"Vizu" na página

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Um ano de saudades

Neste dia 28 de outubro enquanto os servidores públicos de todo país comemoram o seu dia (merecidamente), em minha lembrança e recordação ficará marcado para sempre como um dia de muita tristeza, pois para mim será sempre lembrado como o dia que o meu irmão desencarnou na Terra e renasceu para a vida eterna.
Sim, neste dia, em 2019, ainda de madrugada eu recebia a ligação que ninguém quer receber. “O mano se foi” me informou meu outro irmão que lá estava com ele em São Paulo. Eu havia chegado de lá há poucos dias e já me programava para regressar tendo em vista o agravamento de sua saúde. São recordações que nunca sairão da minha memória. Mais ainda porque consegui vôo na madrugada seguinte, para poder amanhecer lá e poder acompanhar as homenagens finais e surpreendentemente um enorme nevoeiro baixou em Porto Velho e os aviões não pousaram e não consegui ir. Para mim, o mais triste de tudo, não me despedir de meu irmão. Enfim, o que tenho em mente quando revejo meus arquivos no computador com nossas fotos são imagens de muita alegria. Ficávamos pelo menos um ano sem nos ver e quando nos encontrávamos era alegria, muita risada, piadas (que ele contava com maestria) e, claro, muitas lições de vida que ele fazia questão de deixar a cada encontro. Assim era o mano André Luiz Berno, que para nosso egoísmo se foi muito cedo aos 52 anos pela mais cruel das doenças, o câncer. Este traiçoeiro inimigo que a medicina ainda não conseguiu vencer de todo o levou precocemente. Cheio de vida, de projetos, de expe ctativas para o futuro, de sonhos... Deixou-nos muito tristes, pois plantou boas sementes junto com a cunhada Jomara, a Vitória e o Gabriel, que nos enchem de orgulho ao seguir os ensinamentos do pai. E assim vamos vivendo. De saudades, de lembranças, de carinho. Morrendo um pouco a cada dia na certeza infinita de que um dia nossa família estará reunida novamente no nosso verdadeiro lar. Aos meus amigos convido para orarmos por seu espírito e por todos os que nos deixaram nesta pandemia, em uma missa que será celebrada na Catedral Sagrado Coração de Jesus, em Porto Velho, nesta quarta-feira (28) às 18h30. A todos que quiserem prestar esta homenagem, sintam-se convidados a este banquete em celebração à vida.

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Quando voltarão os abraços?

Não sei vocês, poucos e bons leitores que acompanham meus artigos, mas esta pandemia me fez ter saudade de muita coisa. Até eu que raramente consumo bebidas alcoólicas estou com saudade das reuniões com amigos em boteco. Daquelas de passar horas falando sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Mas de um abraço.... Putz!!! Após oito meses da decretação de pandemia a saudade é imensa. Sim, sinto falta de ao chegar ao trabalho dar um abraço em um colega. Ao encontrar alguém querido dar aquele “quebra costela” como falamos no sul. Ou então chegar para um(a) amigo(a) querido (a) e encontrá-lo (a) tristonho(a) e não falar nada, apenas abraçar. Abraçar e apertar e juntar todos os caquinhos que estão soltos dentro de nós. Abraçar e dizer, estou aqui, tudo vai melhorar. E se não melhorar estarei aqui sempre.
É desta proximidade, deste calor, desta ternura que me faz falta. Do contato com os seres humanos nos dizendo e nos tornando exatamente isso. Humanos. Reuniões via aplicativos são ótimas, pois economizamos tempo, dinheiro. Mas nos afastam. Perdemos o contato, a afetividade. E isso tudo me fez lembrar do significado do abraço. Segundo me contaram uma vez de que o abraço foi criado não só para se ter afeto, mas para aproximar corações. Para selar a paz entre pessoas. Os corações aproximados se tornam mais afetuosos. E escrevi tudo isso para relatar o encontro com um queridíssimo amigo, o Marcus do Amaral, no Mercado do 1. Foi muito engraçado, pois eu estava aguardando atendimento e ele brincou comigo e eu me virei e não o reconheci (estas máscaras...). Mas quando ele falou novamente e me olhando dei um longo abraço que foi muito legal. Tanto que brincamos depois com aquela cena do desenho do Tom e Jerry que o Tom vai ao banheiro e se joga álcool, lava as mãos, faz gargarejo... Infelizmente vivemos estes tempos difíceis. Tenho certeza de que passará. Mas até lá, nos cuidemos usando máscara e nos higienizando sempre que possível. Vamos em frente. E quando a vacina chegar, aja abraço... Quem quiser ver o vídeo citado só ir neste endereço: https://www.youtube.com/watch?v=HiTMpcRsH1g

