"Vizu" na página

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Atualizações

Aos ainda poucos leitores, informo que estarei atualizando o Blog sempre com novos materiais. Peço aos que possuam material referente a pesquisa que entre em contato e, se possível, enviem para que possamos publicar.
Se discordar de alguma informação ou desejar acrescentar algo, sintam-se à vontade.
Aguardo a colaboração de todos.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vídeo Sr. Rozendo - Parte 4 - Final

Nesse vídeo o Sr. Rozendo fala um pouco de sua vida pessoal e do início da cidade de Porto Velho. Muitas dificuldades naquele período. Acompanhem esse última parte do depoimento desse seringueiro que não conseguiu se aposentar como Soldado da Borracha pois trabalhou muito também após sair do seringal e montar um comércio e ter aposentado como comerciante. Como já havia essa aposentadoria, o governo negou a ele os dois salários de benefício como soldado da borracha.

domingo, 21 de junho de 2009

Parte 3 - Sr. Rozendo

Nesta terceira parte o Sr. Rozendo explica como chegou na região de Porto Velho, o tipo de gente que vinha nos navios (até presidiários vieram para a região amazônica por delliberação do presidente Getulio Vargas). A cada vídeo uma nova informação e uma surpresa para nosso leitor.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Sr. Rozendo - Parte II



Segunda parte dessa fascinante história. Acompanhe com a gente.

Sr. Rozendo Parte 3

Sr. Rozendo Pascoal - Soldado da Borracha

Sr. Rozendo, também Soldado da Borracha. Trabalhou por mais de 8 anos nas matas amazônicas rondonienses vindo do Ceará para extrair o látex da seringueira e com isso colaborar com os aliados na II Guerra Mundial. Não fez jus a aposentadoria pois segundo o Governo brasileiro ele se aposentou como comerciante e por isso não tem direito ao benefício com Soldado da Borracha.

Adora conversar e contar sua história. Por isso, iremos fazer uma série de vídeos para que nosso leitor, além de conhecer um pouco da história desses "bravos" também conheçam a trajetória de vida desse homem que emprestou suas energias para desbravar nossas matas em busca de látex para produzir borracha.

Acompanhem com a gente a sequência de vídeos. Com vocês, esse simpático ex-soldado da borracha, senhor Rozendo Pascoal de Oliveira.

A entrevista foi concedida ao repórter Geovani Berno, com exclusividade. Agradecemos a importante colaboração da Hermilena, sobrinha do Sr. Rozendo, que nos apresentou a ele e possibilitou essa entrevista.

Repórter Geovani Berno ao lado do Sr. Ozimo.

Sr. Ozimo com netos




Detalhe do quadro do Sr.Ozimo como soldado da borracha. Para alguns muito orgulho; para outros, uma história de sofrimento e descaso governamental.

Entrevista em vídeo com Sr. Ozimo



Em uma breve entrevista o Sr.Ozimo conta um pouco de sua história para o repórter Geovani Berno. Confira um pouco dessa história que faz parte da saga da borracha nas matas amazônicas.

Entrevista com Soldado da Borracha I - Sr. Ozimo



Sr. Ozimo, Soldado da Borracha, aposentado. Recebe atualmente 2 salários mínimos por ter trabalhado duro nas matas amazônicas para produzir borracha para o Brasil e o mundo. Nesse curto depoimento, conta um pouco de sua história e do trabalho cortando seringa. Depoimento exclusivo ao repórter Geovani Berno para o Blog Infocraciadigital.blogspot.com

terça-feira, 16 de junho de 2009

A COMUNICAÇÃO NO SEGUNDO CICLO DA BORRACHA E A MIGRAÇÃO PARA A AMAZÔNIA

O assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em 1988, deu expressão internacional à pequena cidade de Xapuri, no Acre, e voltou o olhar do mundo para milhares de cidadãos que fazem da extração do látex seu sustento e das 'colocações' do Vale Amazônico sua morada. O que poucos sabem é que esse foi apenas mais um capítulo da saga da borracha. Durante a Segunda Guerra Mundial, um exército de retirantes foi mobilizado com pulso firme, propaganda forte e promessas delirantes para deslocar-se rumo à Amazônia e cumprir uma agenda do Estado Novo. Ao fim do conflito, em 1945, os migrantes que sobreviveram às durezas da selva foram esquecidos no Eldorado.

