Hoje a
temática que gostaria de abordar é sobre a Teoria da conspiração, também
chamada de teoria conspiratória ou conspiracionismo, que nada mais é do que uma hipótese explicativa
ou especulativa que sugere que duas ou mais pessoas ou uma organização têm
tramado para causar ou acobertar, por meio de planejamento secreto e de ação
deliberada, uma situação ou evento tipicamente considerado ilegal ou
prejudicial.
Já ouvi muitas teorias conspiratórias em Rondônia,
especialmente no caso do assassinato do então candidato a governo, Olavo Pires.
Mas o meu foco hoje é voltado a tentativa de assassinato do hoje presidente
Jair Bolsonaro. Sim, trato como conspiração, pois não acredito na versão
apresentada de que Adélio Bispo agiu sozinho, e que poucas horas após o ato já
haviam quatro, sim, quatro advogados, dos mais respeitados do Brasil, a postos para
defendê-lo. Sem ele poder pagar, sem pedir defesa. Apresentaram-se
espontaneamente. Depois não querem que falemos em conspiração... E, assim como
nós jornalistas temos o direito de resguardar nossas fontes, os advogados
também possuem a prerrogativa de não declarar quem está pagando a conta da
defesa. O que sabemos é que não será pequena.
No entanto, este governo está sendo célere em
provocar escândalos. A imprensa (Petista!!!) na opinião dos Bolsonarianos e, na
visão de outros, mais séria e atenta, estão denunciando vários esquemas de
corrupção dentro de um governo que se julgava acima do bem e do mal, sem falhas
morais. E aí começou a guerra conspiratória. O lado de lá contra o lado de cá.
Direitistas e esquerdistas se digladiam nas redes sociais tentando mostrar que
o pau do galinheiro do outro é mais sujo do que o seu.
E nós, pobre povo somos bombardeados diariamente
por informações falsas plantadas pelos dois lados. Não entrarei no mérito de
quem está com a razão ou não. O que precisamos acabar neste país é com a defesa
de pequenas corruptelas. Pequenos delitos são tão graves quanto roubar milhões.
Tudo é crime passível de punição.
Portanto, tenho defendido que todos, seja o lado
que estiver, tem de ser punido comprovada a sua culpa. Estando ao lado do
presidente ou não. O que não podemos é ter lado preferencial, ou seja, é só o
filho do Bolsonaro que pega dinheiro dos seus assessores? A ALERJ tem 64
deputados e só um fez isso? Sério? E no Congresso Nacional, dentre os 513
deputados e 81 senadores, nem unzinho sequer faz este tipo de negociação em
cargos? E na ALE-RO quantos fazem isso?
Se é para servir de exemplo, para punir, que
arranquemos o mal pela raiz, mas que o Coordenadoria Administrativa Financeira
(Coafi) investigue tudo e todos. Não apenas mirem um grupo. Assim, além de
transparência ganharemos em inibição ao crime, em alerta ao eleito, que saberá
que se fizer coisa errada vai cair na malha fina e terá de se explicar, perder
o mandato, ficar inelegível, ir para cadeia... se tivermos investigação séria
com punição exemplar, com certeza, o crime deixará de compensar e teorias
conspiratórias dentro e fora do governo serão minimizadas. Aliás, estes boatos
espalhados pelas redes em forma de “fake news” também deveriam ser
exemplarmente punidos. Especialmente a quem recebe e multiplica esse tipo de
informação errada e inútil. Mas isso fica para outro artigo...
Geovani
Berno
É jornalista
(DRT 1305/RO)


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