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Todos têm direito, menos os pedestres no skate park

O título da reflexão de hoje me chega, pois sou uma das centenas de pessoas que utilizam da caminhada diária (ou quase) para exercício e, consequentemente de espaços públicos para tal prática. Até porque, neste momento ainda não me sinto seguro em retornar a uma academia em ambiente fechado para praticar outros exercícios, preferindo o ar livre por enquanto. Pois bem, para chegar até ao local do Skate Park, em Porto Velho, onde faço a caminhada, que apesar deste nome tem apenas uma rampa para a prática do esporte e um belo parque a ser explorado pelo poder público (mas isso é outra reflexão), preciso caminhar quase 1km pelas “calçadas” de algumas ruas. É impressionante como nossas calçadas são mal cuidadas e desniveladas. Se para um caminhante sem problemas de locomoção já é complicado, fico imaginando as pessoas com deficiência como deve ser difícil tentar fazê-lo. Mas eu quero me dirigir especificamente hoje ao problema dos caminhantes no skate park.
Como usuário constante minha companheira de caminhada, a também jornalista Andréa Minuto e eu, nos deparamos com algumas dúvidas em relação ao uso correto da pista de caminhada. Bem, se o local se chama pista de caminhada há de se supor que fosse somente para tal. Mas não é o que se constata. Há um tráfego imenso de ciclista e patinadores que teimam em utilizar a pista como velódromo. Isso mesmo, velódromo. E , com esta atitude colocando em risco a integridade física dos demais praticantes de esporte (caminhada e corrida). A velocidade que eles imprimem em meio aos caminhantes é muito grande e os esbarrões e atropelamentos são constantes. Já presenciamos vários. E isso acontece diariamente sem que ninguém tome atitude. Ontem mesmo uma menina em um patim me deu um esbarrão e nem sequer se virou para pedir desculpas. São os verdadeiros donos do espaço. E isso não era assim. Mas creio que com as limitações do Espaço Alternativo na pista do aeroporto, muitas famílias migraram para o local especialmente após a prefeitura ter feito a iluminação do local. E com isso todos os praticantes deste esporte vieram à reboque. Por estas situações, estou aqui pedindo encarecidamente a quem de direito for, algum vereador, secretários, que tomem providências. É preciso disciplinar o uso do espaço. O que pode e o que não pode. Colocar placas indicativas de proibições e fiscalizar. O que não pode é continuar do jeito que está, pois em algum momento alguém irá se machucar feio. E espero que não seja uma das dezenas de idosos que por sua estrutura ser mais frágil, podem sofrer sequelas graves devido a velocidade impressionante com que ciclistas e patinadores circulam entre os caminhantes. Sim, precisamos de mais espaços na cidade. Sim, é preciso disciplinar. Mas para isso também precisamos de vereadores e prefeitos (futuros) que pensem e cuidem de nossa cidade e, principalmente, vislumbrem a Porto Velho do futuro. Não para nós, mas para as próximas gerações, prevendo o futuro crescimento da cidade. Então, fica a reflexão da semana para todos e o apelo para que olhem pelo Skate Park. Um espaço público maravilhoso, mas que precisa um olhar mais cuidadoso. Não só de iluminação. (Crédito da Imagem: Comdecom)

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Médicos peritos e a pandemia