Ao contrário dos soldados que foram à Itália – os chamados “pracinhas” – os soldados da borracha não receberam reconhecimento algum, nenhuma honraria, nem salários. Ao contrário, dos mais de 60 mil que migraram para a Amazônia mais da metade desapareceu no meio dessa imensa floresta. Enquanto que dos 20 mil enviados à Itália, apenas 454 morreram.

Toda história começa em 1941 quando o Japão bloqueia o acesso dos americanos a borracha oriunda da Ásia. Com isso, os olhos se voltaram à Amazônia, grande reserva natural de borracha. Mas a produção era pequena. Em Rondônia, destacava-se Guajará-Mirim com forte produção. Era necessário um grande contingente para aumentar a produção. Um acordo foi fechado com o Governo brasileiro que começou a recrutar homens no nordeste, juntando “ a fome com a vontade de comer”, pois a região sofria com a grande seca que se abateu no início da década. (leia mais em acordos de Washington)

Para arregimentar esse grande contingente a comunicação foi ferramenta importantíssima para mobilizar a população e convencê-los de que a vida na Amazônia valeria a pena e a riqueza e fartura viriam com o trabalho e dedicação. Assim, o Governo Brasileiro contratou o suíço PIERRE CHABLOZ, autor dos cartazes de propaganda, que também era contratado do Semta (Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia) e depois substituído pela Caeta (Comissão Administrativa de Encaminhamento de Trabalhadores para a Amazônia). Também fez várias das fotos em arquivo. Nas próximas postagens, veja alguns dos exemplos da arte desse francês radicado no Brasil.


Com essa migração em massa, o Governo Vargas consegue resolver três problemas que tiravam seu sono: a produção da borracha para atender aos americanos, o povoamento da amazônia e a crise provocada pela seca no Nordeste.
Essa situação, mostra a subserviência do Brasil em relação aos EUA, mas conseguiu a simpatia do governo americano, que injetou milhões de dólares no Brasil para resolver problemas de infraestrutura.


Com a chegada desses homens à Amazônia, sem um preparo de adaptação, falta de informação sobre as adversidades que se iriam encontrar, acabou-se por se jogar seres humanos numa imensidão verde, repleta de malária, onças, índios e a escravidão dos donos dos seringais que acabavam escravizando os trabalhadores pois forneciam todos os mantimentos, ferramentas e roupas. Assim, o trabalhador já começava a vida devendo. E como se sabe, ninguém poderia sair com dívida no barracão. (Click e leia depoimentos de alguns soldados da borracha ainda vivos e que participaram do vídeo documentário "Soldados para a Borracha", de Wolnei Oliveira).


Pelo menos uma coisa todos os soldados da borracha, sem exceção, receberam. O descaso do governo brasileiro, que os abandonou à própria sorte, apesar de todos os acordos e das promessas repetidas antes e durante a Batalha da Borracha. Só a partir da Constituição de 1988, mais de 40 anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, os soldados da borracha ainda vivos passaram a receber uma pensão como reconhecimento pelo serviço prestado ao país. Uma pensão irrisória, dez vezes menor que a pensão recebida por aqueles que foram lutar na Itália. Por isso, ainda hoje, em diversas cidades brasileiras, no dia 1º de maio os soldados da borracha se reúnem para continuar a luta pelo reconhecimento de seus direitos.(Veja nas próximas postagens vídeos com entrevistas com seringueiros que viveram este momento e contam aqui suas histórias em entrevistas exclusivas para o repórter Geovani Berno para o blog Infocraciadigital).


