Todos os anos nos deparamos em épocas de carnaval e festas juninas com as escolas de samba e grupos folclóricos de pires na mão pedindo dinheiro público (portanto de todos) para poder realizar as festas. Caso contrário, nada de carnaval, nada de flor do maracujá.
Acontece que todo ano também se repete o desleixo, o descaso e qualquer outro adjetivo que o leitor quiser, com o dinheiro público. Como se comprova nas fotos, muito material das escolas de samba estão jogados, apodrecendo na rua Uruguai entre Tiradentes e Migrantes. Ou seja, esperam pelo dinheiro, o dinheiro é liberado, as agremiações utilizam materiais extremamente baratos e de péssima qualidade (afinal vai durar menos de 1h na avenida) e depois deixam jogados e amontoados no meio da rua, como se fora um lixo qualquer.
O poder público deveria cobrar um mínimo de responsabilidade destas escolas para poder receber novos recursos. A escola que não recolher, que deixar jogado o seu material na avenida não mais receberá dinheiro público. Afinal, esta é a responsabilidade: sujou, limpa.
E é preciso começar a repensar esta questão de financiamento destas festas pelo poder público. Creio que a Prefeitura, o Estado, deveriam fornecer estrutura, conceder um terreno para que as agremiações construam suas sedes com a estrutura necessária para seu funcionamento. Mas montar carnaval com dinheiro público, não é o correto. E se tem dinheiro público, que se exija mais qualidade, um mínimo de qualidade. E outra, também quero dinheiro público para montar espetáculos de teatro, o pessoal da música e dança deveria fazer o mesmo. Afinal, se é público, deve ser para todos. Ou então, mudem o slogan da atual administração.

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