"Vizu" na página

quarta-feira, 7 de março de 2012

Chuvas

Muita, muita chuva por estes rincões no noroeste brasileiro. Vários municípios rondonienses estão com problemas devido às chuvas. Bairros de Porto Velho sofrem constantes alagações a cada chuva. Ruas totalmente esburacadas. A BR 364 está se desmanchando em alguns trechos. Aí eu pergunto: é este o progresso que as usinas iriam trazer para a cidade/estado? Onde está sendo aplicado o dinheiro das compensações? Quem fiscaliza?
Enquanto as respostas não chegam, vamos sofrendo dia-a-dia com o descaso de quem deveria zelar pelo patrimônio público.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

2012 chegou

Pois é, o ano do fim do mundo chegou! se bem que acho que o mundo está se acabando aos poucos e acho que o povo não percebeu. Tsunamis, enchentes, secas, terremotos - tudo ao mesmo tempo toda hora e constante.
Neste pequeno recesso que tive entre Natal e Ano Novo, estive no sul visitando a família e fiquei surpreso com a seca no sul do país contrastando com a elevada precipitação no sudeste provocando enchentes e muitas mortes. No sul, o clima era desértico (quente durante o dia e frio à noite - muito estranho). Isso em pleno verão. E no sudeste e Norte a grande quantidade de chuvas provocando estragos.
Por isso fico me perguntando: a chuva é um fenômeno previsível. Então porque o poder público não toma providências definitivas, como: realizar obras de contenção e retirar este povo das encostas e das margens dos rios? Porque não se refloresta as encostas e as margens dos rios? Enfim, seriam tantas as perguntas que ficariam sem resposta... Aliás, acho que há uma resposta: não se toma providências porque realizar assistencialismo dá voto. Assistir a tragédia humana dá votos. Imagina se o problema for solucionado, como prefeitos, governadores e até a Presidente vai poder se comover com a miséria e o sofrimento humano?
Bom #ficaareflexão
E que 2012 não se acabe mais em tragédias. Mas em soluções para salvar este nosso querido planeta.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Texto de Frei Beto (?)

Recebi este texto tendo como autor o Fei Beto. Não sei se é dele mesmo, mas o seu conteúdo nos faz refletir bastante. É aquela história: estamos tão preocupados em deixarmos um mundo melhor para nossos filhos e esquecemos de deixar filhos melhores para o mundo". Enfim, boa leitura pois o texto é um pouco longo, mas vale a pena cada caracter.

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?' Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa? Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais... A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose. O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas... Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:... "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

JUSTIÇA X EDUCAÇÃO

Justiça dá a estudante adventista direito de faltar a aulas


PARTICULARMENTE ACHO UM ABSURDO A DECISÃO DO JUIZ EM CONCEDER ESTA LIMINAR. NEM PARECE QUE TEVE DE ESTUDAR E PARTICIPAR DAS AULAS PARA CONSEGUIR SEU DIPLOMA.

A ESTUDANTE TEM SIM DIREITO AO SEU CULTO E RELIGIÃO, MAS AO MESMO TEMPO TEM O DEVER DE CUMPRIR COM SUAS OBRIGAÇÕES PERANTE A CLASSE E A LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL. DAQUI A POUCO NENHUM ALUNO VAI QUERER IR ÀS AULAS E VAI ALEGAR "SE ELA NÃO VAI,PORQUE EU TENHO DE IR?". QUAL A MORAL DA FACULDADE EM REPROVAR UMA ACADÊMICO POR FALTAS SENDO QUE A LEI DIZ QUE AS DISCIPLINAS SÃO PRESENCIAIS E HÁ UMA TOLERÂNCIA DE 25%?

ABRIU-SE UM PRECEDENTE MUITO PERIGOSO. MUITO PERIGOSO... É PRECISO REPENSAR ESSE NEGÓCIO DE DIREITO PRA ISSO, PARA AQUILO, COTAS DISSO... VAMOS ACABAR EM UMA VALA COMUM MUITO PERIGOSA.
PARA LER A MATÉRIA COMPLETA NO SITE UOL, BASTA CLICAR AQUI

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Chega de clientelismo

Eu fico indignado quando leio sobre ações clientelistas de assistencialismo em bairros promovidos por vereadores, e por entidades.
São ações importantes? Claro que são. Mas irei comemorar o dia que não forem mais necessárias. Explico: quando isso acontecer, será um indicativo de que o povo brasileiro saiu de sua condição de miserável e passou a ter condições de pagar pelos serviços, que nestas ações, são realizadas gratuitamente.
Fico realmente chocado quando vejo filas enormes para retirar documentos, bater uma fotografia, cortar cabelo gratuitamente. Outras filas para poder ganhar um kit com escova e creme dental, e sabonete.
Nosso povo não merece isso. Mas por que não temos acesso a tudo isso? Porque se rouba demais nesse país. Só este ano no Brasil, 06 (SEIS) Ministros de Estado do Governo LULA, quer dizer, Dilma já foram afastados de suas funções por ser conivente e ou acusados diretamente de corrupção.
E ela grassa em todos os níveis (Federal, Estadual e Municipal).
Gente, quem desvia dinheiro da merenda, da educação, esporte e saúde (que são básicos) deveria apodrecer na cadeia. Mas o que vemos? Impunidade.
Vou parar meu comentário por aqui pois minha indignação é tão grande que posso escrever o que não devo. Mas um dia esta situação pode mudar. Aguardem, 2012 é bem aí.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mostra cinema e direitos humanos


Mostra de cinema terá discussão sobre Direitos Humanos na América do Sul

Filmes sobre melhor idade, infância, sexualidade e deficiência serão prioridades na 6ª Mostra de Direitos Humanos na América do Sul

Começa no próximo dia 17 de outubro a 6ª Mostra de Direitos Humanos da América do Sul, realizada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por meio da Cinemateca Brasileira. Serão exibidos filmes históricos, clássicos do cinema e de autores ainda desconhecidos. Segundo o curador da Mostra, cineasta Francisco César Filho, esta é uma mostra contemporânea que se distingue porque muitos títulos são inéditos no Brasil.

