Lembro muito bem dos meus tempos de faculdade ainda no Rio
Grande do Sul, na Universidade Federal de Santa Maria, um reduto do pensamento
e das novas ideias. Como me orgulhava (e orgulho) de ter feito parte da
história desta instituição.
E lembro ainda da primeira eleição direta para presidente da
qual participei. Admirava muito o Mario Covas. Repito, admirava. E votei nele
no primeiro turno por entender ser o melhor para o país naquele momento. Fiquei
triste em ver o esforço hercúleo do Dr. Ulisses Guimarães que enfrentava
resistência dentro do próprio PMDB ao seu nome.
Com a derrota do Covas no primeiro turno passei a votar no
Lula, por também achar que ele era melhor do que o Collor. E assim o fiz,
repetidamente, até ele ser eleito e reeleito. Acreditava no projeto de poder do
PT e pensava ser o único partido capaz de conter e até acabar com a corrupção
no país.
Afinal, grande parte dos líderes haviam sido “revolucionários”.
Lutaram contra a ditadura e “contra tudo isso que está aí” e seriam as pessoas
ideais para, agora no poder, acabar com a corrupção e usar as riquezas do
Brasil em defesa do povo brasileiro e seu desenvolvimento.
Decepção
No entanto, após tantos e tantos anos defendendo e lutando
contra “tudo isso que está aí”, de ludibriar o povo com ações populistas e
eleitoreiras, eis que começam a pipocar escândalo em cima de escândalo,
começando com grande consilieri José
Dirceu e Palocci e depois disso a coisa só degringolou.
E começamos a perceber que “nunca na história deste país” se
roubou tanto e tão descaradamente como neste período. Na verdade, pelo que
estamos vendo nos desdobramentos da Operação Lava a Jato, o que fizeram foi um
verdadeiro assalto as instituições brasileiras.
E para haver corruptos, existem os corruptores. Desta forma as
grandes empreiteiras foram “convidadas” a participar dos esquemas e assim se
instituiu o mensalão e o financiamento das campanhas. É incrível a teia armada
para distribuir o dinheiro. E creiam, muita podridão ainda virá à tona.
Indignação
No entanto, não creio que a corrupção tenha começado com os
petistas. Seria ingenuidade pensar tal coisa. É óbvio que corrupção sempre teve
e existirá, pois somos humanos e falíveis. Portanto, fico indignado ao ver homens probos de outras denominações
partidárias jogando pedras no telhado de vidro do PT, sendo que o deles também
o é.
No entanto, o foco está direcionado ao PT neste momento. O olho
do furacão está no esquema armado para assaltar o país. Depois, podem ter
certeza, os olhos da justiça se voltarão aos demais esquemas fraudulentos.
Desta vez o Brasil vai ser passado a limpo, definitivamente.
Delação
Ontem (03/03/2016) ao ler matérias sobre a provável delação
premiada do senador e ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS),
logo em seguida o ex-ministro da justiça, Eduardo Cardozo, disse que o senador
não teria “credibilidade” para fazer tais afirmações.
Aí me perguntei, “como assim?”. O cara tinha credibilidade
para ser o líder no Senado, representando o Governo entre seus pares, dando
declarações para a imprensa nacional diariamente, e agora ao relatar ações
espúrias do governo passou a não ter credibilidade? Sinceramente, não
entendo. Ou melhor, o direito de
espernear e detratar alguém, todos tem. Mas que tem caroço neste angu, isso
tem.
Relembrando
O caso do Delcídio me fez recordar do irmão do presidente
Fernando Collor de Melo que concedeu entrevista a revista Veja relatando toda a
podridão do governo do seu irmão. Agora com Delcídio ocorre o mesmo.
Até quando Dilma vai se fazer de tonga. Até quando terá
condições políticas de governar. O dia 13 de março está chegando e com certeza,
sérias manifestações de Fora Dilma se espalharão por todo o país.

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