Fiquei assustado nos últimos dias com a recusa dos médicos peritos do INSS em retornar ao trabalho devido os riscos de sua profissão e contato com pacientes quanto ao corona vírus. Mais espanto ainda me causou quando fui pesquisar o conteúdo do juramento que todo estudante faz ao sair dos bancos escolares da academia e é recitado, muitas vezes, em uníssono no dia da colação de grau.
“Pesquei” apenas um trecho inicial que diz: “como membro da profissão médica, eu prometo solenemente consagrar minha vida ao serviço da humanidade; a saúde e o bem-estar de meu paciente serão as minhas primeiras preocupações”. Entendo o receio que todos temos no contato com as pessoas e na possibilidade de contaminação pelo covid especialmente no momento em que ainda não temos uma vacina. Entretanto vejo a quantidade de profissionais médicos, enfermeiros, técnicos, laboratoristas, motoristas de ambulâncias, socorristas que não medem esforços para atender toda a população colocando em risco a sua vida e de sua família para salvar pessoas, sem questionar se estão ou não contaminadas pelo vírus. São, sem sombra de dúvidas, soldados da linha de frente, da trincheira, nesta batalha que já ceifou milhares de vida em todo o mundo. Mas, enquanto isso, médicos peritos que podendo tomar todos os cuidados, com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados e todas as normas de sanitização, ainda assim se recusam a atender as centenas, milhares de brasileiros. São pacientes não de covid, mas de outras doenças e que necessitam deste auxílio para sua sobrevivência e de sua família. Mas enquanto isso seus gordos contra-cheques continuam a pingar na conta. Se as agências do INSS não abriram, eles não trabalharam nos últimos seis meses e mesmo assim receberam seus vencimentos e agora, só agora, quando se retorna ao trabalho vão brigar por fiscalização e outras coisas mais? Por qual motivo não o fizeram antes? Vejam, não estou aqui para apontar dedos. Mas se os médicos e profissionais da área de saúde em geral podem e estão atendendo a população em geral, por que estes são mais especiais do que todos os demais? O que eles são mais importantes que qualquer ser humano necessitado de atendimento e dignidade? Deixo aqui minha indignação com este real situação que ocorre neste momento em nosso país. Em tempo, eu estou trabalhando de forma normal, apenas me protegendo com máscara e muito álcool 70%. Eles não podem fazer o mesmo? E o juramento feito de “consagrar minha vida ao serviço da humanidade” é muito bonito no dia ou então pregado em alguma parede de consultório. Na prática foi esquecido por alguns. Reforço, por alguns.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Rituais

 

Acredito que todos nós temos nossos rituais. Ao acordar, sair de casa, chegar no trabalho, sair.... talvez muitos deles os façamos sem nem perceber.

Particularmente eu acordo, coloco a água do café para ferver e costumo sair para o pátio da casa admirar o jardim e o dia que nasce e fazer as primeiras preces de agradecimento por mais um dia que inicia.


Mas ultimamente este meu hábito prazeroso está me provocando sentimentos ruins, tanto que parei de fazer. E explico com uma pergunta. Já tentaram ver o nascer do sol nestes últimos dias? Não me refiro ao pôr do sol, mas ao nascer.

Não se consegue. Hoje ao olhar pela janela do banheiro na hora do banho matinal mal e mal se via uma bola vermelha no horizonte. Ou seja, a fumaça tomou conta de nossa paisagem, de nossa vida, das nossas casas tornando nossa vida cinza e nossos dias sem brilho.

No teatro usamos a fumaça (através de uma máquina onde usamos glicerina líquida) para “desenhar” a luz no palco. Basta olhar nas ruas, lá no skate parque (me refiro a cidade de Porto Velho onde moro) e ver a luz desenhada pela fumaça. Realmente são tempos muito difíceis estes.

Cheguei a brincar (mas usando de muita ironia) com amigos dizendo que esta fumaça vem da França, da Alemanha, pois no Brasil é proibida a queimada.

Meu Deus, meu povo! Não conseguimos fiscalizar nem nossas imensas fronteiras, nem ao menos os supermercados que remarcam preços absurdos e vamos querer controlar as queimadas neste gigantesco território amazônico e no cerrado brasileiro?