Para o curador, um dos desafios foi compor filmes de todos os 10 países latino americanos que produzem cinema voltado para a temática. “A área de Direitos Humanos tem um leque muito grande que diz respeito a todos nós como a educação, o meio ambiente, a criança, o idoso, a mulher e não apenas à violência, como geralmente se imagina. O resultado da Mostra atingirá o público voltado ao cinema e a estas questões”, analisa. “Tivemos a preocupação de escolher filmes com narrativas envolventes, que contam boas histórias. Dois bons exemplos são os filmes Cabra Cega e Araguaya.”, destaca.

Este ano, segundo o curador, alguns filmes foram indicados pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH). Também foram escolhidos filmes clássicos. “Por exemplo, teremos filmes sobre a saúde mental, uma vez que comemora-se 10 anos da reforma psiquiátrica. Um filme selecionado nesta tema foi o Bicho de Sete Cabeças, com o ator Rodrigo Santoro. Em referência aos 20 da criação do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), selecionamos o filme Central do Brasil, com a atriz Fernanda Montenegro. O filme Chuvas de Verão, da década de 70, foi um filme revolucionário que aborda o aspecto sexual dos idosos e é um filme corajoso e sensível. Já o filme Morango e Chocolate trata dos direitos dos homossexuais”, explica.

Em Porto Velho, a Mostra será no CineSesc, às 19h. A sessão inicial terá três filmes, curta-metragem: Doce de Coco, Tempo de Criança e Máscara Negra. Na terça, 18-10, mais nove filmes, entre curta e longa-metragens, com destaque para os dois documentários que tratam da Guerrilha do Araguaia, conflito armado ocorrido na década de 1970 no interior do Brasil.

CineSESC Rondônia

120 lugares - (69) 3229.6006 ramal 239

Av. Presidente Dutra, 4175 – Pedrinhas

ENTRADA FRANCA


6ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos pela primeira vez em Porto Velho

Diretor da Cinemateca destaca a acessibilidade ao público

Vinte e seis capitais brasileiras (e Distrito Federal) , e pela primeira vez Porto Velho, receberão a 6ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos da América Latina, um evento que tem a parceria do Ministério da Cultura, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Petrobrás. Na capital rondoniense a Mostra será de 17 a 24 de outubro, no Sesc, também parceiro em nível nacional. Mais de 46 produções em sessões a partir das 14 horas, serão exibidas ao público local com destaque para a inclusão.

O diretor da Cinemateca Brasileira de São Paulo, Carlos Magalhães, explicou que uma das principais preocupações da organização é dar acessibilidade ao público com necessidades especiais nas salas de exibição de todo o Brasil. A cinemateca é a produtora oficial da Mostra e por isso reuniu os produtores locais (representantes de todos os estados) em uma reunião no último dia 16, na capital paulista. Na ocasião foram traçadas as estratégias de divulgação e acessibilidade para o evento.

“Um ponto importante é que 100% dos filmes têm closed caption (legenda), que auxilia o deficiente auditivo. Em outros casos, temos filmes com a audiodescrição destinados aos deficientes visuais. Estes serão exibidos em duas sessões especiais em cada estado”, destacou Magalhães.

O diretor afirmou que os filmes e as respectivas sinopses das obras escolhidas estarão disponíveis no site oficial da Mostra. Cada filme é classificado com o direito específico estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Reflexão

Para Carlos Magalhães a Mostra servirá mais uma vez para promover a reflexão, sendo o cinema o instrumento de debate. O trabalho da Cinemateca Brasileira está seguindo uma política pública estabelecida pela Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal. No caso da Mostra que ocorre em 26 capitais e Distrito Federal o desafio para os produtores locais é articular os interessados nestes temas, como universidades, escolas, lideranças políticas e sindicais, terceiro setor, dentre outros e provocar o debate. “A Cinemateca tem buscado um alinhamento de trabalho em nível nacional a partir desta política de Direitos Humanos e estamos abertos às questões particulares de cada região”, ressalta.

Para as próximas Mostras o diretor destacou que a Cinemateca pretende ampliar as exibições com filmes de cada estado, atendendo a produções e especificidades ainda desconhecidas de um País continental como é Brasil. “A convocatória é mista. Os filmes são propostos pela Curadoria. Mas a ideia de abrir para filmes de realizadores locais é importante e queremos ampliar esta participação”, finalizou.


Crise


Enquanto o mundo se preocupa com a baixa do dólar, a crise na Europa, e a possível desaceleração da economia chinesa, aqui em Porto Velho City, os portovelhenses (eu me incluo nessa) lotaram o Porto Velho Shopping em uma demonstração consumista e de que a crise (que crise?) passa bem longe da BR 364. Para comprovar coloco uma fotinho. Hoje foi terrível, fila pra tudo. Só fiquei porque havia adquirido ingressos pro cinema via internet.