O escritor Millôr Fernandes (1923-2012) escreveu certa vez se referindo às repetições históricas de fatos, que “o chato da história é que ela se repete, se repete, se repete...”. Pois bem, O PMDB, em 1986, empurrado pelo Plano Cruzado, venceu fácil as eleições, elegendo 22 dos 23 governadores de estado. Além disso fez 260 deputados federais e 44 senador. Nesta época o partido era comandado pelo saudoso Ulysses Guimarães.
Neste mesmo período, um dos partidos que surgia era o Partido dos Trabalhadores, comandados por Lula, José Dirceu e companhia, que criticavam veementemente a forma de governar o país, o congelamento dos preços e o “empurrar tudo com a barriga”, como foi feito, para após as eleições. Passadas as eleições e o partido governando o país, os preços dos produtos foram descongelados e a inflação voltou a subir estratosfericamente.
Em 2014 o Brasil se vê no mesmo dilema. Só que agora o balcão tem outro dono. O crítico contumaz virou dono do boteco e governa o país há quase 12 anos. Quem for sensato há de reconhecer que o governo do PT trouxe melhorias para a família brasileira, principalmente a de baixa renda. Quem soube administrar sua receita x despesa sabe disso. Porém, a “carruagem” perdeu o rumo. Roubos, falcatruas, inflação, desaceleração vertiginosa do crescimento do país e bancos reduzindo o financiamento da casa própria, pode levar os setores da construção civil, indústria e outros à bancarrota.
E mais, com a proximidade das eleições, o PT faz exatamente o que os oponentes fizeram no passado. Ou seja, segurando o aumento de tarifas públicas para tentar domar a inflação, bem como o aumento dos combustíveis.
Por isso, já alerto aos caros e poucos leitores, que teremos um dos piores natais de nossas vidas, pois passadas as eleições, preparemos o nosso bolso para bancar a incompetência e falta de gerenciamento do governo federal. Em especial nas tarifas de energia elétrica e combustíveis.
Os níveis de corrupção deste governo extrapolam o nível do razoável. Em especial sendo o partido que foi, aguerrido e radicalmente contra a corrupção e ao modelo econômico vigente, o que constatamos é que a história se repetiu. Ou seja, ao assumir o poder, esqueceu toda a sua ideologia e passou a agir como outras partidos que eles próprio criticava.
Não podemos mais é conceber que nosso país sofra com estes desmandos, em especial à corrupção que corrói o sistema brasileiro. É preciso um basta para que o país cresça e encontre o seu caminho de desenvolvimento. Que a história se repita, mas com coisas boas e produtivas. E zero corrupção.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
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