quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Todos têm direito, menos os pedestres no skate park
O título da reflexão de hoje me chega, pois sou uma das centenas de pessoas que utilizam da caminhada diária (ou quase) para exercício e, consequentemente de espaços públicos para tal prática. Até porque, neste momento ainda não me sinto seguro em retornar a uma academia em ambiente fechado para praticar outros exercícios, preferindo o ar livre por enquanto.
Pois bem, para chegar até ao local do Skate Park, em Porto Velho, onde faço a caminhada, que apesar deste nome tem apenas uma rampa para a prática do esporte e um belo parque a ser explorado pelo poder público (mas isso é outra reflexão), preciso caminhar quase 1km pelas “calçadas” de algumas ruas.
É impressionante como nossas calçadas são mal cuidadas e desniveladas. Se para um caminhante sem problemas de locomoção já é complicado, fico imaginando as pessoas com deficiência como deve ser difícil tentar fazê-lo. Mas eu quero me dirigir especificamente hoje ao problema dos caminhantes no skate park.
Como usuário constante minha companheira de caminhada, a também jornalista Andréa Minuto e eu, nos deparamos com algumas dúvidas em relação ao uso correto da pista de caminhada. Bem, se o local se chama pista de caminhada há de se supor que fosse somente para tal. Mas não é o que se constata.
Há um tráfego imenso de ciclista e patinadores que teimam em utilizar a pista como velódromo. Isso mesmo, velódromo. E , com esta atitude colocando em risco a integridade física dos demais praticantes de esporte (caminhada e corrida).
A velocidade que eles imprimem em meio aos caminhantes é muito grande e os esbarrões e atropelamentos são constantes. Já presenciamos vários. E isso acontece diariamente sem que ninguém tome atitude. Ontem mesmo uma menina em um patim me deu um esbarrão e nem sequer se virou para pedir desculpas. São os verdadeiros donos do espaço.
E isso não era assim. Mas creio que com as limitações do Espaço Alternativo na pista do aeroporto, muitas famílias migraram para o local especialmente após a prefeitura ter feito a iluminação do local. E com isso todos os praticantes deste esporte vieram à reboque.
Por estas situações, estou aqui pedindo encarecidamente a quem de direito for, algum vereador, secretários, que tomem providências. É preciso disciplinar o uso do espaço. O que pode e o que não pode. Colocar placas indicativas de proibições e fiscalizar. O que não pode é continuar do jeito que está, pois em algum momento alguém irá se machucar feio. E espero que não seja uma das dezenas de idosos que por sua estrutura ser mais frágil, podem sofrer sequelas graves devido a velocidade impressionante com que ciclistas e patinadores circulam entre os caminhantes.
Sim, precisamos de mais espaços na cidade. Sim, é preciso disciplinar. Mas para isso também precisamos de vereadores e prefeitos (futuros) que pensem e cuidem de nossa cidade e, principalmente, vislumbrem a Porto Velho do futuro. Não para nós, mas para as próximas gerações, prevendo o futuro crescimento da cidade. Então, fica a reflexão da semana para todos e o apelo para que olhem pelo Skate Park. Um espaço público maravilhoso, mas que precisa um olhar mais cuidadoso. Não só de iluminação. (Crédito da Imagem: Comdecom)
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Parabéns pelo texto e concordo com tudo.
ResponderExcluirComecei a praticar as caminhadas não faz tanto tempo assim com o colega Geovani no Skate park, pois como o Espaço Alternativo já não conta mais com as vias exclusivamente para tal prática, resolvi migrar para o parque. Pois bem, o Geovani havia informado que existia uma placa onde se proibia andar de bicicleta, pois se trata de uma pista estreita para abrigar aos que caminham e correm, e agora os inúmeros ciclistas e praticantes da patinação. Vejam bem, não tenho nada contra a nenhum esporte, pelo contrário. Sou uma pessoa que caminha, corre, faz natação, joga vôlei e vai para academia (claro que essas três últimas práticas esportivas tiveram que ser momentaneamente adiadas, em função da pandemia, mas faço tudo isso, sim).
ResponderExcluirPois bem, procuramos a tal placa e não a encontramos no local aonde ela tinha sido colocada. E há de se convir que, se havia uma placa proibindo a prática do ciclismo no local, foi mais fácil retirá-la do que haver fiscalização para proteger aqueles que usam o espaço para caminhar e correr. Uma pena..
Fica o alerta para quem de direito deve regulamentar seu uso.
Obrigado pelas contribuições nos comentários.
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