"Vizu" na página

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Pichações, estacionamento e descaso com patrimônio

Pichações
Ainda em Santa Maria (RS), minha terra natal, vislumbro um triste cenário para uma cidade que é chamada de Cultura. Refiro-me a grande quantidade de pichações nas fachadas das casas e prédios da cidade. Pinturas de mau gosto, sem sentido algum, feitas com o único propósito de desafiar as autoridades e o perigo, tendo em vista que muitas são realizadas em grandes alturas nos prédios.
Já vi pichações em Porto Velho, mas espero que a moda não pegue e que as autoridades tomem providências quanto a isso. Aqui foi criada uma lei que pune em até R$ 5 mil quem for pego realizando pichações. No entanto, as “pinturas” são feitas sempre na calada da noite e somente um flagrante poderia pegar os baderneiros que assim procedem. O que nem sempre vai acontecer. É feiura e tristeza distribuída em toda a cidade. Uma lástima.

Parquímetro
Uma ideia que já toma conta de várias cidades do país e que poderia ser adotada em Porto Velho para disciplinar e democratizar o tempo de estacionamento das ruas e avenidas centrais é a adoção de parquímetros, ou seja, pagamento por tempo determinado para utilizar a via pública com veículos particulares.
Evidente que esta ação deve ser precedida de estudos e análises, além do destino do dinheiro arrecadado e áreas onde seria instalado. Sou favorável pois o sistema democratiza o espaço público, pois em muitas regiões centrais o espaço é tomado por trabalhadores que vão ao trabalho de carro e deixam seus veículos parados o dia inteiro no centro da cidade, ocupando uma vaga que poderia ser utilizada por um cliente.
A medida é polêmica, eu sei, e deve vir acompanhada da melhoria do sistema de transporte (algo que ainda está longe de ser uma realidade em Porto Velho) e que com certeza também irá proliferar o surgimento de estacionamentos particulares na região central (algo que já está acontecendo). Para constar, o custo é de R$ 0,80 por meia-hora. Os estacionamentos particulares cobram, em médio R$ 4,00 a hora na região central.


Abandono
Santa Maria, assim como Porto Velho também teve seu apogeu através das linhas ferroviárias. Mas lamentavelmente este barato e que poderia ser moderno meio de transporte está abandonado. Fico triste em ver um país continental não investir nesta modalidade. Atualmente, somente uma empresa transporta grãos e combustíveis pelos velhos trilhos. 



A vila Belga, construída para abrigar os trabalhadores da ferrovia, também esta abandonada. Chegou a ser recuperada com pintura nas fachadas mas a manutenção está longe de ser uma realidade. É o patrimônio histórico sendo relegado. Que história contarão às futuras gerações? 

Nenhum comentário:

Postar um comentário