Infelizmente, e lamento muito por isso, iremos continuar a sofrer com queimadas e com sua inevitável fumaça enquanto não houver a consciência humana de que é necessário manter nossa floresta em pé. Mas enquanto a ganância humana predominar, enquanto o ganho individual for mais importante que a coletividade continuaremos todos neste sofrimento.

Nem vou aqui me delongar em números de focos de queimadas, aumento de doenças respiratórias pois todos sabemos disso. Quero apenas ter meu céu sempre azul, poder voltar a agradecer a Deus todas as manhãs sentindo o sol no rosto. Enfim, preciso me sentir humano. Vivo, neste grande bioma chamado AMA ZÔNIA.  

Que venham logo as chuvas para nos abençoar e trazer de volta à vida e limpar nossos horizontes. E, claro, deixar nossos jardins mais verdes e meus rituais matinais mais prazerosos.


segunda-feira, 27 de julho de 2020

Distanciamento e hipocrisia



Antes de mais nada, vamos definir o que é hipocrisia, que segundo o dicionário significa “o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui, frequentemente exigindo que os outros se comportem dentro de certos parâmetros de conduta moral que a própria pessoa extrapola ou deixa de adotar”.
Pois é, acredito que pela generalização, podemos afirmar que a quase totalidade das pessoas civilizadas tem acesso a pelo menos um meio de comunicação e que já são cientes de que existe uma pandemia democrática, ou seja, não escolhe classe social, raça, cor e sexo, e que está matando milhares de pessoas ao redor do mundo.
Diante disso, e apesar de todos os apelos das autoridades sanitárias, muitos que defendem a abertura disso e daquilo, na verdade estão defendendo o próprio umbigo e sendo hipócritas. Isso porque acho, sinceramente, que se tomadas as devidas precauções no comércio, pouco risco se correrá. Repito, tomando todas as medidas sanitárias necessárias.
No entanto, ainda sou cético e contrário ao retorno das aulas e academias, por exemplo, devido ao alto risco de contaminação, exceto se me provarem o contrário.
Mas o que acontece na verdade é que ao se abrir o comércio, muitos acharam que havíamos vencido a Covid-19, que estávamos imunes. Ledo engano. Fiquei assustado ao assistir reportagem nesta manhã mostrando as praias em diversos pontos do nordeste onde as pessoas, além de aglomerarem não davam a menor bola para as proteções simples, como o uso de máscara.
Com certeza estas criaturas serão as mesmas que aparecerão chorando nas matérias sensacionalistas, pois não conseguiu um leito de UTI, um respirador para seu ente querido. Hipócritas.... infelizmente este é o termo. Estou generalizando, sim. Alguns serão contaminados mesmo sem sair de casa devido à irresponsabilidade destes seres desprezíveis que ainda não entenderam que é preciso respeitar para ser respeitado. Se preservar para resguardar o outro.
Pessoal, os números não mentem. E estão subindo exponencialmente a cada dia após as liberações e reaberturas de comércio e outras atividades. Em Porto Velho mesmo, a quantidade de gente que vejo caminhando nos parques sem a proteção de máscara é incrível. E onde fica o respeito a sua vida e a do outro? Claro, como ele é um hipócrita, o dever de se proteger é do outro, nunca meu. A culpa pela disseminação é do outro, nunca minha.
Enquanto se pensar desta forma seremos todos hipócritas. Cuide-se, pelo bem de todos!  

