dnit) invadidas pelos agricultores que aproveitam qualquer pedacinho de chão agriculturável para extrair um pouco mais de lucro. Pensemos nisso.