Sou favorável a várias ações desencadeadas pelo atual
governo do estado, tanto que o auxiliei na reeleição. Elogio sempre as boas
ações e dissemino em minhas redes sociais sempre, SEMPRE, que beneficiam a
população.
Mas, não posso me furtar a criticar quando não concordo com
algo. E me refiro a nova campanha de “conscientização” do trânsito,
desenvolvida pelo Departamento Estadual de Trânsito, órgão ligado ao Governo do
Estado.
NUNCA vi uma campanha que mostra tragédia obter resultado na
redução dos acidentes de trânsito. Não vi e também não acredito nisso. São
bonitas, bem produzidas, consomem uma grande quantidade de recursos de criação,
produção e veiculação e os resultados são pífios.
Aí você, meu leitor, pode me perguntar o que resolveria. E
eu respondo: Educação e investimentos no trânsito. De que forma?
Em primeiro lugar, a educação no trânsito deveria ser
ensinada e demonstrada aos pequenos desde o jardim de infância. Regras, formas
de conduta, sinalização, respeito aos demais veículos e ao pedestre. Massacrar
a cabecinha de todos e ir aumentando a complexidade das ações à medida que a
idade for avançando. Creio que até aulas de direção via simuladores seriam
extremamente válidas aos adolescentes. Criar-se-ia um espírito de
responsabilidade onde todos são cúmplices neste processo.
Em segundo lugar a sinalização efetiva do trânsito, em todas
as cidades, em todas as ruas, becos, vielas, enfim, TODA a cidade. Redutores de
velocidade, placas de sinalização, orientação, pardais (sim, pardais
eletrônicos), blitze constante (tanto da Lei Seca quanto de documentação e
checagem das condições dos veículos).
Em terceiro lugar a orientação. Não devemos criar uma
indústria da multa, simplesmente. Devemos buscar colocar nossos agentes
municipais de trânsito para orientar aos motoristas e somente se não cumpridas
as leis do trânsito, se multaria. Sempre acreditei e acredito na educação como
ferramenta modificadora do ser humano.
O dinheiro investido nas campanhas e que muitas vezes são
desviados de órgãos públicos por corrupção, daria e até sobraria para realizar
todas as ações descritas acima. Acho uma vergonha uma capital como Porto Velho
ser tão mal sinalizada, não orientar a quem vem de fora (e já é confusa aos
moradores da cidade), não ter placa identificando o nome das ruas.
Se governo Federal, Estadual e prefeituras se unissem e
juntas utilizassem corretamente o dinheiro pago pelo IPVA, em pouco tempo
sobraria recursos e com certeza os secretários de saúde aplaudiriam as
iniciativas.
Mas enquanto preferirem lavar as mãos e investir em
propaganda como única salvação, de nada adiantará. E olha que sou também publicitário.
Mas campanhas educativas no trânsito devem vir após todas as iniciativas acima
serem efetivamente cumpridas. Caso contrário, continuaremos a jogar dinheiro
público (que é meu, é seu) pela janela, sem efetividade.
Um exemplo de burrice explícita no trânsito pode ser observada na avenida Farquhar, em Porto Velho, onde colocaram um semáforo na confluência com a Carlos Gomes e não retiraram o quebra molas que existia no local. Agora, além do semáforo, o dito atrasa o fluxo contínuo no trânsito. O que existia na Migrantes já foi retirado. Questão de bom senso senhores. Só isso.
PS: minhas observações são gratuitas. Não cobro nada por elas. E não são novidades para ninguém. Talvez se cobrasse bem caro para falar tudo isso, alguém ouviria e tentaria fazer algo.

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