terça-feira, 21 de abril de 2020

Não podemos pensar em um país de futuro querendo reviver o passado


Lembro-me do desejo em continuar a fazer teatro após uma rápida experiência na escola primária, em Santa Maria (RS) com a atriz Marilu Marin (in memorian) enquanto cursava a 8ª série do Instituto de Educação Olavo Bilac. O ano era 1985. Então já cursando o antigo 2º Grau na Escola Cilon Rosa veio o convite para fazer o curso de iniciação teatral do Grupo Presença, à época um renomado grupo comandado pelo meu querido Pedro Freire Junior (in memorian). 
Fiz o curso e ingressei no grupo. Tinha tenros 15 anos quando fiz minha primeira apresentação em teatro adulto, para mim, à época, uma imensa responsabilidade. Especialmente por estarmos em um processo de transição, pois estávamos saindo de 20 anos de ditadura militar e entrando na redemocratização. Como havia até então vivido em uma família extremamente conservadora, passei alheio a minha infância e início da adolescência por este período ditatorial.
Foto do espetáculo "O Berço do Herói"de Dias Gomes
que originou a novela "Roque Santeiro", também censurada.
Montagem grupo Raízes do Porto - não recordo o crédito do fotógrafo
No entanto, ao ingressar em grupo comandado por uma pessoa extremamente politizada e que havia sido preso por duas vezes durante o regime, você começa a ver o mundo por outro prisma, por outra realidade. Aos quinze anos passei pela experiência de me apresentar para um censor da Polícia Federal (creia, uma figura sisuda, séria) que à véspera da estreia nos diria se podíamos ou não apresentar e qual a faixa etária recomendada. Após, era expedido um certificado de liberação, que deveria estar exposto à entrada juntamente com um cartaz com a faixa indicativa de idade.
Meu primeiro espetáculo foi uma provocação do Pedro ao sistema. Ele montou nada mais nada menos que “Moço em estado de sítio”, do Oduvaldo Viana Filho. Peça que já havia sido censurada pelo sistema. A segunda? “Eles não usam Black-tie” do Gianfrancesco Guarnieri. Ou seja, comecei bem. E com a politização iminente em um país que se preparava para a transição, elegia um presidente por via indireta e em breve reformularia uma Constituição, que seria chamada pelo grande Ulisses Guimarães de Constituição Cidadã. 
Para meu espanto, 35 anos após tantas conquistas, tantas lutas e vitórias, o povo brasileiro se vê, estarrecido, à possível iminência de uma volta ao passado, de um retrocesso cívico imenso, que é justamente se ver privado de suas liberdades constitucionais. Sinceramente, não consigo vislumbrar o país dando este passo para trás. Enquanto o mundo se livra de ditadores e opressores do povo, aqui se quer a volta ao passado. E o pior, a pedido de uma parcela considerável da população.
O que considero pior nisso tudo é que o próprio povo que deseja isso, até pouco tempo atrás pedia a saída de um governo que “namorava” com ditadores, investia em países comandados por governantes autoritários e que pela opressão se perpetuavam no poder. Por isso fica difícil entender esta parcela da população.
Pela ótica dessas pessoas, em governos militares não há corrupção (o que não está provado, pois quem seria louco de denunciar algo?). Ora senhores, se o problema é este, temos o sistema democrático e de direito que inibe tais práticas e se alguém for comprovadamente corrupto, responderá criminalmente por seus atos. É pelo voto e pela vontade popular que se modificam as coisas, mas nunca pelos retrocessos em conquistas adquiridas. Só se mexe se for para melhorar a vida de todos, o que não se justifica os pedidos de fechamento de Congresso (Câmara e Senado) e Superior Tribunal Federal.
Por isso conclamo a todos para pensarmos um país melhor, mas pelas vias democráticas. Nosso país não aguenta mais a derrubada de governantes por pensar diferente. Se o atual está ruim, que se critique, que se peça impedimento, mas tudo pelas vias legais, constitucionais. Sem golpes. E mais, a quem pede o retorno do AI-5, está no mínimo mal informado, pois foram editados 17 Atos Institucionais no país e (Deus nos defenda que não ocorra mais) se outro for publicado, será o AI-18.
Por isso, meu queridos amigos, quero continuar a produzir meus espetáculos, minhas propagandas, meus conteúdos sociais sem precisar passar pelo crivo moral e de pensamento de uma pessoa do “sistema” carregada de pré-conceitos, preconceitos e sabe-se mais lá o quê?  Afinal, não vivemos, ainda, na visão do “Grande irmão” a nos espionar. Não podemos querer lutar por um país em que tenhamos um futuro melhor desejando voltar ao passado.