Um vídeo contando a saga dos brasileiros que migraram do nordeste e não conseguiram mais retornar a seus lares é contado no vídeo "Borracha para a vitória", de Wolney Oliveira. (Ver trecho)


Desde o fim do século XVIII e início do XIV, a borracha brasileira despertou a cobiça estrangeira. Os ingleses que andavam pela amazônia levaram sementes para a Malásia (País com mesmo clima tropical encontrado na Amazônia) e iniciaram a plantação da Hévea brasiliensis (nome científico da seringueira).Com o início da produção asiática, o interesse pela borracha brasileira diminui. A estrada de ferro Madeira-Mamoré (ligava Guajará-Mirim a Porto Velho, contornando as cachoeiras do rio Madeira) que estava sendo construída para possibilitar a exportação da borracha produzida na Bolívia (Tratado de Petrópolis) perde sua importância. Tanto que quando é finalmente inaugurada oficialmente em 1912, o I Ciclo da Borracha já estava em decadência, sendo pouco explorada para esse fim. A Ferrovia serve como um marco do capitalismo que necessitava abrir novas frentes de expansão pelo mundo e encontrou no Brasil um grande campo pois era um país em franco crescimento.


Já na década de 60 é praticamente abandonada por não ter sentido sua existência. Hoje se resume a galpões deteriorados (que muito lentamente vem sendo restaurados) e máquinas abandonadas ao relento. (Assista ao documentário sobre a Ferrovia Madeira Mamoré em vá ao ícone documentários. O documentário está dividido em duas partes. Boa diversão)

Ainda nos dias atuais, a borracha é largamente produzida no Acre em comunidades chamadas de sustentáveis. Muitos trabalham sob administração de uma associação de seringueiros. No Acre esse trabalho é fortemente incentivado pois nao agride a natureza e trabalha com a sustentabilidade, mantendo a floresta em pé. Outros, trabalham em seringais plantados, o que facilita o acesso às plantas e ao corte da seringa.

Acompanhe mais a história da Batalha da Borracha ouvindo o Podcast clicando aqui.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

cursos on line em jornalismo

Colegas e amigos
Recebi e-mail para cursos on-line na área de jornalismo. Essa empresa é séria. Já fiz curso on-line quando trabalhava pela Uniron. Achei bem interessante. Compartilho com vocês caso aja interesse.
http://www.ftb-se.edu.br/nead/ - é só acessar por este link para ir direto a página dos cursos.

terça-feira, 31 de março de 2009

Imagens

Cartazes, fotos de reportagens, ilustrações que marcaram a época do II Ciclo da Borracha. Um trabalho do francês Pierre Chablotz, contratado pelo Governo brasileiro para estimular a população a se engajar e participar do grande recrutamento de jovens "soldados" para virem a se embrear na floresta amazônica. Segundo alguns depoimentos, os recrutadores chegavam às casas e já recrutavam jovens entre 17 a 19 anos, solteiros e sem filhos. "Ou iam para a Itália ou para a Amazônia", diziam.



quinta-feira, 26 de março de 2009

Olá

Olá, galera.
Esse blog está sendo criado para compartilhar minhas idéias e buscar sugestões para o meu TCC em Jornalismo, em 2010.
Em princípio quero desenvolver pesquisa na área de comunicação, voltado para a ocupação do espaço geográfico amazônico. Ou seja, a influência que a comunicação teve no processo migratório para a amazônia durante o 2º Ciclo da Borracha, durante o período da segunda grande guerra.
Acredito que o processo ideológico do regime à época, moldou todo um processo comunicacional para influeciar - em especial o povo nordestino - a migrar à amazônia em busca de riquezas, água e fartura. Dessa forma, resolveriam o problema dos atingidos pela seca no nordeste, ocupariam o vazio demográfico amazônico constantemente ameaçado pelos vizinhos estrangeiros e,a través do trabalho desse migrante, resolveriam o problema da escassez da borracha durante o período devido a tomada dos campos produtores de borracha da Malásia.
História e geografia sempre me chamou a atenção. E quando vi as relações históricas com a comunicação fiquei fascinado. Tanto que cursei uma pós-graduação em História Regional em busca de novos conhecimentos.
Acredito que agora com a formação em Jornalismo um novo campo de conhecimentos irá se abrir.
Quem puder colaborar com informações, indicações de leituras, pessoas a entrevistar, etc, agradeço imensamente.